Ed
há 2 meses
Vamos analisar as alternativas com base nos textos: a) O fato de o tupi ter deixado de ser falado no Brasil deveu-se a motivações políticas, ideológicas e culturais. Correto. O texto I menciona medidas políticas do Marquês de Pombal, como a proibição da “língua geral” (variante do tupi) para integrar os nativos e garantir a soberania portuguesa, o que indica motivações políticas e culturais. b) A convivência de dois idiomas – o tupi e o português – ao mesmo tempo, no Brasil, ocasionou conflitos linguísticos em estados como Pará e São Paulo. Não há menção nos textos a conflitos linguísticos específicos nessas regiões, apenas que o tupi era falado e coexistia com o português. c) O português não teria prevalecido sobre o tupi se não fosse a interferência do Marquês de Pombal. O texto indica que a interferência do Marquês de Pombal foi decisiva para a oficialização do português, mas o texto II também mostra que o português já se impunha no litoral no século XVII, antes do século XVIII, quando Pombal atuou. Portanto, essa alternativa é exagerada. d) O “idioma do povo” prejudicou a fixação do idioma português no Brasil, pois já estava sendo usado pelo povo por muito tempo. Não há indicação nos textos de que o tupi tenha prejudicado a fixação do português; pelo contrário, o português acabou prevalecendo. e) O português prevaleceu sobre o tupi por razões práticas, pois seria impossível à língua tupi atender às demandas políticas e sociais que o império português imporia à nação brasileira. Não há essa justificativa nos textos; a prevalência do português está mais ligada a decisões políticas e históricas do que a limitações práticas da língua tupi. Resposta correta: a) O fato de o tupi ter deixado de ser falado no Brasil deveu-se a motivações políticas, ideológicas e culturais.