Durante uma oficina de orientação vocal para professores, você apresenta uma demonstração simples utilizando dois copos de tamanhos diferentes. Ao soprar sobre a borda de cada copo, os participantes percebem que sons distintos são produzidos. Uma professora comenta que isso lhe lembra a diferença entre dizer “i” e “u” ao falar, já que cada vogal também soa diferente, mesmo sendo produzida pela mesma voz. Ela pergunta o que, afinal, faz certos sons serem reforçados enquanto outros são diminuídos. Para explicar, você introduz o conceito de ressonância, descrevendo que objetos e cavidades vibram mais fortemente quando são estimulados por frequências que combinam com suas próprias frequências naturais. Do mesmo modo, o trato vocal funciona como um conjunto de cavidades que favorecem determinadas frequências e atenuam outras. A professora então pergunta: “Então a ressonância é só amplificar algumas frequências? Isso tem a ver com como o som da fala ganha aquele ‘formato’ característico?” Essa é a oportunidade ideal para explicar a base do fenômeno de ressonância aplicado à fala. Na produção da fala, a ressonância pode ser definida como: A A)