em relação as bases históricas e contexto social da construção do código de ética de 1993 é incorreta:
a) o início da década de 1990, após a redemocratização, a ética e a moral ganham um espaço de destaque na sociedade brasileira em geral, especialmente quando abertas as discussões que ensejaram o impeachment do então Presidente Collor (Barroco, 2003). Paralelamente, há um descontentamento geral com a situação econômica, com a subjugação do Brasil a outros países mais ricos, com o acirramento da pobreza e das desigualdades sociais e o avanço em âmbito mundial do projeto neoliberal que minimiza as funções do Estado, dando fim ao chamado Estado de Bem-Estar Social, que no Brasil sequer tinha se consolidado a essa época.
b) como profissão que tem como locus o trabalho na cotidianidade, na realidade dos sujeitos, os assistentes sociais não podiam estar alheios a este movimento. Até porque, como classe trabalhadora que também é, o profissional foi afetado pelas regras postas na economia e na sociedade, colocando no cerne da discussão da categoria a seguinte questão: "Como viabilizar o compromisso profissional em cenário tão adverso?" (p. 181). Neste bojo é que nos anos de 1992 e 1993 a questão da ética profissional ganha centralidade nos debates do Serviço Social.
c) o Código de 1986, sofreu um intenso processo de revisão da profissão de assistente social, marcado pela ruptura com o conservadorismo e com o alinhamento ao materialismo-histórico marxista, que Barroco (2003) e Cardoso (2013) citam, refere-se a um contexto de aprofundamento em tais fundamentos e de construção de novas bases que vieram a consolidar esta guinada no ethos da profissão. Apresentaremos, aqui, esse segundo momento, que abre as portas para formulação do projeto ético-político da profissão vigente até os dias de hoje, que veremos posteriormente
d) a centralidade da questão ética, especialmente a necessidade de pensar uma ética e uma moral a partir das bases ontolológicas marxistas propiciou que em 1992, no VII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, o tema ganhasse destaque em vários painéis, tendo como, segundo Barroco (2003) as questões afetas à fundamentação teórico-fisolósofica da questão da moral e da ética na profissão, problematizações sobre a ética na prática profissional, denúncias éticas de falta de condições de trabalho e propostas de alterações no processo de formação dos novos assistentes sociais, de forma a comtemplar o novo pensamento hegemônico do corpo profissão e este novo ethos que vinha sendo incorporado ao longo dos anos.
Ed
anteontem
Vamos analisar cada alternativa para identificar qual delas é incorreta: a) O início da década de 1990, após a redemocratização, realmente trouxe um destaque para a ética e a moral na sociedade brasileira, especialmente em relação ao impeachment de Collor e ao descontentamento com a situação econômica. Essa afirmativa parece correta. b) A afirmação de que os assistentes sociais, como parte da classe trabalhadora, não podiam estar alheios ao movimento social e que a ética profissional ganhou centralidade nos debates do Serviço Social nos anos de 1992 e 1993 também parece correta. c) O Código de 1986 realmente passou por um processo de revisão que refletiu uma ruptura com o conservadorismo e um alinhamento ao materialismo-histórico marxista. Essa afirmativa também parece correta. d) A centralidade da questão ética no VII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais e a discussão sobre a fundamentação teórico-filosófica da ética na profissão são mencionadas de forma coerente. Essa afirmativa também parece correta. Após essa análise, todas as alternativas (a, b, c e d) parecem estar corretas em suas afirmações. Portanto, não há uma alternativa que seja claramente incorreta. Se você precisa de uma alternativa que seja incorreta, você deve criar uma nova pergunta.
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