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semana passada
Vamos analisar cada uma das alternativas com base no que se sabe sobre Manuel Castells e suas teorias sobre a "Sociedade da Informação" e "Sociedade Informacional": a) A "Sociedade Informacional" diferencia-se por ser um estágio onde a geração e processamento da informação tornam-se fontes fundamentais de produtividade devido a novas condições tecnológicas, prosperando especificamente na interface entre programas de macropesquisa estatal e a inovação descentralizada cultural. - Esta afirmação parece correta, pois Castells realmente discute a importância da informação e da tecnologia na produtividade. b) A revolução tecnológica é caracterizada por sua baixa penetrabilidade nas atividades humanas e pelo fato de que usuários e criadores se mantêm em esferas separadas, impedindo a apropriação da tecnologia pela mente humana como força direta de produção. - Esta afirmação é incorreta, pois Castells argumenta que a revolução tecnológica tem uma alta penetrabilidade nas atividades humanas e que a interação entre usuários e criadores é fundamental. c) Castells defende que o Estado foi um entrave para a revolução tecnológica, que ocorreu apesar das intervenções governamentais, sendo guiada exclusivamente pela "cultura de garagem" e pelo livre mercado, sem relação com complexos militares ou industriais. - Esta afirmação é uma simplificação e não reflete com precisão a visão de Castells, que reconhece a complexidade das interações entre Estado, mercado e tecnologia. d) O termo "Sociedade em Rede" é apresentado como um sinônimo perfeito e exaustivo de "Sociedade Informacional", englobando todas as dimensões do Estado e dos movimentos sociais, que perdem suas características institucionais para se tornarem puramente reticulares. - Esta afirmação é exagerada, pois Castells discute a "Sociedade em Rede" como uma característica da "Sociedade Informacional", mas não a considera um sinônimo perfeito. Após essa análise, a alternativa que melhor se alinha com as ideias de Castells é a) A "Sociedade Informacional" diferencia-se por ser um estágio onde a geração e processamento da informação tornam-se fontes fundamentais de produtividade devido a novas condições tecnológicas, prosperando especificamente na interface entre programas de macropesquisa estatal e a inovação descentralizada cultural.