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Audiologia

Anhanguera
Durante uma avaliação neurofuncional, uma paciente consegue ouvir sons ambientais, percebe quando há ruídos ao redor e demonstra reagir à presença auditiva de determinados estímulos. Apesar disso, não consegue identificar adequadamente alguns sons familiares, confundindo significados ou falhando em reconhecê-los, embora a audição periférica básica não pareça ser o problema principal. Em outro momento, um segundo paciente consegue perceber a presença visual de um objeto colocado à sua frente, mas não o identifica pela visão, apesar de reconhecê-lo quando o toca. A professora utiliza esses dois casos para mostrar que as agnosias não representam um quadro único, homogêneo e indiferenciado, mas um conjunto de alterações em que a modalidade sensorial comprometida influencia diretamente a forma de manifestação clínica. A unidade apresentada aos estudantes explica que o reconhecimento depende de áreas associativas sensoriais e que o cérebro não apenas recebe estímulos, mas também precisa interpretá-los e integrá-los a conhecimentos prévios. Isso significa que uma mesma dificuldade aparente de “não reconhecer” pode assumir feições muito diferentes conforme a modalidade afetada seja visual, auditiva ou
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há 2 meses

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há 2 meses

Os casos apresentados ilustram diferentes tipos de agnosias, que são distúrbios do reconhecimento sensorial causados por lesões em áreas associativas do cérebro, sem comprometimento da percepção sensorial básica. No primeiro paciente, que ouve sons ambientais e reage a estímulos auditivos, mas não reconhece sons familiares, trata-se de uma agnosia auditiva. Ele percebe o som, mas não consegue interpretar seu significado, indicando comprometimento nas áreas associativas auditivas. No segundo paciente, que percebe visualmente o objeto, mas não o identifica pela visão, embora o reconheça pelo tato, caracteriza-se uma agnosia visual. A percepção visual está preservada, mas a interpretação e reconhecimento do objeto pela visão estão prejudicados, devido a lesão nas áreas associativas visuais. Esses exemplos mostram que a agnosia varia conforme a modalidade sensorial afetada (auditiva, visual, tátil), e que o reconhecimento depende da integração dos estímulos sensoriais com conhecimentos prévios nas áreas associativas do cérebro. Portanto, a dificuldade de “não reconhecer” pode se manifestar de formas diferentes, dependendo da via sensorial comprometida.

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