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11. Beiçola, caminhoneiro, viajou boa parte de sua vida, mas, como havia recebido uma herança do pai, acabou adquirindo uma frota de caminhões e se “aposentou”. Feliz e observando o previsto em lei, decidiu doar um imóvel para Bebel, que sempre imaginou que fosse sua sobrinha, deixando claro no contrato de doação que o objetivo era beneficiar a sobrinha e não outra pessoa. Contudo, há 30 dias, após 2 anos da realização do negócio, tomou conhecimento que Bebel não é filha de seu único irmão, mas de um homem, com quem a cunhada mantinha um relacionamento extraconjugal. Considerando que Beiçola admite nunca ter questionado Periguete, ou seja, se enganou sozinho, pode o negócio ser anulado? A) Sim, sob a alegação de erro acidental. B) Sim, sob a alegação de “error in persona”. C) Sim, sob a alegação de “error in negotio”. D) Sim, sob a alegação de “error in juris”. E) Não, pois a alegação de erro não é causa para invalidação do negócio jurídico.
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Luciana Herbst

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar o caso: Beiçola fez uma doação para Bebel, acreditando que ela fosse sua sobrinha, mas depois descobriu que Bebel não é filha do seu irmão, ou seja, ele se enganou sobre a identidade da pessoa beneficiada. No Direito Civil, o erro que recai sobre a pessoa com quem se celebra o negócio é chamado de "error in persona" (erro sobre a pessoa). Esse tipo de erro pode ser causa para anulação do negócio jurídico, pois Beiçola se enganou sobre a identidade da beneficiária, que era essencial para a doação. Portanto, a alternativa correta é: B) Sim, sob a alegação de “error in persona”.

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