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TEXTO 1 "Existia ainda uma 'terceira margem' constituída nos campos do cerrado, que se limitava ao sul e a leste com a Floresta Amazônica. A vegetação é rasteira e arbustiva, e lá os povos Macro-Jê encontravam sua morada principal. Sobre essa população recaiu certa miopia cultural, distorcida pelo ponto de vista andino ‘com suas grandes civilizações’, mas também por uma lente Tupinambá, dos Tupi-Guarani e dos portugueses que cuidaram de detratar esses grupos. Por isso, durante muito tempo eles foram descritos como 'gente bárbara', que não possuíam aldeias, agricultura, transporte ou cerâmica." (SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 52.) TEXTO 2 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE HISTÓRIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL. 1- Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformações e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo. 2- Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica. 3- Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito. 4- Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 5- Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações. 6- Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica. 7- Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais. FONTE: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC. 2017. Disponível em: O texto 1 foi utilizado em sala de aula como base para abordar a unidade temática A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano.
As competências básicas para o Ensino de História, conforme a BNCC, trabalhadas a partir do texto, são:
1 e 4.
3 e 4.
2 e 3.
2 e 4.
1 e 2.
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Analisando o texto 1, ele aborda a visão histórica sobre os povos Macro-Jê, destacando interpretações culturais e a necessidade de uma visão crítica e inclusiva. O texto 2 apresenta competências da BNCC para o ensino de História. Vamos relacionar as competências com o conteúdo do texto 1: - Competência 1: Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos de transformação para analisar e intervir no mundo contemporâneo. Isso está relacionado, pois o texto trata da visão distorcida sobre os povos Macro-Jê e a necessidade de compreensão histórica crítica. - Competência 4: Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos e inclusivos. Isso também está presente, pois o texto destaca a miopia cultural e a necessidade de uma visão crítica e inclusiva. As outras competências (2, 3, 5, 6, 7) não se relacionam tão diretamente com o foco do texto. Portanto, as competências básicas trabalhadas a partir do texto são: 1 e 4. Resposta correta: 1 e 4.

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Visa-se à maior produtividade possível, a baixo custo, mediante o preparo de uma mão-de-obra numerosa, com qualificação puramente técnica, disciplinada e dócil, adequada ao atendimento das necessidades do sistema econômico. A ideologia tecnocrática do período pratica um autoritarismo disciplinar intrínseco ao processo de engenharia social que deve comandar todos os aspectos da vida da sociedade. [...] ao mesmo tempo que, investindo pesado nos meios de comunicação, desenvolve um intenso programa de indústria cultural destinado à formação da opinião pública, banalizando ainda mais os conteúdos do conhecimento disponibilizado para as massas.
O contexto descrito acima faz referência ao momento histórico da educação brasileira
na Nova República.
da segunda guerra mundial.
da 1ª década dos anos 2000.
do período de 1964 a 1984.
da República Velha.

(ENADE-2011) A escola delimita espaços. Servindo-se de símbolos e códigos, ela afirma o que cada um pode (ou não pode) fazer, ela separa e institui. Informa o “lugar” dos pequenos e dos grandes, dos meninos e das meninas. Através dos seus quadros, crucifixos, santas ou esculturas, aponta aqueles/as que deverão ser modelos e permite, também, que os sujeitos se reconheçam (ou não) nesses modelos [...] Currículos, normas, procedimentos de ensino, teorias, linguagem, materiais didáticos, processo de avaliação são, seguramente, loci das diferenças de gênero, sexualidade, etnia, classe — são constituídos por essas distinções e, ao mesmo tempo, seus produtores. Todas essas dimensões precisam, pois, ser colocadas em questão. É indispensável questionar não apenas o que ensinamos, mas o modo como ensinamos e que sentidos nossos/as alunos/as dão ao que aprendem. Atrevidamente é preciso, também, problematizar as teorias que orientam nosso trabalho (incluindo, aqui, até mesmo aquelas teorias consideradas “críticas”). Temos de estar atentas/os, sobretudo, para nossa linguagem, procurando perceber o sexismo, o racismo e o etnocentrismo que ela frequentemente carrega e institui. LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 58 e 64.
Com base no texto acima, avalie as afirmacoes que se seguem. I. A escola define os espaços que cada um deve ocupar socialmente, visto que reproduz modelos e condiciona os alunos a segui-los. II. Os espaços delimitados pela escola representam a sala de aula em si, visto que é o ambiente predominante em que acontece o processo de aprendizagem. III. A delimitação de espaços pela escola só acontece no espaço escolar, visto que o(a) aluno(a) o ignora nos momentos em que não está inserido no contexto educacional. IV. Os espaços delimitados pela escola representam a rotulação e o estabelecimento de papéis e padrões de comportamento. É correto apenas o que se afirma em
I e II.
I, III e IV.
I e IV.
II e III.
II, III e IV.

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