Na terça-feira, por volta das 14:30h, um aluno de minha turma levantou a mão e perguntou: — Como se faz para contar uma história? O professor Leonardo não esperava por isso. — Que história? Disse ele. — Não sei: uma história qualquer... — Bom, justamente, é preciso saber, porque não contamos todas as histórias do mesmo modo. Para começar, veja só: a primeira ideia que surge na cabeça pode referir-se a uma situação ou a um personagem. A história se desenvolverá diferentemente segundo o caso. De fato, na maioria das vezes, encontramos os dois ao mesmo tempo, porque é raro que um vá sem o outro. Em seguida, é preciso dar um nome aos personagens. [....] O professor Leonardo continuou algum tempo no mesmo tom, esquivando-se de várias respostas, que ele não conhecia.” Sobre a estruturação e a composição desse pequeno fragmento narrativo, assinale a afirmativa correta. (A) Os diálogos representam uma interrupção da evolução cronológica da narrativa. (B) A pergunta do professor – Que história? – mostra o não entendimento da pergunta do aluno. (C) No segmento “De fato, na maioria das vezes, encontramos os dois ao mesmo tempo, porque é raro que um vá sem o outro.” há uma redundância que mostra a estratégia de ganhar tempo. (D) A afirmação do professor de que “não contamos todas as histórias do mesmo modo” confirma a afirmação final do texto, que fala do desconhecimento do professor. (E) Os colchetes com pontos em seu interior indicam ao leitor as vacilações do professor nas respostas dadas ao aluno.