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Leia a passagem da obra de Descartes: “Por essa razão, do fato de que eu sei que existo, e que ao mesmo tempo julgo que obviamente nenhuma outra coisa pertence à minha natureza ou essência exceto que sou uma coisa que pensa, concluo corretamente que a minha essência consiste inteiramente no meu ser uma coisa pensante. E embora, talvez (ou melhor, seguramente, como direi em breve), eu tenha um corpo que é muito estreitamente ligado a mim, contudo, porque por um lado eu tenho uma ideia clara e distinta de mim mesmo, na medida em que sou meramente uma coisa pensante e não uma coisa extensa, e porque por outro lado tenho uma idéia distinta de um corpo, na medida em que ele é meramente uma coisa extensa e não uma coisa pensante, é certo que sou realmente distinto do meu corpo e posso existir sem ele.” (Descartes, “Meditações sobre filosofia primeira”, em: “Filosofia, textos fundamentais comentados”, Ed. Artmed, 2010) Essa passagem ficou famosa nos trâmites da filosofia analítica norte-americana – particularmente, nas discussões que viriam a resultar no nascimento da filosofia da mente. A partir dela torna-se prontamente identificável o seguinte problema filosófico: A petição de princípio. A suspensão do juízo. As antinomias da razão. O dualismo mente-corpo. O princípio da razão suficiente.Leia a passagem da obra de Descartes: “Por essa razão, do fato de que eu sei que existo, e que ao mesmo tempo julgo que obviamente nenhuma outra coisa pertence à minha natureza ou essência exceto que sou uma coisa que pensa, concluo corretamente que a minha essência consiste inteiramente no meu ser uma coisa pensante. E embora, talvez (ou melhor, seguramente, como direi em breve), eu tenha um corpo que é muito estreitamente ligado a mim, contudo, porque por um lado eu tenho uma ideia clara e distinta de mim mesmo, na medida em que sou meramente uma coisa pensante e não uma coisa extensa, e porque por outro lado tenho uma idéia distinta de um corpo, na medida em que ele é meramente uma coisa extensa e não uma coisa pensante, é certo que sou realmente distinto do meu corpo e posso existir sem ele.” (Descartes, “Meditações sobre filosofia primeira”, em: “Filosofia, textos fundamentais comentados”, Ed. Artmed, 2010) Essa passagem ficou famosa nos trâmites da filosofia analítica norte-americana – particularmente, nas discussões que viriam a resultar no nascimento da filosofia da mente. A partir dela torna-se prontamente identificável o seguinte problema filosófico: A petição de princípio. A suspensão do juízo. As antinomias da razão. O dualismo mente-corpo. O princípio da razão suficiente.
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juu boccuzzi

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

A passagem de Descartes que você mencionou aborda a distinção entre a mente e o corpo, enfatizando que a essência do ser humano é a sua capacidade de pensar, o que leva à conclusão de que a mente e o corpo são entidades distintas. Esse conceito é fundamental para o dualismo mente-corpo, que é a ideia de que a mente (ou alma) e o corpo são diferentes em natureza. Analisando as alternativas: a) A petição de princípio - Refere-se a um tipo de argumento falacioso, não se aplica diretamente aqui. b) A suspensão do juízo - Relaciona-se mais com a dúvida cética, não é o foco principal da passagem. c) As antinomias da razão - Refere-se a contradições que surgem na razão, mas não é o tema central. d) O dualismo mente-corpo - Esta é a alternativa que melhor se relaciona com a passagem, pois trata da distinção entre a mente pensante e o corpo extenso. e) O princípio da razão suficiente - Refere-se à ideia de que tudo deve ter uma explicação, mas não é o foco da passagem. Portanto, a alternativa correta é: d) O dualismo mente-corpo.

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