Sobre a neurofisiopatologia de condições sistêmicas e seus impactos na locomoção, marque a opção INCORRETA: As doenças sistêmicas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e afecções vasculares, transcendem suas manifestações primárias, impactando profundamente a funcionalidade locomotora. Condições crônicas geram complicações neurológicas – como neuropatias periféricas e lesões encefálicas – que comprometem a mobilidade, o equilíbrio e a autonomia em atividades cotidianas. O diabetes mellitus raramente induz neuropatia periférica, uma vez que em sua fisiopatologia dificilmente ocorre a glicação de proteínas neuronais e disfunção microvascular. Por isso, nem sempre há perda sensorial distal e fraqueza muscular. A hipertensão desestabiliza o fluxo sanguíneo cerebral, elevando o risco de AVC isquêmico ou hemorrágico, com sequelas como espasticidade e hemiparesia. Doenças vasculares periféricas (como a doença arterial periférica), por sua vez, causam claudicação e dor à deambulação devido à hipóxia tecidual. Pacientes desenvolvem padrões compensatórios de movimento que aumentam o risco de quedas, úlceras neuropáticas ou fadiga precoce. Na prática clínica, tais desafios manifestam-se em dificuldades para calçar sapatos, subir escadas ou realizar transferências, refletindo diretamente na execução de ocupações significativas.