Ed
há 2 meses
Vamos analisar o caso passo a passo: - O contrato de compra e venda de imóvel urbano foi feito por instrumento particular, com valor declarado de R$ 3.000,00. - O valor venal apurado pelo fisco municipal é R$ 99.000,00, muito superior ao declarado. - O Cartório de Registro de Imóveis exigiu escritura pública, alegando incompatibilidade do valor declarado com o valor de mercado e o valor venal. Segundo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando há indício de valor manifestamente incompatível com o valor de mercado ou valor venal, o cartório pode exigir a escritura pública para garantir maior segurança jurídica e evitar fraudes. Agora, analisando as alternativas: (A) Correta. O STJ entende que, diante de indício de valor irreal, o cartório pode exigir escritura pública. (B) Incorreta. A lei não impõe o uso do valor venal como único critério para formalização do negócio. (C) Incorreta. Não há um valor fixo de R$ 100.000,00 para exigir escritura pública. (D) Incorreta. As partes não têm liberdade absoluta para atribuir valor irreal que prejudique a segurança jurídica. (E) Incorreta. O cartório não é obrigado a fazer avaliação imobiliária; pode usar o valor venal como referência. Portanto, a alternativa correta é: (A) em razão do indício de que o valor do imóvel atribuído pelas partes era irreal, corroborado pelo valor apurado pelo fisco para fins de lançamento tributário, foi acertada a exigência de escritura pública para a formalização da compra e venda.
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