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Sumário
PARTE I - CONHECIMENTOS BÁSICOS
• CAPÍTULO 1 - LÍNGUA PORTUGUESA
• CAPÍTULO 2 - MATEMÁTICA
PARTE II - CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
BLOCO I - QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA
• CAPÍTULO 3 - ESTRUTURA ATÔMICA E PERIODICIDADE
• CAPÍTULO 4 - ESTEQUIOMETRIA
• CAPÍTULO 5 - ESTUDO DOS GASES
• CAPÍTULO 6 - FUNÇÕES INORGÂNICAS
• CAPÍTULO 7 - REAÇÕES INORGÂNICAS
BLOCO II - QUÍMICA ORGÂNICA
• CAPÍTULO 8 - INTRODUÇÃO À QUÍMICA ORGÂNICA
• CAPÍTULO 9 - FUNÇÕES ORGÂNICAS
• CAPÍTULO 10 - ISOMERIA
• CAPÍTULO 11 - REAÇÕES ORGÂNICAS
• CAPÍTULO 12 - POLÍMEROS
BLOCO III - FÍSICO-QUÍMICA
• CAPÍTULO 13 - SOLUÇÕES
• CAPÍTULO 14 - PROPRIEDADES COLIGATIVAS
• CAPÍTULO 15 - TERMOQUÍMICA
• CAPÍTULO 16 - CINÉTICA QUÍMICA
• CAPÍTULO 17 - EQUILÍBRIO QUÍMICO
• CAPÍTULO 18 - ELETROQUÍMICA
BLOCO IV - QUÍMICA ANALÍTICA
• CAPÍTULO 19 - TÉCNICAS ANALÍTICAS CLÁSSICAS
• CAPÍTULO 20 - TITULOMETRIA
• CAPÍTULO 21 - POTENCIOMETRIA
• CAPÍTULO 22 - CONDUTIMETRIA
• CAPÍTULO 23 - ANÁLISE INSTRUMENTAL
BLOCO V - METROLOGIA E ESTATÍSTICA
• CAPÍTULO 24 - METROLOGIA QUÍMICA
• CAPÍTULO 25 - ESTATÍSTICA APLICADA À QUÍMICA
BLOCO VI - FÍSICA APLICADA
• CAPÍTULO 26 - FUNDAMENTOS DE ELETROMAGNETISMO
• CAPÍTULO 27 - FÍSICA TÉRMICA
PARTE III - QUESTÕES
• CAPÍTULO 28 - QUESTÕES DE FIXAÇÃO
• GABARITO COMENTADO
CAPÍTULO 1 - LÍNGUA PORTUGUESA
1.1. Compreensão e Interpretação de Textos
A compreensão e a interpretação de textos são habilidades fundamentais para a realização 
de qualquer prova de concurso. Embora pareçam sinônimos, esses conceitos possuem 
diferenças sutis. Compreender um texto significa decodificar as informações que estão 
explicitamente apresentadas na superfície textual. Já interpretar vai além, buscando os 
sentidos implícitos, as inferências, as intenções do autor e as relações do texto com seu 
contexto.
Para uma análise textual eficaz, é crucial identificar os seguintes elementos:
• Ideia Principal: O núcleo do texto, a mensagem central que o autor deseja transmitir.
• Argumentos: As justificativas, os dados e os exemplos que sustentam a ideia principal.
• Tipologia Textual: A estrutura predominante no texto (narração, descrição, 
dissertação).
• Gênero Textual: A função social do texto (notícia, artigo de opinião, manual, etc.).
• Nível de Linguagem: A adequação da linguagem ao público e ao propósito do texto 
(formal, informal, técnica).
1.2. Tipologia Textual: Narração, Descrição e Dissertação
Os textos podem ser classificados em diferentes tipos, de acordo com sua estrutura e 
objetivo. Os principais são:
A leitura atenta e crítica é a principal ferramenta para a interpretação. Recomenda-se ler 
o texto ao menos duas vezes: a primeira para ter uma visão geral e a segunda para 
analisar detalhes, sublinhar informações importantes e fazer anotações.
Tipologia Características Principais
Narração
Relata uma sequência de fatos, reais ou 
fictícios, envolvendo personagens, tempo, 
espaço e um enredo. Verbos de ação são 
predominantes.
Descrição
Detalha as características de um ser, objeto, 
lugar ou cena. O objetivo é formar uma imagem 
mental no leitor. Uso abundante de adjetivos.
É comum que um mesmo texto apresente trechos de diferentes tipologias, mas geralmente 
uma delas prevalece.
1.3. Ortografia Oficial
O domínio da ortografia oficial, conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, é 
essencial. Os pontos que merecem maior atenção são:
• Acentuação Gráfica: Regras das oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, além dos 
hiatos, ditongos e acentos diferenciais.
• Uso do Hífen: Em palavras compostas, derivações prefixais e locuções.
• Emprego de Letras: Casos de S/Z, G/J, X/CH, e o uso de iniciais maiúsculas e 
minúsculas.
• Homônimos e Parônimos: Palavras com grafia ou pronúncia semelhantes, mas com 
significados distintos (ex: "sessão", "seção", "cessão").
1.4. Classes de Palavras
As palavras são classificadas em dez classes gramaticais, de acordo com sua função na 
frase. São elas:
1. Substantivo: Nomeia seres, coisas, lugares, sentimentos.
2. Artigo: Antepõe-se ao substantivo para determiná-lo ou indeterminá-lo.
3. Adjetivo: Caracteriza o substantivo.
4. Numeral: Indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração.
5. Pronome: Substitui ou acompanha o substantivo.
6. Verbo: Indica ação, estado ou fenômeno da natureza.
7. Advérbio: Modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstância.
8. Preposição: Liga dois termos, estabelecendo uma relação de dependência.
9. Conjunção: Liga orações ou termos de mesma função sintática.
10. Interjeição: Expressa emoções e sentimentos.
Dissertação
Defende um ponto de vista sobre um 
determinado tema, por meio de argumentos 
consistentes. Pode ser expositiva (apenas 
informa) ou argumentativa (busca persuadir).
1.5. Morfossintaxe
A morfossintaxe estuda a função das classes de palavras dentro da estrutura da oração 
(análise sintática). Os principais termos da oração são:
• Sujeito: Termo sobre o qual se declara algo.
• Predicado: Termo que contém a declaração sobre o sujeito.
• Complementos Verbais: Objeto direto e objeto indireto.
• Complementos Nominais: Completam o sentido de substantivos, adjetivos e 
advérbios.
• Adjuntos Adnominais e Adverbiais: Termos acessórios que modificam ou especificam 
outros termos.
• Aposto e Vocativo: Termos que explicam/resumem e invocam, respectivamente.
1.6. Regência Verbal e Nominal
A regência trata da relação de dependência entre os termos. A regência verbal estuda a 
necessidade de preposição exigida por um verbo. A regência nominal estuda a preposição 
exigida por um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
• Exemplo de Regência Verbal: O verbo "assistir", no sentido de "ver", exige a 
preposição "a" (Ex: "Assistimos ao filme.").
• Exemplo de Regência Nominal: O adjetivo "acessível" exige a preposição "a" (Ex: "O 
local é acessível a todos.").
1.7. Concordância Verbal e Nominal
A concordância estabelece a harmonia entre os termos da oração.
• Concordância Verbal: O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito. Casos 
especiais envolvem sujeitos compostos, pronomes de tratamento, expressões 
partitivas, etc.
• Concordância Nominal: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome concordam em 
gênero e número com o substantivo a que se referem.
1.8. Pontuação
Os sinais de pontuação são recursos gráficos que organizam o texto e auxiliam na clareza e 
na expressão de sentidos. O uso correto da vírgula, do ponto e vírgula, dos dois-pontos, 
do ponto final, das aspas e dos travessões é fundamental para a coesão e a coerência 
textual.
A vírgula, em especial, merece atenção por suas regras complexas, como separar o 
vocativo, o aposto, adjuntos adverbiais deslocados e elementos de uma enumeração.
1.9. Reescritura de Textos
A habilidade de reescrever frases e parágrafos mantendo o sentido original, mas alterando 
a estrutura ou o vocabulário, é frequentemente cobrada em concursos. Isso envolve o 
conhecimento de:
• Sinonímia: Substituição de palavras por outras de sentido equivalente.
• Vozes Verbais: Transposição da voz ativa para a passiva e vice-versa.
• Período Composto: Transformação de orações coordenadas em subordinadas, ou o 
contrário, utilizando as conjunções adequadas.
CAPÍTULO 2 - MATEMÁTICA
2.1. Teoria dos Conjuntos e Conjuntos Numéricos
A Teoria dos Conjuntos é a base para diversos ramos da matemática. Um conjunto é uma 
coleção de elementos. As relações entre conjuntos são fundamentais:
• Pertinência: Relação entre elemento e conjunto (∈ ou ∉).
• Inclusão: Relação entre um conjunto e outro (⊂ ou ⊄).
• Operações: União (∪), Intersecção (∩), Diferença (-) e Complementar.
Os Conjuntos Numéricos são os principais conjuntos estudados:
• Naturais (ℕ): {0, 1, 2, 3, ...}
• Inteiros (ℤ): {..., -2, -1, 0, 1, 2, ...}
• Racionais (ℚ): Números que podem ser escritos como fração a/b, com a e b inteiros e b 
≠ 0.
• Irracionais (I): Números que não podem ser escritos como fração (ex: π, √2).
• Reais (ℝ): A união dos Racionais com os Irracionais.metal mais reativo (com menor potencial de 
redução) que o metal a ser protegido. O metal de sacrifício (ex: zinco, magnésio) 
corrói no lugar do outro. Este processo é chamado de proteção catódica.
CAPÍTULO 19 - TÉCNICAS ANALÍTICAS 
CLÁSSICAS
A Química Analítica é a ciência da medição química, fornecendo os métodos e ferramentas 
para determinar a composição qualitativa e quantitativa da matéria. As técnicas clássicas, 
também conhecidas como métodos de via úmida, foram a base da análise química antes 
do advento dos instrumentos modernos.
19.1. Análise Qualitativa e Quantitativa
• Análise Qualitativa: Identifica quais espécies químicas (elementos, íons, compostos) 
estão presentes em uma amostra.
• Análise Quantitativa: Determina a quantidade ou concentração de uma ou mais 
espécies químicas (analitos) em uma amostra.
19.2. Métodos de Separação de Misturas
Carga (Q) = corrente (i) × tempo (t)
1 Faraday (F) = 96500 C/mol (carga de 1 mol de elétrons)
A separação dos componentes de uma mistura é frequentemente uma etapa crucial antes 
da análise. A escolha do método depende do estado físico e das propriedades dos 
componentes.
19.2.1. Destilação
A destilação é usada para separar componentes de uma mistura líquida com base em suas 
diferentes temperaturas de ebulição.
• Destilação Simples: Usada para separar um líquido de um sólido não volátil dissolvido 
(ex: água e sal) ou para separar líquidos com pontos de ebulição muito distantes.
• Destilação Fracionada: Usada para separar líquidos com pontos de ebulição próximos 
(ex: componentes do petróleo). Utiliza-se uma coluna de fracionamento que permite 
múltiplas vaporizações e condensações, enriquecendo o vapor com o componente 
mais volátil.
19.2.2. Extração
A extração é um método de separação baseado na diferença de solubilidade de um 
composto em dois solventes imiscíveis (que não se misturam). O composto, ao ser agitado 
com os dois solventes, se distribui preferencialmente no solvente em que é mais solúvel.
19.2.3. Filtração
A filtração separa um sólido de um líquido ou gás através de um meio poroso (filtro) que 
retém o sólido e permite a passagem do fluido.
• Filtração Simples: Usa a gravidade para passar o líquido pelo filtro.
• Filtração a Vácuo: Usa uma bomba de vácuo para acelerar o processo, sendo mais 
eficiente.
19.2.4. Decantação
A decantação separa misturas heterogêneas (líquido-sólido ou líquido-líquido) com base na 
diferença de densidade. Após a sedimentação do componente mais denso, o menos denso 
é escoado.
19.2.5. Cristalização
A cristalização é um método de purificação de sólidos. Um sólido impuro é dissolvido em 
um solvente quente, e a solução é resfriada lentamente. O composto de interesse, sendo 
menos solúvel a frio, cristaliza-se de forma pura, enquanto as impurezas permanecem na 
solução.
19.3. Análise Gravimétrica
A análise gravimétrica é um método quantitativo que se baseia na determinação da 
massa de um analito ou de um composto quimicamente relacionado a ele. O analito é 
convertido em um precipitado de composição conhecida, que pode ser separado, seco e 
pesado. A massa do analito na amostra original é então calculada a partir da massa do 
precipitado e da estequiometria da reação.
CAPÍTULO 20 - TITULOMETRIA
A Titulometria (ou Análise Volumétrica) é um conjunto de métodos de análise quantitativa 
que se baseia na medição do volume de uma solução de concentração conhecida 
(titulante) necessário para reagir completamente com uma solução de concentração 
desconhecida (titulado).
20.1. Fundamentos da Titulação
• Titulação: Processo de adição controlada do titulante ao titulado.
• Titulante: Solução de concentração rigorosamente conhecida, geralmente adicionada 
a partir de uma bureta.
• Titulado (ou Analito): Solução de concentração a ser determinada, geralmente em um 
erlenmeyer.
• Ponto de Equivalência: Ponto teórico da titulação em que a quantidade de titulante 
adicionada é estequiometricamente equivalente à quantidade de titulado.
• Ponto Final: Ponto prático da titulação, observado através de uma mudança visual 
(cor, precipitação) que indica o fim da reação. O ponto final deve ser o mais próximo 
possível do ponto de equivalência.
20.2. Indicadores
Indicadores são substâncias (geralmente orgânicas) que mudam de cor em resposta a uma 
mudança nas condições do meio (como o pH), permitindo a visualização do ponto final da 
titulação.
20.3. Tipos de Titulação Volumétrica
A titulometria é classificada com base no tipo de reação envolvida.
20.3.1. Titulação Ácido-Base (Neutralização)
Baseia-se na reação de neutralização entre um ácido e uma base. O ponto de equivalência 
ocorre quando o número de mols de H⁺ se iguala ao número de mols de OH⁻. Indicadores 
de pH, como a fenolftaleína e o alaranjado de metila, são usados para detectar o ponto 
final.
20.3.2. Titulação de Precipitação
Baseia-se na formação de um produto pouco solúvel (precipitado). É usada para 
determinar a concentração de íons que formam precipitados. Ex: Método de Mohr para 
determinar a concentração de íons cloreto usando nitrato de prata como titulante.
20.3.3. Titulação de Complexação (Complexometria)
Baseia-se na formação de um complexo estável entre o analito (geralmente um íon 
metálico) e um agente complexante. O EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético) é um 
titulante complexométrico amplamente utilizado.
20.3.4. Titulação de Oxirredução (Redox)
Baseia-se em uma reação de oxidação-redução entre o analito e o titulante. O ponto final 
pode ser detectado por um indicador redox ou pela própria cor de um dos reagentes (ex: 
permanganato de potássio, KMnO₄, que tem cor violeta intensa).
20.4. Coulometria
A Coulometria é um método eletroanalítico onde a quantidade de analito é determinada 
medindo-se a quantidade de carga elétrica (em coulombs) necessária para consumir 
completamente o analito em uma reação eletrolítica. A titulação coulométrica é uma 
variante onde o titulante é gerado eletroquimicamente in situ, e o ponto final é detectado 
como em uma titulação convencional.
CAPÍTULO 21 - POTENCIOMETRIA
A Potenciometria é um método eletroanalítico que mede a diferença de potencial (ddp) de 
uma célula eletroquímica sob condições de corrente praticamente nula. A ddp medida está 
relacionada com a concentração (ou, mais precisamente, a atividade) de um analito em 
solução.
21.1. Fundamentos da Potenciometria
Uma célula potenciométrica consiste em dois eletrodos imersos em uma solução:
• Eletrodo de Referência: Mantém um potencial constante e conhecido, independente 
da composição da solução. Exemplos comuns são o Eletrodo de Calomelano Saturado 
(ECS) e o Eletrodo de Prata/Cloreto de Prata (Ag/AgCl).
• Eletrodo Indicador (ou de Trabalho): Seu potencial responde de forma previsível às 
variações na concentração do analito de interesse.
A ddp da célula (E_célula) é a diferença entre os potenciais dos dois eletrodos:
21.2. Potenciometria Direta
Na potenciometria direta, a concentração de um íon é determinada a partir de uma única 
medida do potencial da célula. A relação entre o potencial e a concentração é dada pela 
Equação de Nernst. Este método é amplamente utilizado para a medição de pH.
21.3. Medidas de pH
A medição de pH é a aplicação mais comum da potenciometria. Utiliza-se um pHmetro, 
que é um voltímetro de alta impedância conectado a um eletrodo combinado de vidro.
21.4. Eletrodo de Membrana de Vidro
O eletrodo de vidro é o eletrodo indicador mais utilizado para medidas de pH. Ele consiste 
em uma membrana de vidro fina e sensível a íons H⁺. Uma ddp é estabelecida através da 
membrana, e essa ddp varia linearmente com o pH da solução externa.
21.5. Eletrodos Seletivos a Íons (ISEs)
São eletrodos indicadores que respondem seletivamente a um íon específico em solução. 
Além do eletrodo de vidro para H⁺, existem ISEs para uma variedade de outros íons, como 
F⁻, Cl⁻, K⁺, Ca²⁺, etc. Eles são ferramentas importantes em análises clínicas e ambientais.
21.6. Titulação Potenciométrica
Natitulação potenciométrica, o potencial da célula é medido em função do volume de 
titulante adicionado. O ponto de equivalência é detectado pela mudança brusca no 
potencial que ocorre nessa região. Este método é mais preciso e objetivo que as titulações 
com indicadores visuais, e pode ser usado em soluções coloridas ou turvas.
E_célula = E_indicador - E_referência
CAPÍTULO 22 - CONDUTIMETRIA
A Condutimetria é um método eletroanalítico que se baseia na medição da condutividade 
elétrica de uma solução. A condutividade de uma solução depende da concentração e da 
mobilidade dos íons presentes.
22.1. Condutividade Elétrica
A capacidade de uma solução de conduzir corrente elétrica é devida à presença de íons, 
que atuam como transportadores de carga. A condutância (G) de uma solução é o inverso 
de sua resistência (R).
A condutividade (κ) é uma medida intrínseca da capacidade de uma solução de conduzir 
eletricidade, corrigida pelas dimensões da célula de medição.
22.2. Medida de Condutividade
A medição é feita com um condutivímetro, que consiste em uma fonte de corrente 
alternada, uma célula de condutividade (com dois eletrodos de platina) e um detector. A 
corrente alternada é usada para evitar a eletrólise da solução.
A condutividade de uma solução é influenciada por:
• Concentração: A condutividade geralmente aumenta com a concentração de íons.
• Natureza dos Íons: Íons diferentes têm mobilidades diferentes.
• Temperatura: A condutividade aumenta com a temperatura, pois a mobilidade dos 
íons aumenta.
22.3. Aplicações
• Determinação da Pureza da Água: A água pura tem uma condutividade muito baixa. A 
presença de sais dissolvidos aumenta significativamente a condutividade.
• Titulação Condutimétrica: A condutividade da solução é monitorada durante uma 
titulação. O ponto de equivalência é determinado pela mudança na inclinação do 
gráfico de condutividade versus volume de titulante. Este método é útil para reações 
onde não há um bom indicador visual.
_# CAPÍTULO 23 - ANÁLISE INSTRUMENTAL
G = 1 / R
A Análise Instrumental utiliza equipamentos sofisticados para analisar as propriedades 
físicas e químicas da matéria, permitindo análises mais rápidas, sensíveis e precisas do que 
os métodos clássicos.
23.1. Espectroscopia
A espectroscopia estuda a interação da radiação eletromagnética com a matéria.
23.1.1. Espectroscopia no Infravermelho (IV)
• Princípio: A radiação infravermelha causa a vibração das ligações químicas em uma 
molécula. Cada tipo de ligação (C-H, O-H, C=O, etc.) absorve radiação em frequências 
específicas. O espectro de IV é um gráfico de absorbância (ou transmitância) versus 
número de onda, que funciona como uma "impressão digital" da molécula, permitindo 
a identificação de grupos funcionais.
23.1.2. Espectroscopia no UV-Visível (UV-Vis)
• Princípio: A absorção de radiação nas regiões do ultravioleta (UV) e do visível promove 
transições de elétrons para níveis de energia mais altos. É usada principalmente para 
análise quantitativa de compostos que possuem cromóforos (grupos que absorvem 
luz).
• Lei de Beer-Lambert: Relaciona a absorbância (A) de uma solução com a sua 
concentração (c).
Onde:
• A = Absorbância (adimensional)
• ε = Absortividade molar (constante para a substância)
• b = Caminho óptico (largura da cubeta)
• c = Concentração da solução
23.1.3. Espectroscopia Atômica
Utilizada para análise elementar (determinação de quais elementos e em que quantidade 
estão presentes).
• Espectroscopia de Absorção Atômica (EAA): A amostra é atomizada em uma chama 
ou forno de grafite. Uma fonte de luz específica para o elemento de interesse emite 
radiação, que é absorvida pelos átomos do analito. A quantidade de luz absorvida é 
proporcional à concentração do elemento.
A = ε · b · c
• Espectroscopia de Emissão Atômica (EEA): Os átomos da amostra são excitados a 
altas temperaturas (em uma chama ou plasma) e, ao retornarem ao estado 
fundamental, emitem luz em comprimentos de onda característicos de cada elemento.
23.2. Cromatografia
A cromatografia é uma técnica poderosa para a separação, identificação e quantificação 
dos componentes de uma mistura. O princípio baseia-se na distribuição diferencial dos 
componentes entre duas fases:
• Fase Estacionária: Uma fase sólida ou líquida fixada em uma coluna ou sobre uma 
superfície.
• Fase Móvel: Um fluido (líquido ou gás) que flui através da fase estacionária, carregando 
a amostra.
Os componentes da mistura interagem de forma diferente com a fase estacionária, fazendo 
com que se movam com velocidades diferentes e se separem ao longo do tempo.
23.2.1. Cromatografia Gasosa (CG)
• Fase Móvel: Um gás inerte (hélio, nitrogênio), chamado de gás de arraste.
• Fase Estacionária: Um líquido de alto ponto de ebulição adsorvido sobre um suporte 
sólido, dentro de uma longa coluna.
• Aplicação: Usada para separar e analisar compostos voláteis e termicamente estáveis. 
É amplamente utilizada na análise de petróleo, solventes, pesticidas e aromas.
23.2.2. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE ou HPLC)
• Fase Móvel: Um líquido (solvente ou mistura de solventes).
• Fase Estacionária: Partículas sólidas muito finas, empacotadas em uma coluna.
• Princípio: A fase móvel é bombeada através da coluna em alta pressão, permitindo 
separações rápidas e de alta resolução.
• Aplicação: Técnica muito versátil, usada para compostos não voláteis ou termicamente 
instáveis, como fármacos, proteínas, carboidratos e polímeros.
---_
_# CAPÍTULO 24 - METROLOGIA QUÍMICA
A Metrologia é a ciência da medição. A Metrologia Química foca em garantir a qualidade e 
a confiabilidade das medições em química, o que é fundamental para a indústria, a 
pesquisa e o controle de qualidade.
24.1. Conceitos Fundamentais
• Medição: Processo de obter experimentalmente um ou mais valores que podem ser 
razoavelmente atribuídos a uma grandeza.
• Grandeza: Propriedade de um fenômeno, corpo ou substância, que pode ser expressa 
quantitativamente sob a forma de um número e de uma referência.
• Rastreabilidade: Propriedade de um resultado de medição pela qual ele pode ser 
relacionado a uma referência (geralmente padrões nacionais ou internacionais) através 
de uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações, cada uma contribuindo 
para a incerteza de medição.
• Incerteza de Medição: Parâmetro, associado ao resultado de uma medição, que 
caracteriza a dispersão dos valores que poderiam ser razoavelmente atribuídos ao 
mensurando (a grandeza que se mede).
24.2. Sistema Internacional de Unidades (SI)
O SI é o sistema de unidades padrão usado globalmente na ciência e no comércio. Ele é 
baseado em sete unidades de base, das quais todas as outras unidades são derivadas. Para 
a química, as unidades de base mais relevantes são o metro (m), o quilograma (kg), o 
segundo (s), o kelvin (K) e o mol (mol).
24.3. Calibração de Instrumentos
A calibração é o conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a 
relação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os valores 
correspondentes de um padrão de referência. A calibração é essencial para garantir que os 
instrumentos (como balanças, pHmetros, espectrofotômetros) forneçam resultados 
precisos e confiáveis.
24.4. Controle Metrológico
O controle metrológico envolve a verificação periódica e o ajuste dos instrumentos de 
medição para assegurar que eles continuem a operar dentro das especificações de 
tolerância. Isso inclui o uso de Materiais de Referência Certificados (MRCs), que são 
materiais com propriedades e concentrações conhecidas e certificadas, usados para validar 
um método ou calibrar um instrumento.
24.5. Validação de Métodos Analíticos
Antes de um método analítico ser usado rotineiramente, ele deve ser validado. A validação 
é o processo de demonstrar que o método é adequado para o propósito pretendido. Os 
parâmetros de validação incluem:
• Precisão: Grau de concordância entre resultados de medições independentes, sobcondições estipuladas.
• Exatidão (ou Veracidade): Grau de concordância entre a média de um número infinito 
de resultados e um valor de referência.
• Linearidade: Capacidade do método de fornecer resultados que são diretamente 
proporcionais à concentração do analito.
• Limite de Detecção (LD): A menor concentração de analito que pode ser detectada, 
mas não necessariamente quantificada.
• Limite de Quantificação (LQ): A menor concentração de analito que pode ser 
determinada com precisão e exatidão aceitáveis.
• Seletividade/Especificidade: Capacidade do método de medir o analito de interesse 
sem sofrer interferência de outras substâncias na amostra.
_
CAPÍTULO 25 - ESTATÍSTICA APLICADA 
À QUÍMICA
A Estatística é uma ferramenta indispensável na Química Analítica para o tratamento de 
dados experimentais, avaliação de erros e garantia da qualidade dos resultados.
25.1. Erros em Análises Químicas
Nenhuma medição é perfeitamente exata. Os erros podem ser classificados em dois tipos:
• Erros Sistemáticos (ou Determinados): São erros que têm uma causa definida, podem 
ser identificados e, teoricamente, eliminados. Afetam a exatidão do resultado, fazendo 
com que ele seja consistentemente maior ou menor que o valor verdadeiro. Ex: 
instrumento descalibrado, erro do operador.
• Erros Aleatórios (ou Indeterminados): São flutuações inevitáveis que ocorrem em 
qualquer medição. Afetam a precisão do resultado, causando uma dispersão dos 
valores em torno da média. Não podem ser eliminados, mas podem ser minimizados e 
tratados estatisticamente.
25.2. Precisão e Exatidão
• Precisão: Refere-se à reprodutibilidade de uma medição, ou seja, o quão próximos 
estão os resultados de medições repetidas entre si. É avaliada pelo desvio padrão.
• Exatidão: Refere-se à proximidade do resultado de uma medição (ou da média das 
medições) em relação ao valor verdadeiro ou aceito como referência.
25.3. Média e Desvio Padrão
Para um conjunto de dados de medições repetidas, as principais medidas estatísticas são:
• Média (x̄): A soma de todos os valores dividida pelo número de medições. É a melhor 
estimativa do valor verdadeiro.
• Desvio Padrão (s): Mede a dispersão ou a variabilidade dos dados em torno da média. 
Um desvio padrão baixo indica alta precisão.
25.4. Coeficiente de Variação (CV)
O Coeficiente de Variação é o desvio padrão relativo, expresso em porcentagem. É uma 
medida útil para comparar a precisão de duas ou mais séries de medições, mesmo que 
tenham médias diferentes.
25.5. Arredondamento de Resultados e Algarismos 
Significativos
• Algarismos Significativos: São todos os algarismos de um número que são conhecidos 
com certeza, mais o primeiro algarismo incerto. Eles indicam a precisão de uma 
medição.
• Regras de Arredondamento: Devem ser seguidas para expressar o resultado final de 
um cálculo com o número correto de algarismos significativos.
25.6. Regressão Linear e Curvas Analíticas
A regressão linear é um método estatístico usado para encontrar a melhor reta que se 
ajusta a um conjunto de pontos de dados. Em química, é usada para construir curvas de 
calibração (ou curvas analíticas).
Uma curva de calibração é um gráfico da resposta de um instrumento (ex: absorbância) em 
função da concentração de uma série de padrões de concentração conhecida. A equação 
CV (%) = (s / x̄) * 100
da reta obtida (y = ax + b) permite determinar a concentração de uma amostra 
desconhecida a partir de sua resposta instrumental.
O coeficiente de correlação (r) ou o coeficiente de determinação (R²) mede o quão bem 
a reta se ajusta aos dados. Um valor próximo de 1 indica uma boa correlação linear.
CAPÍTULO 26 - FUNDAMENTOS DE 
ELETROMAGNETISMO
O eletromagnetismo é o ramo da física que estuda os fenômenos elétricos e magnéticos e 
sua inter-relação. Seus princípios são fundamentais para entender o funcionamento de 
diversos equipamentos e processos na indústria química.
26.1. Carga Elétrica e Lei de Coulomb
• Carga Elétrica (q): Propriedade fundamental da matéria que faz com que ela sofra uma 
força quando colocada em um campo eletromagnético. A unidade no SI é o Coulomb 
(C).
• Lei de Coulomb: A força de atração ou repulsão entre duas cargas pontuais é 
diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao 
quadrado da distância entre elas.
26.2. Campo Elétrico (E)
O campo elétrico é uma região do espaço ao redor de uma carga elétrica onde outra carga 
de prova sentirá uma força elétrica. É uma grandeza vetorial, e sua unidade é Newton por 
Coulomb (N/C) ou Volt por metro (V/m).
26.3. Potencial Elétrico (V)
O potencial elétrico é a energia potencial elétrica por unidade de carga. A diferença de 
potencial (ddp) entre dois pontos é o trabalho necessário para mover uma carga entre 
esses dois pontos. A unidade de potencial é o Volt (V).
26.4. Corrente Elétrica (i)
A corrente elétrica é o fluxo ordenado de portadores de carga (elétrons em metais, íons em 
soluções). É definida como a quantidade de carga que atravessa uma seção de um 
condutor por unidade de tempo. A unidade é o Ampère (A).
26.5. Resistência e Lei de Ohm
• Resistência Elétrica (R): É a oposição que um material oferece à passagem de corrente 
elétrica. A unidade é o Ohm (Ω).
• 1ª Lei de Ohm: A diferença de potencial (V) aplicada a um condutor é diretamente 
proporcional à corrente (i) que o atravessa, sendo a constante de proporcionalidade a 
resistência (R).
26.6. Campo Magnético (B)
O campo magnético é uma região do espaço onde uma carga em movimento ou um 
material magnético sofre a ação de uma força magnética. Campos magnéticos são gerados 
por ímãs naturais ou por correntes elétricas.
26.7. Indução Eletromagnética
A Lei de Faraday da Indução afirma que a variação do fluxo magnético através de um 
circuito induz uma força eletromotriz (fem) e, consequentemente, uma corrente elétrica 
nesse circuito. Este é o princípio de funcionamento de geradores, motores e 
transformadores.
26.8. Ondas Eletromagnéticas
Uma onda eletromagnética é a propagação de campos elétricos e magnéticos oscilantes e 
perpendiculares entre si. Elas se propagam no vácuo com a velocidade da luz (c ≈ 3 x 10⁸ 
m/s) e não precisam de um meio material para se propagar. O espectro eletromagnético 
abrange desde as ondas de rádio até os raios gama, incluindo a luz visível, o infravermelho 
e o ultravioleta, que são a base das técnicas espectroscópicas.
CAPÍTULO 27 - FÍSICA TÉRMICA
A Física Térmica, ou Termologia, estuda os fenômenos relacionados ao calor e à 
temperatura. Seus conceitos são essenciais para entender processos como trocas de calor, 
mudanças de estado e o funcionamento de máquinas térmicas, todos relevantes na 
indústria química e de petróleo.
i = Δq / Δt
V = R · i
27.1. Temperatura e Escalas Termométricas
• Temperatura: É uma medida do grau de agitação das partículas (átomos ou moléculas) 
de um corpo. Quanto maior a agitação, maior a temperatura.
• Escalas Termométricas:
• Celsius (°C): Usada na maioria dos países. Baseia-se nos pontos de fusão (0°C) e 
ebulição (100°C) da água.
• Fahrenheit (°F): Usada principalmente nos Estados Unidos.
• Kelvin (K): A escala absoluta ou termodinâmica, usada no Sistema Internacional 
(SI). Seu zero (0 K, ou zero absoluto) é a temperatura na qual a agitação das 
partículas cessa. Não existem temperaturas negativas na escala Kelvin.
Fórmulas de Conversão:
27.2. Dilatação Térmica
A maioria dos materiais se expande quando sua temperatura aumenta e se contrai quando 
diminui. Isso ocorre porque o aumento da agitação das partículas faz com que elas se 
afastem umas das outras.
• Dilatação Linear: Variação no comprimento de um corpo (ex: uma barra de metal).
• Dilatação Superficial: Variação na área de um corpo.
• Dilatação Volumétrica: Variação no volume de um corpo (sólido, líquido ou gás).
27.3. Calorimetria
A calorimetria estuda as trocas de calor entre os corpos.
• Calor: Energia térmica em trânsito, que flui do corpo de maior temperatura para o de 
menortemperatura.
• Calor Sensível: É a quantidade de calor que um corpo recebe ou cede, resultando em 
uma variação de sua temperatura, mas sem mudar seu estado físico.
• Calor Latente: É a quantidade de calor que um corpo recebe ou cede durante uma 
mudança de estado físico, a uma temperatura constante.
C/5 = (F - 32)/9
K = C + 273,15
Q = m · c · ΔT
(Onde 'c' é o calor específico da substância)
27.4. Mudanças de Estado Físico
São as transições entre os estados sólido, líquido e gasoso.
• Fusão: Sólido → Líquido (absorve calor)
• Solidificação: Líquido → Sólido (libera calor)
• Vaporização: Líquido → Gás (absorve calor). Pode ocorrer por ebulição, evaporação ou 
calefação.
• Condensação (ou Liquefação): Gás → Líquido (libera calor)
• Sublimação: Sólido ↔ Gás
27.5. Transferência de Calor
O calor pode ser transferido de um lugar para outro por três mecanismos:
• Condução: Transferência de calor através de um meio material, partícula por partícula, 
sem transporte de matéria. É o principal mecanismo nos sólidos.
• Convecção: Transferência de calor pela movimentação de um fluido (líquido ou gás). 
Massas do fluido aquecidas (menos densas) sobem, e as massas frias (mais densas) 
descem, criando correntes de convecção.
• Irradiação (ou Radiação): Transferência de calor por meio de ondas eletromagnéticas 
(radiação infravermelha). Não necessita de um meio material para ocorrer. É assim que 
o calor do Sol chega à Terra.
CAPÍTULO 28 - QUESTÕES DE FIXAÇÃO
LÍNGUA PORTUGUESA
1. (Cesgranrio) Assinale a opção em que a concordância verbal está de acordo com a 
norma-padrão.
a) Fazem dois anos que não o vejo.
b) Devem haver muitas pessoas na fila.
c) Um e outro candidato desistiram.
Q = m · L
(Onde 'L' é o calor latente de fusão ou vaporização)
d) A maioria dos alunos passaram na prova.
e) Vende-se casas neste bairro.
2. (Cesgranrio) A frase em que a regência do verbo está em DESACORDO com a norma-
padrão é:
a) Esqueci-me do compromisso.
b) O filme a que assisti era excelente.
c) Prefiro mais estudar do que trabalhar.
d) Ele aspira ao cargo de gerente.
e) Todos obedeceram ao regulamento.
3. (Cesgranrio) A palavra “que” é uma conjunção integrante em:
a) O livro que li é interessante.
b) Que dia lindo!
c) É preciso que você estude mais.
d) Ele tem um quê de mistério.
e) A prova foi mais difícil que a anterior.
4. (Cesgranrio) A pontuação está empregada corretamente em:
a) O diretor, embora estivesse doente, veio à reunião.
b) O diretor embora estivesse doente, veio à reunião.
c) O diretor, embora estivesse doente veio à reunião.
d) O diretor embora estivesse, doente, veio à reunião.
e) O diretor, embora, estivesse doente, veio à reunião.
5. (Cesgranrio) O plural dos substantivos compostos está INCORRETO em:
a) couves-flores
b) guardas-civis
c) pães de ló
d) abaixos-assinados
e) beija-flores
6. (Cesgranrio) A crase está empregada de forma INCORRETA em:
a) Fui à Bahia nas férias.
b) Entreguei o relatório à diretora.
c) O restaurante fica à direita da rua.
d) Ele se referiu àquele problema.
e) Começou a chover forte.
7. (Cesgranrio) A opção em que o vocábulo não tem suas sílabas corretamente separadas é:
a) psi-co-lo-gi-a
b) pneu-má-ti-co
c) su-bes-ti-mar
d) des-a-ten-to
e) tran-sa-tlân-ti-co
8. (Cesgranrio) Em “Apesar da crise, a empresa continuou investindo.”, a oração em 
destaque expressa ideia de:
a) Causa
b) Concessão
c) Condição
d) Conformidade
e) Consequência
9. (Cesgranrio) A palavra que NÃO deve ser acentuada é:
a) Juri
b) Item
c) Virus
d) Hifen
e) Bonus
10. (Cesgranrio) A correspondência de tempos verbais está correta em:
a) Se você ver o filme, me conte.
b) Quando eu o vir, darei o recado.
c) Se ele propor um acordo, nós aceitaremos.
d) Ele não interveio na discussão.
e) A polícia interviu na briga.
11. (Cesgranrio) A palavra destacada está empregada em sentido figurado em:
a) O coração é um órgão vital.
b) Ele quebrou o braço da cadeira.
c) A cabeça do prego está torta.
d) Ele tem um coração de pedra.
e) A boca do fogão está suja.
12. (Cesgranrio) Assinale a opção em que o termo destacado exerce a função de sujeito.
a) Precisa-se de funcionários.
b) Havia muitos erros no relatório.
c) Entregaram o documento ao gerente.
d) Acontecem coisas estranhas aqui.
e) Gosto de música clássica.
13. (Cesgranrio) A forma verbal que preenche corretamente a lacuna da frase “Eles 
______ a proposta e ______ suas condições” é:
a) reviram - impuseram
b) reveram - imporam
c) reviram - imporam
d) reveram - impuseram
e) reviram - impuseram
14. (Cesgranrio) O uso do pronome relativo está INCORRETO em:
a) A cidade onde nasci é pequena.
b) O livro de cujo autor gosto foi premiado.
c) A pessoa que lhe falei é aquela.
d) O motivo por que ele faltou é desconhecido.
e) A casa em que moro foi vendida.
15. (Cesgranrio) A frase que pode ser reescrita, sem alteração de sentido, com o verbo na 
voz passiva é:
a) O sol ilumina a cidade.
b) Muitos criticaram a decisão.
c) O vento balançava as árvores.
d) O público aplaudiu o espetáculo.
e) Todas as anteriores.
MATEMÁTICA
16. (Cesgranrio) Uma loja oferece um desconto de 20% em todos os seus produtos. Se um 
produto custa R$ 150,00, qual será o seu preço após o desconto?
a) R$ 120,00
b) R$ 125,00
c) R$ 130,00
d) R$ 135,00
e) R$ 140,00
17. (Cesgranrio) A solução da equação 2(x - 3) = 4x - 10 é:
a) x = -2
b) x = 1
c) x = 2
d) x = 4
e) x = 8
18. (Cesgranrio) Em uma turma de 30 alunos, 18 foram aprovados. A porcentagem de 
alunos reprovados é de:
a) 20%
b) 30%
c) 40%
d) 50%
e) 60%
19. (Cesgranrio) O valor da expressão (2/3) + (1/4) é:
a) 3/7
b) 11/12
c) 3/12
d) 1/2
e) 5/6
20. (Cesgranrio) Se um capital de R$ 1.000,00 é aplicado a juros simples de 5% ao mês, 
qual será o montante após 4 meses?
a) R$ 1.100,00
b) R$ 1.150,00
c) R$ 1.200,00
d) R$ 1.250,00
e) R$ 1.300,00
21. (Cesgranrio) A área de um retângulo de lados 8 cm e 12 cm é:
a) 20 cm²
b) 40 cm²
c) 84 cm²
d) 96 cm²
e) 108 cm²
22. (Cesgranrio) O próximo termo da progressão aritmética (3, 7, 11, 15, ... ) é:
a) 18
b) 19
c) 20
d) 21
e) 22
23. (Cesgranrio) Quantos anagramas tem a palavra PROVA?
a) 24
b) 60
c) 120
d) 240
e) 720
24. (Cesgranrio) O volume de um cubo de aresta 5 cm é:
a) 25 cm³
b) 50 cm³
c) 100 cm³
d) 125 cm³
e) 150 cm³
25. (Cesgranrio) O valor de log₂(32) é:
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6
26. (Cesgranrio) A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre:
a) 90°
b) 120°
c) 180°
d) 270°
e) 360°
27. (Cesgranrio) Em um grupo de 5 pessoas, de quantas maneiras diferentes podemos 
formar uma comissão de 3 pessoas?
a) 10
b) 15
c) 20
d) 25
e) 30
28. (Cesgranrio) O resultado da operação (3/4) * (8/9) é:
a) 1/2
b) 2/3
c) 3/4
d) 1
e) 11/13
29. (Cesgranrio) Se f(x) = 2x + 5, o valor de f(3) é:
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) 12
30. (Cesgranrio) Uma torneira enche um tanque em 6 horas. Duas torneiras iguais a essa 
encherão o mesmo tanque em:
a) 2 horas
b) 3 horas
c) 4 horas
d) 9 horas
e) 12 horas
QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA
31. (Cesgranrio) O número de oxidação do cromo no íon dicromato (Cr₂O₇²⁻) é:
a) +2
b) +3
c) +4
d) +5
e) +6
32. (Cesgranrio) A distribuição eletrônica do átomo de cálcio (Z=20) em camadas é:
a) 2 - 8 - 8 - 2
b) 2 - 8 - 10
c) 2 - 8 - 6 - 4
d) 2 - 10 - 8
e) 2 - 2 - 8 - 8
33. (Cesgranrio) Qual das substâncias abaixo realiza ligação iônica?
a) CO₂
b) H₂O
c) O₂
d) NaCl
e) CH₄
34. (Cesgranrio) A reação entre um ácido e uma base, formando sal e água, é chamada de:
a) Oxidação
b) Redução
c) Neutralização
d) Saponificação
e) Esterificação
35. (Cesgranrio) O modelo atômico que se assemelha a um "pudim de passas" foi 
proposto por:
a) Dalton
b) Thomson
c) Rutherford
d) Bohr
e) Schrödinger
36. (Cesgranrio) Balanceando a equação __Al + __HCl → __AlCl₃ + __H₂, os coeficientes 
estequiométricos são, respectivamente:
a) 1, 3, 1, 3
b) 2, 6, 2, 3
c) 1, 6, 2, 3
d) 2, 3, 1, 3
e) 2, 6, 1, 3
37. (Cesgranrio)Dentre as alternativas, assinale a que corresponde a um óxido ácido.
a) Na₂O
b) CaO
c) CO
d) SO₃
e) Al₂O₃
38. (Cesgranrio) Átomos isótopos são aqueles que possuem o mesmo número de:
a) Prótons
b) Nêutrons
c) Elétrons
d) Massa
e) Avogadro
39. (Cesgranrio) Qual o volume ocupado por 2 mols de um gás ideal a 27°C e 1 atm de 
pressão? (Dado: R = 0,082 atm.L/mol.K)
a) 22,4 L
b) 24,6 L
c) 44,8 L
d) 49,2 L
e) 50,0 L
40. (Cesgranrio) A geometria molecular da amônia (NH₃) é:
a) Linear
b) Angular
c) Trigonal plana
d) Piramidal
e) Tetraédrica
41. (Cesgranrio) Uma solução foi preparada dissolvendo-se 4 g de NaOH em água 
suficiente para 200 mL de solução. A concentração molar da solução é: (Dado: Massa Molar 
do NaOH = 40 g/mol)
a) 0,1 mol/L
b) 0,2 mol/L
c) 0,5 mol/L
d) 1,0 mol/L
e) 2,0 mol/L
42. (Cesgranrio) A propriedade periódica que mede a tendência de um átomo em atrair 
elétrons em uma ligação química é a:
a) Energia de ionização
b) Afinidade eletrônica
c) Eletronegatividade
d) Raio atômico
e) Densidade
43. (Cesgranrio) A reação Zn(s) + 2HCl(aq) → ZnCl₂(aq) + H₂(g) é classificada como:
a) Síntese
b) Decomposição
c) Simples troca
d) Dupla troca
e) Neutralização
44. (Cesgranrio) Qual a massa de CO₂ produzida na queima completa de 48 g de carbono? 
(Dados: C=12, O=16)
C + O₂ → CO₂
a) 44 g
b) 88 g
c) 132 g
d) 176 g
e) 200 g
45. (Cesgranrio) O nome do composto H₂SO₄ é:
a) Ácido sulfídrico
b) Ácido sulfuroso
c) Ácido sulfúrico
d) Anidrido sulfuroso
e) Anidrido sulfúrico
46. (Cesgranrio) Qual das seguintes substâncias é uma base forte?
a) NH₄OH
b) Al(OH)₃
c) Fe(OH)₂
d) Cu(OH)₂
e) KOH
47. (Cesgranrio) A Lei de Lavoisier refere-se à:
a) Conservação da energia
b) Conservação da massa
c) Proporções definidas
d) Proporções múltiplas
e) Pressões parciais
48. (Cesgranrio) O NOX do manganês no composto KMnO₄ é:
a) +1
b) +3
c) +5
d) +7
e) +8
49. (Cesgranrio) Uma transformação isobárica ocorre a:
a) Temperatura constante
b) Pressão constante
c) Volume constante
d) Energia constante
e) Entalpia constante
50. (Cesgranrio) A fórmula do hidróxido de alumínio é:
a) AlOH
b) Al(OH)₂
c) Al(OH)₃
d) Al₂(OH)₃
e) Al₃OH
QUÍMICA ORGÂNICA
51. (Cesgranrio) O composto de fórmula CH₃-CH₂-O-CH₃ pertence à função:
a) Álcool
b) Fenol
c) Aldeído
d) Cetona
e) Éter
52. (Cesgranrio) A hibridização do carbono na molécula de eteno (CH₂=CH₂) é:
a) sp
b) sp²
c) sp³
d) s
e) p
53. (Cesgranrio) A reação de um ácido carboxílico com um álcool, formando éster e água, é 
chamada de:
a) Saponificação
b) Esterificação
c) Halogenação
d) Hidrogenação
e) Oxidação
54. (Cesgranrio) O nome oficial (IUPAC) do composto CH₃-CH(CH₃)-CH₃ é:
a) Butano
b) Metilbutano
c) Propano
d) Metilpropano
e) Pentano
55. (Cesgranrio) Qual dos compostos abaixo apresenta isomeria geométrica (cis-trans)?
a) 1-buteno
b) 2-buteno
c) 2-metil-2-buteno
d) Propeno
e) 1,1-dicloroeteno
56. (Cesgranrio) A ozonólise do 2-metil-2-buteno, seguida de hidrólise, produz:
a) Propanona e etanal
b) Propanal e etanal
c) Butanona e metanal
d) Apenas propanona
e) Apenas etanal
57. (Cesgranrio) O benzeno é o principal representante dos hidrocarbonetos:
a) Alcanos
b) Alcenos
c) Alcinos
d) Cíclicos
e) Aromáticos
58. (Cesgranrio) A oxidação de um álcool secundário produz uma:
a) Cetona
b) Aldeído
c) Ácido carboxílico
d) Éster
e) Éter
59. (Cesgranrio) O polímero PVC é o Poli(cloreto de vinila). Seu monômero é o:
a) Eteno
b) Propeno
c) Cloroetano
d) Cloroeteno
e) Dicloroetano
60. (Cesgranrio) A Regra de Markovnikov é utilizada em reações de:
a) Adição
b) Eliminação
c) Substituição
d) Oxidação
e) Redução
61. (Cesgranrio) O grupo funcional -COOH caracteriza a função:
a) Álcool
b) Aldeído
c) Cetona
d) Éter
e) Ácido carboxílico
62. (Cesgranrio) A molécula de metano (CH₄) possui geometria:
a) Linear
b) Angular
c) Trigonal plana
d) Piramidal
e) Tetraédrica
63. (Cesgranrio) A hidrogenação catalítica do propeno produz:
a) Propano
b) Propino
c) Ciclopropano
d) Propanol
e) Propanal
64. (Cesgranrio) A reação de saponificação é a hidrólise básica de um:
a) Álcool
b) Aldeído
c) Éster
d) Éter
e) Hidrocarboneto
65. (Cesgranrio) Qual das seguintes substâncias é um aminoácido?
a) Glicose
b) Glicina
c) Glicerol
d) Benzeno
e) Etanol
FÍSICO-QUÍMICA
66. (Cesgranrio) A adição de um soluto não volátil a um solvente puro causa:
a) Aumento da pressão de vapor e aumento da temperatura de ebulição.
b) Diminuição da pressão de vapor e diminuição da temperatura de congelamento.
c) Aumento da pressão de vapor e diminuição da temperatura de ebulição.
d) Diminuição da pressão de vapor e aumento da temperatura de congelamento.
e) Nenhuma alteração nas propriedades.
67. (Cesgranrio) Uma reação exotérmica é aquela em que:
a) Há absorção de calor e o ΔH é positivo.
b) Há liberação de calor e o ΔH é positivo.
c) Há absorção de calor e o ΔH é negativo.
d) Há liberação de calor e o ΔH é negativo.
e) Não há troca de calor.
68. (Cesgranrio) Para a reação 2A + B ⇌ 3C, a expressão da constante de equilíbrio Kc é:
a) [C]³ / ([A]²[B])
b) ([A]²[B]) / [C]³
c) [A][B] / [C]
d) [3C] / ([2A][B])
e) ([A]² + [B]) / [C]³
69. (Cesgranrio) Qual dos seguintes fatores aumenta a velocidade de uma reação química?
a) Diminuição da temperatura.
b) Diminuição da concentração dos reagentes.
c) Adição de um catalisador.
d) Aumento do tamanho das partículas de um reagente sólido.
e) Diminuição da pressão em um sistema gasoso.
70. (Cesgranrio) Na pilha de Daniell, o eletrodo onde ocorre a oxidação é o:
a) Cátodo, polo positivo.
b) Ânodo, polo positivo.
c) Cátodo, polo negativo.
d) Ânodo, polo negativo.
e) Ponte salina.
71. (Cesgranrio) Uma solução com pH = 9 é considerada:
a) Ácida
b) Básica
c) Neutra
d) Supersaturada
e) Tampão
72. (Cesgranrio) A Lei de Hess afirma que a variação de entalpia de uma reação:
a) Depende do caminho da reação.
b) É sempre positiva.
c) É sempre negativa.
d) Depende apenas dos estados inicial e final.
e) É igual à energia de ativação.
73. (Cesgranrio) A energia mínima necessária para que uma reação ocorra é chamada de:
a) Entalpia
b) Entropia
c) Energia livre
d) Energia de ativação
e) Energia de ligação
74. (Cesgranrio) No equilíbrio N₂(g) + 3H₂(g) ⇌ 2NH₃(g) (ΔHDiálise
e) Eletrólise
83. (Cesgranrio) Em uma pilha, o fluxo de elétrons ocorre:
a) Do cátodo para o ânodo.
b) Do ânodo para o cátodo.
c) Através da ponte salina.
d) Do polo positivo para o negativo.
e) Em ambos os sentidos.
84. (Cesgranrio) Um catalisador acelera uma reação porque:
a) Aumenta a energia dos reagentes.
b) Aumenta a energia dos produtos.
c) Aumenta a energia de ativação.
d) Diminui a energia de ativação.
e) Aumenta a variação de entalpia.
85. (Cesgranrio) O pOH de uma solução cuja concentração de H⁺ é 10⁻⁴ mol/L é:
a) 4
b) 7
c) 8
d) 10
e) 14
QUÍMICA ANALÍTICA, METROLOGIA E FÍSICA
86. (Cesgranrio) A técnica de separação baseada na diferença de pontos de ebulição de 
líquidos miscíveis é a:
a) Decantação
b) Filtração
c) Destilação fracionada
d) Centrifugação
e) Extração
87. (Cesgranrio) A Lei de Beer-Lambert é a base da análise quantitativa por:
a) Cromatografia Gasosa
b) Espectroscopia de Absorção no UV-Visível
c) Potenciometria
d) Condutimetria
e) Análise Gravimétrica
88. (Cesgranrio) Em uma titulação, o ponto em que a quantidade de titulante é 
estequiometricamente equivalente à de titulado é chamado de:
a) Ponto final
b) Ponto de equivalência
c) Ponto de fusão
d) Ponto triplo
e) Ponto de viragem
89. (Cesgranrio) A cromatografia é uma técnica de:
a) Separação
b) Precipitação
c) Neutralização
d) Oxidação
e) Medição de pH
90. (Cesgranrio) A propriedade de um resultado de medição poder ser relacionado a um 
padrão de referência é chamada de:
a) Precisão
b) Exatidão
c) Rastreabilidade
d) Linearidade
e) Seletividade
91. (Cesgranrio) A medida da dispersão dos valores de medições repetidas em torno da 
média é a:
a) Média
b) Mediana
c) Moda
d) Exatidão
e) Precisão
92. (Cesgranrio) A técnica que mede a massa de um analito ou de um composto derivado 
dele é a:
a) Análise volumétrica
b) Análise gravimétrica
c) Análise potenciométrica
d) Análise espectrométrica
e) Análise cromatográfica
93. (Cesgranrio) A transferência de calor que não necessita de um meio material para 
ocorrer é a:
a) Condução
b) Convecção
c) Irradiação
d) Ebulição
e) Fusão
94. (Cesgranrio) A 1ª Lei de Ohm relaciona as grandezas:
a) Força, massa e aceleração.
b) Pressão, volume e temperatura.
c) Carga, corrente e tempo.
d) Tensão, corrente e resistência.
e) Energia, potência e tempo.
95. (Cesgranrio) Em uma titulação potenciométrica, o ponto de equivalência é detectado 
pela variação brusca do(a):
a) Cor
b) Temperatura
c) Potencial
d) Condutividade
e) Pressão
96. (Cesgranrio) A cromatografia gasosa é adequada para analisar compostos:
a) Iônicos
b) Polares e não voláteis
c) Voláteis e termicamente estáveis
d) Insolúveis em água
e) Macromoléculas
97. (Cesgranrio) O erro que tem uma causa definida e pode, em teoria, ser eliminado, afeta 
a:
a) Precisão
b) Exatidão
c) Sensibilidade
d) Linearidade
e) Repetibilidade
98. (Cesgranrio) A conversão de graus Celsius para Kelvin é dada pela fórmula:
a) K = C - 273
b) K = C + 273
c) K = (C * 9/5) + 32
d) K = (C - 32) * 5/9
e) K = C
99. (Cesgranrio) O processo de aquecimento de uma borracha com enxofre para aumentar 
sua resistência é chamado de:
a) Polimerização
b) Vulcanização
c) Galvanização
d) Saponificação
e) Craqueamento
100. (Cesgranrio) A unidade de corrente elétrica no Sistema Internacional é o:
a) Volt (V)
b) Ohm (Ω)
c) Watt (W)
d) Coulomb (C)
e) Ampère (A)
GABARITO COMENTADO
LÍNGUA PORTUGUESA
1. c) O verbo desistir concorda com o sujeito composto "Um e outro candidato". As outras 
opções estão incorretas: a) Faz dois anos; b) Deve haver; d) A maioria... passou; e) Vendem-
se casas.
2. c) O verbo preferir é transitivo direto e indireto, e não rege a preposição "mais... do que". 
O correto seria: "Prefiro estudar a trabalhar".
3. c) A oração "que você estude mais" completa o sentido do verbo "é preciso", 
funcionando como sujeito oracional. Portanto, o "que" é uma conjunção integrante.
4. a) A oração "embora estivesse doente" é uma oração subordinada adverbial concessiva 
intercalada e deve vir entre vírgulas.
5. c) O plural de "pão de ló" é "pães de ló". A palavra "ló" é invariável.
6. e) Não se usa crase antes de verbo no infinitivo ("a chover").
7. c) A separação correta é "su-bes-ti-mar". O "s" mudo fica na sílaba anterior.
8. b) "Apesar da crise" introduz uma ideia de concessão, um obstáculo que não impede a 
ação principal.
9. b) "Item" é uma paroxítona terminada em "em", e, segundo as regras de acentuação, não 
é acentuada. As outras são proparoxítonas aparentes ou terminadas em "us"/"i".
10. b) O futuro do subjuntivo do verbo "ver" é "vir". As outras opções apresentam erros de 
correlação ou conjugação verbal.
11. d) "Coração de pedra" é uma metáfora para uma pessoa insensível, caracterizando o 
uso figurado (conotativo) da palavra.
12. d) Na frase, "coisas estranhas" é o sujeito do verbo "acontecem". A ordem está invertida 
(sujeito posposto).
13. a) As formas corretas são "reviram" (pretérito perfeito do indicativo de "rever") e 
"impuseram" (pretérito perfeito do indicativo de "impor").
14. c) O verbo "falar" no sentido de "mencionar" é transitivo indireto e rege a preposição 
"de". O correto seria: "A pessoa de que (ou da qual) lhe falei é aquela".
15. e) Todos os verbos das opções anteriores são transitivos diretos, o que permite a 
transposição para a voz passiva analítica (ser + particípio).
MATEMÁTICA
16. a) Desconto = 20% de 150 = 0,20 * 150 = 30. Preço final = 150 - 30 = R$ 120,00.
17. c) 2x - 6 = 4x - 10 => 10 - 6 = 4x - 2x => 4 = 2x => x = 2.
18. c) Reprovados = 30 - 18 = 12. Porcentagem = (12 / 30) * 100% = 0,4 * 100% = 40%.
19. b) MMC(3, 4) = 12. (8/12) + (3/12) = 11/12.
20. c) Juros = C * i * t = 1000 * 0,05 * 4 = 200. Montante = 1000 + 200 = R$ 1.200,00.
21. d) Área = base * altura = 12 cm * 8 cm = 96 cm².
22. b) É uma PA de razão r = 4. O próximo termo é 15 + 4 = 19.
23. c) A palavra PROVA tem 5 letras distintas. O número de anagramas é P₅ = 5! = 54321 = 
120.
24. d) Volume = aresta³ = 5³ = 125 cm³.
25. d) log₂(32) = x => 2ˣ = 32 => 2ˣ = 2⁵ => x = 5.
26. c) A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é sempre 180°.
27. a) A ordem não importa, então é uma combinação. C₅,₃ = 5! / (3! * (5-3)!) = 10.
28. b) (3/4) * (8/9) = 24/36. Simplificando por 12, temos 2/3.
29. d) f(3) = 2*(3) + 5 = 6 + 5 = 11.
30. b) É uma regra de três inversa. 1 torneira - 6h; 2 torneiras - x. x = 6/2 = 3 horas.
QUÍMICA GERAL E INORGÂNICA
31. e) 2Cr + 7(-2) = -2 => 2Cr - 14 = -2 => 2Cr = 12 => Cr = +6.
32. a) A distribuição em subníveis é 1s² 2s² 2p⁶ 3s² 3p⁶ 4s². Em camadas: K=2, L=8, M=8, N=2.
33. d) A ligação iônica ocorre entre um metal (Na) e um ametal (Cl).
34. c) A reação de neutralização é a definição da reação entre um ácido e uma base.
35. b) O modelo de Thomson propunha uma esfera positiva com elétrons incrustados.
36. b) 2 Al + 6 HCl → 2 AlCl₃ + 3 H₂. O balanceamento correto segue essa proporção.
37. d) SO₃ (trióxido de enxofre) é um óxido de um ametal que reage com água formando um 
ácido (H₂SO₄).
38. a) Isótopos são átomos com o mesmo número de prótons (número atômico, Z).
39. d) T = 27°C = 300 K. PV=nRT => 1V = 20,082*300 => V = 49,2 L.
40. d) A amônia tem 3 pares de elétrons ligantes e 1 par não ligante, resultando em uma 
geometria piramidal.
41. c) n = m/MM = 4/40 = 0,1 mol. M = n/V = 0,1 mol / 0,2 L = 0,5 mol/L.
42. c) Eletronegatividade é a definição da capacidade de atrair elétrons em uma ligação.
43. c) Uma substância simples (Zn) reage com uma composta (HCl), deslocando o 
hidrogênio. É uma reação de simples troca.
44. d) 1 mol de C (12g) produz 1 mol de CO₂ (44g). Por regra de três: 12g C --- 44g CO₂; 48g C -
-- x. x = (48*44)/12 = 176 g.
45. c) É um dos ácidos mais conhecidos, o ácido sulfúrico.
46. e) KOH é um hidróxido de metal alcalino, que são bases fortes.
47. b) A Lei de Lavoisier é a Lei da Conservação da Massa.
48. d) K(+1) + Mn(x) + 4*O(-2) = 0 => 1 + x - 8 = 0 => x = +7.49. b) Iso = igual; baros = pressão. Transformação a pressão constante.
50. c) O alumínio tem NOX +3 e a hidroxila -1. A fórmula correta é Al(OH)₃.
QUÍMICA ORGÂNICA
51. e) A presença de um oxigênio entre dois radicais de carbono caracteriza a função éter.
52. b) No eteno, cada carbono faz uma ligação dupla e duas simples, caracterizando a 
hibridização sp².
53. b) É a definição da reação de esterificação de Fischer.
54. d) A cadeia principal tem 3 carbonos (propano) com um radical metil no carbono 2. 
Nome: metilpropano (ou 2-metilpropano).
55. b) O 2-buteno (CH₃-CH=CH-CH₃) possui dois ligantes diferentes em cada carbono da 
dupla, permitindo a existência dos isômeros cis e trans.
56. a) A ozonólise quebra a dupla ligação. O carbono da esquerda (ligado a dois metis) 
forma a propanona, e o da direita (ligado a um metil e um H) forma o etanal.
57. e) O benzeno é a estrutura fundamental dos hidrocarbonetos aromáticos.
58. a) A oxidação de álcoois secundários remove o hidrogênio da hidroxila e do carbono, 
formando uma dupla C=O, que caracteriza uma cetona.
59. d) O monômero do PVC é o cloroeteno (cloreto de vinila), CH₂=CHCl.
60. a) A Regra de Markovnikov se aplica à adição de reagentes assimétricos a alcenos 
assimétricos.
61. e) O grupo carboxila (-COOH) é o grupo funcional dos ácidos carboxílicos.
62. e) O metano tem um carbono com hibridização sp³ (4 ligações simples), resultando em 
uma geometria tetraédrica.
63. a) A hidrogenação de um alceno (propeno) quebra a ligação dupla, saturando a cadeia 
e formando o alcano correspondente (propano).
64. c) A saponificação é, por definição, a hidrólise de um éster em meio básico.
65. b) A glicina é o aminoácido mais simples, contendo um grupo amino (-NH₂) e um grupo 
carboxila (-COOH).
FÍSICO-QUÍMICA
66. b) A adição de soluto não volátil causa o abaixamento da pressão de vapor (tonoscopia) 
e o abaixamento da temperatura de congelamento (crioscopia).
67. d) Reações exotérmicas liberam calor para o ambiente, resultando em uma variação de 
entalpia (ΔH) negativa.
68. a) A constante de equilíbrio é a razão entre o produto das concentrações dos produtos 
(elevados a seus coeficientes) e o produto das concentrações dos reagentes (elevados a 
seus coeficientes).
69. c) Um catalisador aumenta a velocidade da reação ao diminuir a energia de ativação.
70. d) Na pilha, a oxidação sempre ocorre no ânodo, que é o polo negativo.
71. b) Uma solução com pH > 7 é considerada básica ou alcalina.
72. d) A Lei de Hess estabelece que o ΔH depende apenas dos estados inicial e final, não do 
caminho.
73. d) É a definição da energia de ativação.
74. b) Um aumento da pressão desloca o equilíbrio para o lado com menor número de 
mols de gás (lado dos produtos, 2 mols).
75. a) Na eletrólise ígnea, o cátion Na⁺ é reduzido a Na(s) no cátodo, e o ânion Cl⁻ é oxidado 
a Cl₂(g) no ânodo.
76. e) Densidade é uma propriedade físico-química da matéria, mas não depende do 
número de partículas de soluto, portanto não é coligativa.
77. b) É a definição e principal função de uma solução tampão.
78. c) Apenas a temperatura pode alterar o valor da constante de equilíbrio (Kc ou Kp).
79. c) A corrosão é um processo eletroquímico espontâneo, uma pilha galvânica onde o 
metal que oxida (ferro) funciona como ânodo.
80. b) O íon cianeto (CN⁻) hidrolisa a água (CN⁻ + H₂O ⇌ HCN + OH⁻), liberando íons OH⁻ e 
tornando o meio básico.
81. b) A ordem de uma reação e sua lei de velocidade só podem ser determinadas por meio 
de experimentos.
82. c) É a definição de osmose.
83. b) O fluxo de elétrons em uma pilha ocorre espontaneamente do eletrodo que oxida 
(ânodo) para o que reduz (cátodo).
84. d) Um catalisador provê um caminho reacional alternativo com menor energia de 
ativação.
85. d) Se [H⁺] = 10⁻⁴, então o pH = 4. Como pH + pOH = 14, temos que pOH = 14 - 4 = 10.
QUÍMICA ANALÍTICA, METROLOGIA E FÍSICA
86. c) A destilação fracionada é a técnica específica para separar líquidos miscíveis com 
diferentes pontos de ebulição.
87. b) A Lei de Beer-Lambert (A = εbc) relaciona absorbância e concentração, sendo a base 
da espectroscopia de absorção.
88. b) É a definição do ponto de equivalência.
89. a) A cromatografia, em todas as suas variações, é fundamentalmente uma técnica de 
separação de misturas.
90. c) É a definição de rastreabilidade metrológica.
91. e) A precisão mede a dispersão dos dados, ou seja, a reprodutibilidade. É quantificada 
pelo desvio padrão.
92. b) É a definição da análise gravimétrica, que se baseia na pesagem de um precipitado.
93. c) A irradiação (ou radiação) é a transferência de calor por ondas eletromagnéticas, que 
não exigem um meio.
94. d) A 1ª Lei de Ohm (V = R * i) estabelece a relação entre tensão (V), resistência (R) e 
corrente (i).
95. c) Em uma titulação potenciométrica, um eletrodo mede a variação do potencial (ddp) 
da solução, que muda bruscamente no ponto de equivalência.
96. c) A cromatografia gasosa requer que os analitos sejam voláteis (possam ser 
vaporizados) e estáveis ao calor para passar pela coluna.
97. b) Erros sistemáticos afetam a exatidão, deslocando o resultado do valor verdadeiro.
98. b) A fórmula de conversão de Celsius para a escala absoluta Kelvin é K = C + 273,15 
(geralmente aproximado para 273).
99. b) É a definição do processo de vulcanização, que cria ligações de enxofre cruzadas nas 
cadeias poliméricas.
100. e) O Ampère (A) é a unidade de base para a corrente elétrica no SI.2.2. Funções
Uma função é uma regra que relaciona cada elemento de um conjunto (domínio) a um 
único elemento de outro conjunto (contradomínio). As funções mais comuns em provas 
são:
• Função Exponencial: A variável está no expoente (f(x) = a^x, com a > 0 e a ≠ 1). O 
gráfico é uma curva que cresce ou decresce exponencialmente.
• Função Logarítmica: É a inversa da função exponencial (f(x) = log_a(x), com a > 0 e a ≠ 
1). O gráfico é simétrico ao da exponencial em relação à reta y = x.
• Função Trigonométrica: Envolve as razões trigonométricas (seno, cosseno, tangente). 
São periódicas e seus gráficos são senoides ou tangenoides.
2.3. Equações
Resolver uma equação é encontrar o valor da incógnita que torna a igualdade verdadeira.
• Equação de 1º Grau: A incógnita tem expoente 1 (ax + b = 0). A solução é x = -b/a.
• Equação de 2º Grau: A incógnita tem expoente 2 (ax² + bx + c = 0). As soluções são 
dadas pela Fórmula de Bhaskara: x = [-b ± √(b² - 4ac)] / 2a.
2.4. Análise Combinatória
A análise combinatória estuda as técnicas de contagem. Os principais agrupamentos são:
• Permutação (Pn = n!): A ordem dos elementos importa e todos são utilizados.
• Arranjo (An,p = n! / (n-p)!): A ordem dos elementos importa, mas nem todos são 
utilizados.
• Combinação (Cn,p = n! / [p!(n-p)!]): A ordem dos elementos não importa.
2.5. Progressões
• Progressão Aritmética (PA): Sequência em que cada termo, a partir do segundo, é a 
soma do anterior com uma constante (razão, r). Termo geral: an = a1 + (n-1)r.
• Progressão Geométrica (PG): Sequência em que cada termo, a partir do segundo, é o 
produto do anterior por uma constante (razão, q). Termo geral: an = a1 * q^(n-1).
2.6. Matrizes, Determinantes e Sistemas Lineares
• Matriz: Tabela de números dispostos em linhas e colunas. As operações básicas são 
adição, subtração e multiplicação.
• Determinante: Número associado a uma matriz quadrada. Se o determinante for 
diferente de zero, a matriz é invertível.
• Sistemas Lineares: Conjunto de equações lineares. Podem ser resolvidos por 
escalonamento, Regra de Cramer ou substituição.
2.7. Trigonometria
Estuda as relações entre os lados e os ângulos de um triângulo. As principais relações são:
• Triângulo Retângulo: Seno, Cosseno e Tangente.
• Ciclo Trigonométrico: Relações para arcos e ângulos em qualquer quadrante.
• Leis dos Senos e dos Cossenos: Aplicáveis a quaisquer triângulos.
2.8. Geometria Plana
Estuda as figuras no plano. É crucial conhecer as fórmulas de área e perímetro das 
principais figuras: triângulos, quadrados, retângulos, círculos, trapézios e losangos.
2.9. Geometria Espacial
Estuda os sólidos geométricos. Fórmulas de área da superfície e volume são essenciais 
para: cubos, paralelepípedos, prismas, pirâmides, cilindros, cones e esferas.
2.10. Geometria Analítica
Une a álgebra com a geometria, estudando as figuras por meio de equações em um sistema 
de coordenadas.
• Ponto: Distância entre dois pontos.
• Reta: Equação geral, reduzida e segmentária. Posições relativas entre retas.
• Circunferência: Equação geral e reduzida.
2.11. Matemática Financeira
• Juros Simples: J = C * i * t. O juro incide sempre sobre o capital inicial (C).
• Juros Compostos: M = C * (1 + i)^t. O juro incide sobre o montante (M) do período 
anterior.
_# CAPÍTULO 3 - ESTRUTURA ATÔMICA E PERIODICIDADE
3.1. Modelos Atômicos
A concepção do átomo evoluiu significativamente ao longo da história, com cada modelo 
contribuindo para a compreensão atual da matéria.
• Dalton (1808): Propôs que o átomo era uma esfera maciça, indivisível e indestrutível. 
Todos os átomos de um mesmo elemento seriam idênticos.
• Thomson (1897): Descobriu o elétron. Seu modelo, conhecido como "pudim de 
passas", descrevia o átomo como uma esfera de carga positiva com elétrons de carga 
negativa incrustados.
• Rutherford (1911): Através de seu experimento com a folha de ouro, concluiu que o 
átomo possuía um núcleo pequeno, denso e positivo, com os elétrons orbitando ao 
redor, em uma região chamada eletrosfera. O modelo era semelhante a um sistema 
solar.
• Bohr (1913): Aprimorou o modelo de Rutherford, propondo que os elétrons se movem 
em órbitas circulares com níveis de energia definidos. Os elétrons poderiam saltar entre 
os níveis ao absorver ou emitir energia.
• Modelo Quântico (Schrödinger, 1926): É o modelo atual. Descreve o elétron não em 
órbitas, mas em orbitais, que são regiões de probabilidade de encontrar o elétron. 
Baseia-se em princípios da mecânica quântica.
3.2. Número Atômico, Número de Massa e Isótopos
• Número Atômico (Z): É o número de prótons no núcleo de um átomo. Define o 
elemento químico.
• Número de Massa (A): É a soma do número de prótons e nêutrons no núcleo (A = Z + n).
• Isótopos: Átomos do mesmo elemento (mesmo Z) com diferente número de nêutrons 
(e, portanto, diferente A).
• Isóbaros: Átomos de elementos diferentes com o mesmo número de massa (A).
• Isótonos: Átomos de elementos diferentes com o mesmo número de nêutrons.
3.3. Distribuição Eletrônica
A distribuição eletrônica, segundo o Diagrama de Linus Pauling, organiza os elétrons em 
níveis e subníveis de energia. Os elétrons preenchem os orbitais em ordem crescente de 
energia.
• Níveis de Energia (n): 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 (ou K, L, M, N, O, P, Q).
• Subníveis de Energia: s, p, d, f.
• Ordem de Preenchimento: 1s², 2s², 2p⁶, 3s², 3p⁶, 4s², 3d¹⁰, 4p⁶, 5s², ...
3.4. Classificação Periódica dos Elementos
A Tabela Periódica organiza os elementos em ordem crescente de número atômico, 
agrupando-os em períodos (linhas horizontais) e grupos ou famílias (colunas verticais) 
com propriedades semelhantes.
• Períodos: Indicam o número de níveis de energia do átomo.
• Grupos: Elementos do mesmo grupo possuem a mesma configuração eletrônica na 
camada de valência, o que lhes confere propriedades químicas similares.
3.5. Propriedades Periódicas
São propriedades que variam de forma previsível ao longo da Tabela Periódica.
3.6. Ligações Químicas
As ligações químicas unem os átomos para formar moléculas e compostos, buscando 
maior estabilidade (geralmente, atingindo a configuração de um gás nobre - Regra do 
Octeto).
• Ligação Iônica: Ocorre entre um metal (baixa energia de ionização) e um ametal (alta 
afinidade eletrônica). Há transferência de elétrons, formando íons (cátions e ânions) 
que se atraem eletrostaticamente.
Propriedade Definição Variação na Tabela Periódica
Raio Atômico
Metade da distância entre os 
núcleos de dois átomos 
vizinhos.
Aumenta para a esquerda e 
para baixo.
Energia de Ionização
Energia necessária para 
remover um elétron de um 
átomo no estado gasoso.
Aumenta para a direita e para 
cima.
Afinidade Eletrônica
Energia liberada quando um 
átomo no estado gasoso 
captura um elétron.
Aumenta para a direita e para 
cima.
Eletronegatividade
Tendência de um átomo em 
atrair elétrons em uma 
ligação química.
Aumenta para a direita e para 
cima.
• Ligação Covalente: Ocorre entre ametais, com compartilhamento de pares de elétrons. 
Pode ser simples, dupla ou tripla. Se os átomos forem iguais, a ligação é apolar; se 
forem diferentes, é polar.
• Ligação Metálica: Ocorre entre átomos de metais, formando uma "nuvem" ou "mar" 
de elétrons deslocalizados que envolve os cátions metálicos fixos. Explica a alta 
condutividade elétrica e térmica dos metais.
3.7. Geometria Molecular e Polaridade
A Teoria da Repulsão dos Pares Eletrônicos da Camada de Valência (VSEPR) permite 
prever a geometria de uma molécula. Os pares de elétrons (ligantes e não ligantes) ao redor 
do átomo central se repelem, buscando a maior distância angular possível. As geometrias 
mais comuns são: linear, angular, trigonal plana, piramidal e tetraédrica.
A polaridade da molécula depende da polaridade das ligações e da geometria molecular. 
Se o vetor momento dipolar resultante for nulo, a molécula é apolar. Caso contrário, é 
polar.
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CAPÍTULO 4 - ESTEQUIOMETRIA
4.1. Leis Ponderais
As Leis Ponderais são a base dos cálculos químicos,pois tratam das relações de massa nas 
reações químicas. Foram estabelecidas experimentalmente antes mesmo da formulação da 
teoria atômica de Dalton.
• Lei de Lavoisier (Lei da Conservação da Massa): "Na natureza, nada se cria, nada se 
perde, tudo se transforma." Em um sistema fechado, a massa total dos reagentes é igual 
à massa total dos produtos. Isso significa que a matéria é conservada durante uma 
reação química.
• Lei de Proust (Lei das Proporções Definidas ou Constantes): Uma determinada 
substância composta é sempre formada pelos mesmos elementos químicos, 
combinados na mesma proporção em massa. Por exemplo, a água (H₂O) é sempre 
formada por 11,1% de hidrogênio e 88,9% de oxigênio em massa, independentemente 
de sua origem.
4.2. Massa Atômica e Massa Molecular
• Massa Atômica (MA): É a massa de um átomo. Como a massa de um único átomo é 
extremamente pequena, utiliza-se uma unidade de medida padrão, a unidade de 
massa atômica (u), que é definida como 1/12 da massa do isótopo carbono-12. A 
massa atômica de um elemento que consta na Tabela Periódica é a média ponderada 
das massas de seus isótopos naturais.
• Massa Molecular (MM): É a soma das massas atômicas de todos os átomos que 
compõem uma molécula. Por exemplo, a massa molecular da água (H₂O) é calculada 
somando a massa de dois átomos de hidrogênio (MA ≈ 1 u) e um átomo de oxigênio 
(MA ≈ 16 u), resultando em MM ≈ 18 u.
4.3. Mol e Constante de Avogadro
O mol é a unidade de medida de quantidade de matéria no Sistema Internacional de 
Unidades. É uma "dúzia" química, uma forma de agrupar um número muito grande de 
partículas (átomos, moléculas, íons).
A massa molar é a massa, em gramas, de 1 mol de uma substância. Numericamente, a 
massa molar (em g/mol) é igual à massa molecular (em u).
4.4. Fórmulas Químicas
As fórmulas representam a composição das substâncias.
• Fórmula Percentual: Indica a porcentagem, em massa, de cada elemento na 
substância.
• Fórmula Mínima (ou Empírica): Indica a menor proporção, em números inteiros, entre 
os átomos dos elementos na substância.
• Fórmula Molecular: Indica o número real de átomos de cada elemento na molécula. É 
um múltiplo inteiro da fórmula mínima.
4.5. Balanceamento de Equações
Balancear uma equação química é ajustar os coeficientes estequiométricos (os números 
que vêm antes das fórmulas) para que o número de átomos de cada elemento seja o 
mesmo nos reagentes e nos produtos, satisfazendo a Lei de Lavoisier. Os métodos mais 
comuns são:
• Método das Tentativas: Escolhe-se um elemento e ajusta-se seus coeficientes. O 
processo é repetido para os outros elementos. Geralmente, segue-se a ordem: metais, 
1 mol de qualquer entidade contém 6,02 x 10²³ dessas entidades. Esse número é 
conhecido como Constante de Avogadro.
ametais, carbono, hidrogênio e, por último, oxigênio (regra do MACHO).
• Método de Oxirredução: Utilizado em reações de oxirredução, baseia-se na variação 
do número de oxidação (NOX) dos elementos. O número de elétrons cedidos pelo 
agente redutor deve ser igual ao número de elétrons recebidos pelo agente oxidante.
4.6. Cálculos Estequiométricos
O cálculo estequiométrico relaciona as quantidades de reagentes e produtos em uma 
reação química, com base na equação devidamente balanceada. Os passos essenciais são:
1. Escrever a equação química da reação.
2. Balancear a equação.
3. Estabelecer uma proporção (geralmente por regra de três) entre os dados fornecidos e 
a quantidade a ser determinada, utilizando as relações de mol, massa e volume.
4.7. Reagente Limitante e Excesso
Em muitas reações, os reagentes não estão em proporções estequiométricas exatas.
• Reagente Limitante: É o reagente que é completamente consumido primeiro, 
limitando a quantidade de produto que pode ser formada.
• Reagente em Excesso: É o reagente que sobra no final da reação.
Para identificar o reagente limitante, calcula-se a quantidade de produto que cada 
reagente poderia formar. Aquele que formar a menor quantidade de produto é o limitante.
4.8. Pureza e Rendimento
• Pureza: Nem sempre os reagentes são 100% puros. A pureza indica a porcentagem da 
substância de interesse em uma amostra. Nos cálculos, deve-se considerar apenas a 
massa da parte pura do reagente.
• Rendimento: O rendimento de uma reação é a razão entre a quantidade de produto 
realmente obtida (rendimento real) e a quantidade que seria teoricamente obtida 
(rendimento teórico), expressa em porcentagem. Fatores como reações paralelas e 
perdas durante o processo podem fazer com que o rendimento seja inferior a 100%.
CAPÍTULO 5 - ESTUDO DOS GASES
5.1. Propriedades dos Gases
Os gases são um estado da matéria com características distintas, como a ausência de forma 
e volume fixos. As principais propriedades que descrevem o estado de um gás são:
• Pressão (P): Força exercida pelo gás por unidade de área da superfície do recipiente. 
Unidades comuns: atmosfera (atm), milímetros de mercúrio (mmHg), Pascal (Pa).
• Volume (V): O volume do recipiente que o gás ocupa. Unidades comuns: litro (L), metro 
cúbico (m³).
• Temperatura (T): Medida da energia cinética média das partículas do gás. Nos cálculos 
de gases, a temperatura deve ser sempre utilizada na escala absoluta, o Kelvin (K). 
Conversão: K = °C + 273.
5.2. Lei dos Gases Ideais
Um gás ideal ou gás perfeito é um modelo teórico que simplifica o comportamento dos 
gases reais. Neste modelo, considera-se que as partículas do gás têm volume desprezível e 
não exercem forças de atração ou repulsão entre si. Os gases reais tendem a se comportar 
como gases ideais em condições de baixa pressão e alta temperatura.
As leis dos gases ideais descrevem a relação entre pressão, volume e temperatura para uma 
massa fixa de gás.
5.3. Equação de Clapeyron
A Equação de Clapeyron, ou Equação de Estado dos Gases Ideais, combina as leis de 
Boyle, Charles e Gay-Lussac em uma única fórmula que relaciona as quatro variáveis de 
estado de um gás (pressão, volume, temperatura e quantidade de matéria).
Onde:
• P = Pressão do gás
• V = Volume do gás
• n = Número de mols do gás
• R = Constante universal dos gases perfeitos (seu valor depende das unidades de P e V, 
sendo comum R = 0,082 atm·L/mol·K)
• T = Temperatura absoluta (em Kelvin)
5.4. Transformações Gasosas
PV = nRT
Uma transformação gasosa ocorre quando uma massa fixa de gás sofre variação em suas 
variáveis de estado. A Lei Geral dos Gases Perfeitos (P₁V₁/T₁ = P₂V₂/T₂) é usada para 
descrever essas mudanças.
5.5. Mistura de Gases e Pressão Parcial
Quando dois ou mais gases que não reagem entre si são colocados no mesmo recipiente, 
eles formam uma mistura gasosa. A Lei de Dalton das Pressões Parciais afirma que a 
pressão total de uma mistura gasosa é igual à soma das pressões parciais de cada gás 
componente.
• Pressão Parcial (Pᵢ): É a pressão que um gás exerceria se estivesse sozinho no 
recipiente, nas mesmas condições de volume e temperatura.
A pressão parcial de um gás (Pᵢ) em uma mistura pode ser calculada pela sua fração molar 
(Xᵢ) multiplicada pela pressão total (P_total).
Onde a fração molar é a razão entre o número de mols do gás i (nᵢ) e o número de mols total 
da mistura (n_total): Xᵢ = nᵢ / n_total.
5.6. Pressão de Vapor
A pressão de vapor (ou pressão máxima de vapor) é a pressão exercida pelos vapores de 
um líquido quando este está em equilíbrio dinâmico com a sua fase líquida, em um sistema 
fechado e a uma dada temperatura. A pressão de vapor aumenta com o aumento da 
Transformação Característica Lei Aplicável
Isotérmica
Temperatura constante (T₁ = 
T₂)
Lei de Boyle: P₁V₁ = P₂V₂ 
(Pressão e volume são 
inversamente proporcionais).
Isobárica Pressão constante (P₁ = P₂)
Lei de Charles: V₁/T₁ = V₂/T₂ 
(Volume e temperatura são 
diretamente proporcionais).
Isocórica ou Isovolumétrica Volume constante (V₁ = V₂)
Lei de Gay-Lussac: P₁/T₁ = 
P₂/T₂ (Pressão e temperatura 
são diretamente 
proporcionais).
P_total = P₁ + P₂ + P₃ + ...
Pᵢ = Xᵢ · P_total
temperatura, pois maismoléculas do líquido têm energia suficiente para escapar para a 
fase gasosa.
Um líquido entra em ebulição quando sua pressão de vapor se iguala à pressão externa 
(pressão atmosférica).
5.7. Difusão e Efusão de Gases
• Difusão: É o processo pelo qual as partículas de um gás se espalham e se misturam 
com as de outro gás, devido ao seu movimento aleatório. É o que nos permite sentir o 
cheiro de um perfume à distância.
• Efusão: É o processo pelo qual um gás escapa através de um pequeno orifício para uma 
região de menor pressão.
A Lei de Graham descreve a velocidade desses processos. Ela afirma que, sob as mesmas 
condições de temperatura e pressão, a velocidade de efusão (ou difusão) de um gás é 
inversamente proporcional à raiz quadrada de sua massa molar (M).
Isso significa que gases mais leves (menor massa molar) se difundem e efundem mais 
rapidamente que gases mais pesados.
CAPÍTULO 6 - FUNÇÕES INORGÂNICAS
As funções inorgânicas agrupam substâncias com propriedades químicas semelhantes. As 
quatro principais funções são: ácidos, bases, sais e óxidos.
6.1. Teorias Ácido-Base
Existem várias teorias que definem ácidos e bases, sendo as três principais:
• Teoria de Arrhenius (1887):
• Ácido: Toda substância que, em solução aquosa, sofre ionização e libera como 
único cátion o H⁺ (ou, mais corretamente, o íon hidrônio, H₃O⁺).
• Base: Toda substância que, em solução aquosa, sofre dissociação iônica e libera 
como único ânion a hidroxila, OH⁻.
• Teoria de Brönsted-Lowry (1923):
• Ácido: Espécie química (molécula ou íon) doadora de prótons (H⁺).
• Base: Espécie química (molécula ou íon) receptora de prótons (H⁺).
v₁ / v₂ = √(M₂ / M₁)
Nesta teoria, existe o conceito de par conjugado ácido-base. Quando um ácido doa 
um próton, ele se transforma em sua base conjugada.
• Teoria de Lewis (1923):
• Ácido: Espécie química (molécula ou íon) receptora de um par de elétrons.
• Base: Espécie química (molécula ou íon) doadora de um par de elétrons.
Esta é a teoria mais abrangente, pois não se limita à presença de hidrogênio ou ao 
meio aquoso.
6.2. Ácidos: Classificação, Nomenclatura e Propriedades
• Classificação:
• Quanto ao número de hidrogênios ionizáveis: Monoácidos (HCl), diácidos 
(H₂SO₄), triácidos (H₃PO₄).
• Quanto à presença de oxigênio: Hidrácidos (sem oxigênio, ex: HBr) e Oxiácidos 
(com oxigênio, ex: HNO₃).
• Quanto à força (grau de ionização, α): Fortes (α > 50%), Moderados (5% ≤ α ≤ 
50%), Fracos (α Metais Alcalinoterrosos > Al > Zn > Fe > H > Cu > Ag > Au
Mais reativo → Menos reativo
Fila de Reatividade (Ametais):
F > O > Cl > Br > I > S
Mais reativo → Menos reativo
Exemplos:
• Zn(s) + 2HCl(aq) → ZnCl₂(aq) + H₂(g) (Ocorre, pois Zn é mais reativo que H).
• Cu(s) + 2HCl(aq) → Não ocorre (Cobre é menos reativo que o hidrogênio).
Fórmula Geral: AB → A + B
Tipo de Decomposição Fonte de Energia Exemplo
Pirólise Calor (Δ) CaCO₃(s) → CaO(s) + CO₂(g)
Fotólise Luz (λ) 2AgCl(s) → 2Ag(s) + Cl₂(g)
Eletrólise Eletricidade 2H₂O(l) → 2H₂(g) + O₂(g)
Fórmula Geral: A + BC → AC + B
7.4. Reações de Dupla Troca ou Metátese
As reações de dupla troca ocorrem entre duas substâncias compostas, geralmente em 
solução aquosa, onde há uma "troca" de íons entre elas, resultando em duas novas 
substâncias compostas.
Para que uma reação de dupla troca seja considerada ocorrida, ela deve satisfazer uma das 
seguintes condições:
1. Formação de um precipitado (sólido insolúvel): Um dos produtos formados deve ser 
insolúvel em água.
• Exemplo: AgNO₃(aq) + NaCl(aq) → AgCl(s) + NaNO₃(aq)2. Formação de um gás: Um dos produtos deve ser um gás ou se decompor para formar 
um gás.
• Exemplo: Na₂CO₃(aq) + 2HCl(aq) → 2NaCl(aq) + H₂CO₃(aq) → 2NaCl(aq) + H₂O(l) + 
CO₂(g)
3. Formação de uma substância mais fraca (eletrólito fraco), como a água: A reação de 
neutralização ácido-base é um caso clássico de dupla troca.
• Exemplo: HCl(aq) + NaOH(aq) → NaCl(aq) + H₂O(l)
Reação de Neutralização
A neutralização é a reação entre um ácido e uma base, formando sal e água. É um dos 
tipos mais importantes de reação de dupla troca.
• Neutralização Total: Ocorre quando a quantidade de H⁺ do ácido é 
estequiometricamente igual à quantidade de OH⁻ da base. Forma-se um sal neutro.
• Exemplo: H₂SO₄(aq) + 2NaOH(aq) → Na₂SO₄(aq) + 2H₂O(l)
• Neutralização Parcial: Ocorre quando H⁺ e OH⁻ não estão em proporção 
estequiométrica.
• Do ácido: Forma-se um hidrogenossal (sal ácido).
• Exemplo: H₂SO₄(aq) + NaOH(aq) → NaHSO₄(aq) + H₂O(l)
• Da base: Forma-se um hidroxissal (sal básico).
• Exemplo: Mg(OH)₂(s) + HCl(aq) → Mg(OH)Cl(aq) + H₂O(l)
Fórmula Geral: AB + CD → AD + CB
CAPÍTULO 8 - INTRODUÇÃO À QUÍMICA 
ORGÂNICA
A Química Orgânica é o ramo da química que estuda os compostos que contêm o elemento 
carbono. Originalmente, acreditava-se que os compostos orgânicos só poderiam ser 
produzidos por organismos vivos (Teoria da Força Vital), mas em 1828, Friedrich Wöhler 
sintetizou a ureia (um composto orgânico) a partir de cianato de amônio (um composto 
inorgânico), derrubando essa teoria e abrindo caminho para a moderna Química Orgânica.
8.1. Características do Carbono
O carbono (C) é o elemento central da Química Orgânica devido às suas propriedades 
únicas, que permitem a formação de uma vasta gama de moléculas.
• Tetravalência: O carbono é tetravalente, ou seja, pode formar quatro ligações 
covalentes para atingir a estabilidade (regra do octeto). Isso permite que ele se ligue a 
uma grande variedade de outros elementos.
• Encadeamento: O carbono tem a capacidade de formar cadeias longas e estáveis, 
ligando-se a outros átomos de carbono. Essas cadeias podem ser abertas, fechadas, 
normais ou ramificadas.
• Ligações Múltiplas: Átomos de carbono podem formar ligações simples, duplas ou 
triplas entre si, aumentando ainda mais a diversidade de compostos possíveis.
8.2. Classificação de Cadeias Carbônicas
As cadeias carbônicas são classificadas de acordo com sua estrutura, o que ajuda a 
organizar e nomear os compostos orgânicos.
Critério Classificação Descrição e Exemplo
Fechamento Aberta (Acíclica ou Alifática)
Os átomos de carbono não 
formam um ciclo. Ex: Propano 
(CH₃-CH₂-CH₃).
 Fechada (Cíclica)
Os átomos de carbono 
formam um ou mais anéis. Ex: 
Ciclobutano.
Disposição Normal (Reta ou Linear)
A cadeia apresenta apenas 
duas extremidades. Ex: 
Butano (CH₃-CH₂-CH₂-CH₃).
8.3. Hibridização do Carbono
A hibridização é a fusão de orbitais atômicos puros para formar novos orbitais híbridos, 
com geometrias e energias diferentes, o que explica as diferentes ligações que o carbono 
pode formar.
• Hibridização sp³:
• Ocorrência: Ocorre quando o carbono faz quatro ligações simples.
• Geometria: Tetraédrica, com ângulos de aproximadamente 109,5°.
• Exemplo: Metano (CH₄).
• Hibridização sp²:
• Ocorrência: Ocorre quando o carbono faz uma ligação dupla e duas simples.
 Ramificada
A cadeia apresenta mais de 
duas extremidades. Ex: 
Isobutano.
Tipo de Ligação Saturada
Apresenta apenas ligações 
simples entre os carbonos. 
Ex: Etano (CH₃-CH₃).
 Insaturada
Apresenta pelo menos uma 
ligação dupla ou tripla entre 
carbonos. Ex: Eteno 
(CH₂=CH₂).
Natureza dos Átomos Homogênea
A cadeia é formada apenas 
por átomos de carbono. Ex: 
Pentano.
 Heterogênea
Apresenta um heteroátomo 
(átomo diferente de C e H) 
entre os carbonos. Ex: Éter 
dietílico (CH₃-CH₂-O-CH₂-CH₃).
Cadeias Cíclicas Aromática
Possui pelo menos um anel 
benzênico (anel de 6 
carbonos com ligações 
duplas e simples alternadas). 
Ex: Benzeno.
 Alicíclica (Não Aromática)
Não possui anel benzênico. 
Ex: Cicloexano.
• Geometria: Trigonal plana, com ângulos de aproximadamente 120°.
• Exemplo: Eteno (C₂H₄).
• Hibridização sp:
• Ocorrência: Ocorre quando o carbono faz uma ligação tripla e uma simples, ou 
duas ligações duplas.
• Geometria: Linear, com ângulo de 180°.
• Exemplo: Etino (C₂H₂) ou Dióxido de Carbono (CO₂).
_# CAPÍTULO 9 - FUNÇÕES ORGÂNICAS
As funções orgânicas são grupos de compostos com propriedades químicas semelhantes 
devido à presença de um mesmo grupo funcional (um átomo ou grupo de átomos 
específico).
9.1. Hidrocarbonetos
São compostos formados exclusivamente por carbono e hidrogênio. São a base da Química 
Orgânica e do petróleo.
• Alcanos: Hidrocarbonetos de cadeia aberta e saturada (apenas ligações simples). 
Fórmula geral: CnH2n+2. Nomenclatura: prefixo + -ano.
• Alcenos: Hidrocarbonetos de cadeia aberta com uma ligação dupla. Fórmula geral: 
CnH2n. Nomenclatura: prefixo + -eno.
• Alcinos: Hidrocarbonetos de cadeia aberta com uma ligação tripla. Fórmula geral: 
CnH2n-2. Nomenclatura: prefixo + -ino.
• Ciclanos (ou Cicloalcanos): Hidrocarbonetos de cadeia fechada e saturada. 
Nomenclatura: ciclo- + prefixo + -ano.
• Aromáticos: Hidrocarbonetos que possuem pelo menos um anel benzênico. O benzeno 
(C₆H₆) é o mais simples.
Hibridização Ligações Geometria Ângulo
sp³ 4 simples Tetraédrica 109,5°
sp² 1 dupla, 2 simples Trigonal Plana 120°
sp
1 tripla, 1 simples ou 
2 duplas
Linear 180°
9.2. Funções Oxigenadas
Contêm oxigênio em sua estrutura.
• Álcool: Possui o grupo hidroxila (-OH) ligado a um carbono saturado. Nomenclatura: 
prefixo + infixo + -ol.
• Fenol: Possui a hidroxila (-OH) ligada diretamente a um anel aromático.
• Aldeído: Possui o grupo carbonila (C=O) na extremidade da cadeia. Nomenclatura: 
prefixo + infixo + -al.
• Cetona: Possui a carbonila (C=O) entre dois átomos de carbono. Nomenclatura: prefixo 
+ infixo + -ona.
• Ácido Carboxílico: Possui o grupo carboxila (-COOH). Nomenclatura: ácido + prefixo + 
infixo + -oico.
• Éster: Derivado da reação entre um ácido carboxílico e um álcool. Possui o grupo -COO- 
entre carbonos. Nomenclatura: [nome do grupo do álcool]-ato de [nome do grupo do 
ácido]-ila.
• Éter: Possui um átomo de oxigênio entre dois radicais de carbono (-O-). Nomenclatura: 
[radical menor]óxi + [hidrocarboneto do radical maior].
9.3. Funções Nitrogenadas
Contêm nitrogênio em sua estrutura.
• Amina: Derivada da amônia (NH₃) pela substituição de um ou mais hidrogênios por 
radicais orgânicos. Classificam-se em primárias, secundárias e terciárias.
• Amida: Possui um grupo carbonila (C=O) ligado a um átomo de nitrogênio.
• Nitrocomposto: Possui o grupo nitro (-NO₂) ligado a um radical de carbono.
9.9. Nomenclatura IUPAC
A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) estabelece as regras oficiais 
de nomenclatura para os compostos orgânicos. A estrutura básica de um nome é:
• Prefixo: Indica o número de átomos de carbono na cadeia principal (met-, et-, prop-, 
but-, etc.).
• Infixo: Indica o tipo de ligação na cadeia principal (-an-, -en-, -in-).
• Sufixo: Indica a função orgânica principal (-o para hidrocarboneto, -ol para álcool, -al 
para aldeído, etc.).
Prefixo + Infixo + Sufixo
Para compostos ramificados, a cadeia principal é a mais longa que contém o grupo 
funcional, e as ramificações (radicais) são nomeadas e numeradas.
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CAPÍTULO 10 - ISOMERIA
A isomeria é o fenômeno em que duas ou mais substâncias diferentes apresentam a mesma 
fórmula molecular, mas estruturas diferentes e, consequentemente, propriedades físicas 
e/ou químicas distintas. Esses compostos são chamados de isômeros.
A isomeria é dividida em duas categorias principais: a isomeria plana (ou constitucional) e a 
isomeria espacial (ou estereoisomeria).
10.1. Isomeria Plana (Constitucional)
Na isomeria plana, os isômeros são diferenciados pela sua fórmula estrutural plana. A 
diferença na conectividade entre os átomos pode ser identificada analisando a estrutura noplano.
Tipo de Isomeria Plana Descrição Exemplo (Fórmula Molecular 
C₄H₁₀O)
De Função
Os isômeros pertencem a 
funções orgânicas diferentes.
Butan-1-ol (Álcool) e 
Etoxietano (Éter).
De Cadeia
Os isômeros pertencem à 
mesma função, mas possuem 
cadeias carbônicas diferentes 
(normal vs. ramificada).
Butan-1-ol (cadeia normal) e 
Metilpropan-2-ol (cadeia 
ramificada).
De Posição
Os isômeros pertencem à 
mesma função e têm a 
mesma cadeia, mas diferem 
na posição de um grupo 
funcional, uma insaturação 
ou uma ramificação.
Butan-1-ol e Butan-2-ol 
(diferem na posição da 
hidroxila).
De Compensação 
(Metameria)
É um caso particular da 
isomeria de posição que 
ocorre em compostos com 
heteroátomo. Os isômeros 
diferem na posição do 
heteroátomo na cadeia.
Etoxietano (CH₃CH₂-O-
CH₂CH₃) e Metoxipropano 
(CH₃-O-CH₂CH₂CH₃).
10.2. Isomeria Espacial (Estereoisomeria)
Na isomeria espacial, os isômeros possuem a mesma fórmula molecular e a mesma 
fórmula estrutural plana (mesma conectividade), mas diferem no arranjo espacial de seus 
átomos. É dividida em isomeria geométrica e isomeria óptica.
Isomeria Geométrica (Cis-Trans ou Z-E)
Ocorre em moléculas que possuem uma estrutura rígida que impede a livre rotação em 
torno de uma ligação, resultando em diferentes arranjos espaciais. As condições para sua 
ocorrência são:
1. Em compostos com ligação dupla: Cada carbono da dupla ligação deve estar ligado a 
dois grupos distintos.
2. Em compostos cíclicos: Pelo menos dois carbonos do ciclo devem estar ligados a dois 
grupos distintos.
• Isômero Cis (ou Z): Os grupos de maior prioridade (ou os ligantes iguais) estão do 
mesmo lado do plano da ligação dupla ou do ciclo.
• Isômero Trans (ou E): Os grupos de maior prioridade (ou os ligantes iguais) estão em 
lados opostos do plano.
Isomeria Óptica
A isomeria óptica ocorre em moléculas que são quirais, ou seja, assimétricas. Uma 
molécula quiral é aquela cuja imagem no espelho não é sobreponível a ela mesma, assim 
como nossas mãos esquerda e direita.
A principal causa de quiralidade é a presença de um carbono quiral ou assimétrico, que é 
um carbono sp³ ligado a quatro grupos diferentes.
• Atividade Óptica: Isômeros ópticos têm a capacidade de desviar o plano da luz 
polarizada. São chamados de opticamente ativos.
Tautomeria
É um caso especial de 
isomeria de função em que os 
dois isômeros coexistem em 
um equilíbrio químico 
dinâmico. O caso mais 
comum é o equilíbrio aldo-
enólico e ceto-enólico.
Ocorre a migração de um 
próton (H⁺) e a mudança de 
posição de uma ligação 
dupla. Ex: Equilíbrio entre 
propanona (cetona) e propen-
2-ol (enol).
• Enantiômeros: São um par de isômeros ópticos que são imagens especulares um do 
outro e não sobreponíveis. Um desvia a luz para a direita (dextrogiro, d ou +) e o outro, 
para a esquerda (levogiro, l ou -).
• Mistura Racêmica: É uma mistura equimolar (50% de cada) de dois enantiômeros. É 
opticamente inativa, pois o desvio da luz causado por um isômero é cancelado pelo 
outro.
• Diastereoisômeros: São estereoisômeros que não são enantiômeros (não são imagens 
especulares um do outro). Ocorrem em moléculas com mais de um carbono quiral.
CAPÍTULO 11 - REAÇÕES ORGÂNICAS
As reações orgânicas são os processos que transformam os compostos de carbono. Elas são 
classificadas com base na mudança estrutural que ocorre na molécula principal. As 
principais categorias são: adição, eliminação, substituição e oxidação/redução.
11.1. Reações de Adição
Ocorrem tipicamente em compostos insaturados (com ligações duplas ou triplas). A reação 
envolve a quebra da ligação π (pi), mais fraca, e a "adição" de átomos ou grupos aos 
carbonos da insaturação.
• Hidrogenação: Adição de hidrogênio (H₂) a alcenos e alcinos, na presença de 
catalisadores metálicos (Ni, Pt, Pd), formando alcanos.
• Exemplo: CH₂=CH₂ + H₂ → CH₃-CH₃
• Halogenação: Adição de halogênios (Cl₂, Br₂). É uma reação rápida e não necessita de 
catalisador.
• Exemplo: CH₂=CH₂ + Br₂ → CH₂Br-CH₂Br
• Hidro-halogenação: Adição de haletos de hidrogênio (HCl, HBr). Segue a Regra de 
Markovnikov.
• Exemplo: CH₃-CH=CH₂ + HCl → CH₃-CHCl-CH₃
• Hidratação: Adição de água (H₂O) em meio ácido (H₂SO₄). Segue a Regra de 
Markovnikov e forma álcoois.
• Exemplo: CH₃-CH=CH₂ + H₂O → CH₃-CH(OH)-CH₃
Regra de Markovnikov: Em adições de reagentes assimétricos (como HX ou H₂O) a 
alcenos assimétricos, o hidrogênio se liga ao carbono mais hidrogenado da dupla ligação.
11.2. Reações de Eliminação
São o oposto das reações de adição. Nelas, átomos ou grupos de átomos de carbonos 
adjacentes são removidos, formando uma ligação dupla ou tripla.
• Desidratação de Álcoois: Eliminação de água. Pode ser:
• Intramolecular: Forma um alceno. Ocorre em alta temperatura (170°C) com H₂SO₄.
• Intermolecular: Forma um éter. Ocorre em temperatura mais baixa (140°C) com 
H₂SO₄, a partir de dois moles de álcool.
• Desidro-halogenação de Haletos de Alquila: Eliminação de HX, usando uma base 
forte (KOH) em meio alcoólico.
11.3. Reações de Substituição
Ocorrem quando um átomo ou grupo de uma molécula é substituído por outro. São típicas 
de compostos saturados e aromáticos.
• Em Alcanos (Substituição por Radical Livre): Ocorre em etapas (iniciação, 
propagação, terminação) e geralmente requer luz UV ou calor.
• Exemplo (Halogenação): CH₄ + Cl₂ --(luz)--> CH₃Cl + HCl
• Em Compostos Aromáticos (Substituição Eletrofílica Aromática): Um eletrófilo (E⁺) 
ataca o anel benzênico, substituindo um hidrogênio.
• Halogenação: Requer um catalisador de Lewis (FeBr₃, AlCl₃).
• Nitração: Usa uma mistura de HNO₃ e H₂SO₄ (mistura sulfonítrica).
• Sulfonação: Usa H₂SO₄ concentrado ou fumegante.
• Alquilação de Friedel-Crafts: Adiciona um grupo alquila (R-Cl + AlCl₃).
• Acilação de Friedel-Crafts: Adiciona um grupo acila (R-CO-Cl + AlCl₃).
11.4. Reações de Oxidação
Envolvem o aumento do número de oxidação do carbono, geralmente pelo aumento do 
número de ligações com oxigênio ou diminuição do número de ligações com hidrogênio.
• Oxidação de Álcoois: O resultado depende do tipo de álcool.
• Álcool Primário: Oxida a aldeído e, se a oxidação prosseguir, a ácido carboxílico.
Regra de Saytzeff: Em reações de eliminação, o hidrogênio é preferencialmente 
removido do carbono menos hidrogenado vizinho ao grupo que está sendo eliminado, 
formando o alceno mais substituído (mais estável).
• Álcool Secundário: Oxida a cetona.
• Álcool Terciário: Não oxida em condições brandas.
• Ozonólise: Reação de alcenos com ozônio (O₃), seguida de hidrólise. Causa a quebra da 
ligação dupla, formando aldeídos e/ou cetonas.
11.5. Reações de Redução
São o oposto da oxidação. Envolvem a diminuição do NOX do carbono, geralmente pelo 
aumento do número de ligações com hidrogênio.
• Redução de Aldeídos e Cetonas: Aldeídos se reduzem a álcoois primários, e cetonas se 
reduzem a álcoois secundários.
• Redução de Ácidos Carboxílicos e Ésteres: Reduzem-se a álcoois primários.
11.6. Esterificação e Saponificação
• Esterificação de Fischer: É a reação de equilíbrio entre um ácido carboxílico e um 
álcool, em meio ácido, para formar um éster e água. É uma reação de substituição 
nucleofílica acílica.
• Saponificação: É a hidrólise básica de um éster. A reação com uma base forte (como 
NaOH ou KOH) produz um sal de ácido carboxílico (sabão) e um álcool. É uma reação 
irreversível.
11.7. Polimerização
A polimerização é uma reação em que pequenas moléculas, chamadas monômeros, se 
unem para formar macromoléculas, chamadas polímeros.
• Polimerização de Adição: Ocorre pela adição sucessiva de monômeros insaturados 
(com ligações duplas), sem a eliminação de subprodutos. Ex: Formação do polietileno a 
partir do eteno.
• Polimerização de Condensação: Ocorre quando os monômeros se unem com a 
eliminação de uma molécula pequena, geralmente água. Ex: Formação do poliéster 
(PET) ou da poliamida (Nylon).
Ácido Carboxílico + Álcool ⇌ Éster + Água
Éster + Base Forte → Sal de Ácido Carboxílico + Álcool
CAPÍTULO12 - POLÍMEROS
12.1. Conceitos Fundamentais
Polímeros são macromoléculas formadas pela união de muitas unidades pequenas que se 
repetem, chamadas monômeros. O processo de formação de um polímero é chamado de 
polimerização. O grau de polimerização refere-se ao número de unidades monoméricas 
na cadeia polimérica.
Os polímeros estão presentes em nosso dia a dia em materiais como plásticos, borrachas, 
fibras têxteis e também em moléculas biológicas essenciais, como proteínas e DNA.
12.2. Classificação dos Polímeros
Os polímeros podem ser classificados de diversas formas:
• Quanto à Origem:
• Naturais: Encontrados na natureza. Ex: borracha (poliisopreno), celulose, amido, 
proteínas, DNA.
• Sintéticos: Produzidos em laboratório. Ex: polietileno, PVC, PET, nylon.
• Quanto ao Método de Obtenção:
• Polímeros de Adição: Formados pela adição sucessiva de monômeros, geralmente 
insaturados (com ligações duplas).
• Polímeros de Condensação: Formados pela reação entre monômeros com a 
eliminação de uma molécula pequena (geralmente água, amônia ou HCl).
• Quanto ao Comportamento Térmico:
• Termoplásticos: Amaciam com o aquecimento e endurecem com o resfriamento, 
podendo ser remodelados várias vezes. As forças intermoleculares são fracas. Ex: 
PET, PVC, polietileno.
• Termofixos (ou Termorrígidos): Uma vez moldados, não podem ser reamolecidos 
pelo calor. Sua estrutura é tridimensional e reticulada (com ligações cruzadas). Ex: 
baquelite, resinas epóxi.
12.3. Polímeros de Adição
Neste tipo de polimerização, a ligação π da dupla ligação do monômero é quebrada, 
permitindo que as unidades se liguem em uma longa cadeia. Não há formação de 
subprodutos.
Borrachas Sintéticas (Elastômeros)
São polímeros de adição que apresentam alta elasticidade. A vulcanização, processo de 
aquecimento da borracha com enxofre, cria ligações cruzadas entre as cadeias poliméricas, 
aumentando a resistência e a elasticidade do material.
• Poli-isopreno: A versão sintética da borracha natural.
• Neopreno: Polímero do cloropreno, resistente a óleos e solventes.
12.4. Polímeros de Condensação
Nesta polimerização, os monômeros reagem entre si, e para cada nova ligação formada na 
cadeia principal, uma molécula pequena é eliminada.
• Poliésteres: Formados pela reação entre um diácido carboxílico e um diálcool. O mais 
conhecido é o PET (Poli(tereftalato de etileno)), usado em garrafas de refrigerante e 
fibras têxteis (Dácon).
• Poliamidas: Possuem o grupo funcional amida (-CO-NH-). A mais famosa é o Nylon, 
formado pela reação entre um diácido carboxílico e uma diamina. É usado em fibras 
têxteis, paraquedas e peças de engenharia.
• Baquelite: Um dos primeiros polímeros sintéticos, é um termofixo formado pela reação 
entre fenol e formaldeído. Usado em cabos de panela, tomadas e bolas de bilhar.
12.5. Polímeros Naturais
Monômero Polímero Aplicações Comuns
Eteno (CH₂=CH₂) Polietileno (PE)
Sacolas plásticas, 
embalagens, garrafas.
Propeno (CH₂=CH-CH₃) Polipropileno (PP)
Para-choques de carro, 
cadeiras, seringas.
Cloreto de Vinila (CH₂=CHCl) Poli(cloreto de vinila) (PVC)
Tubos e conexões hidráulicas, 
cartões de crédito.
Tetrafluoreteno (CF₂=CF₂)
Poli(tetrafluoretileno) 
(Teflon)
Revestimento antiaderente 
de panelas.
Estireno Poliestireno (PS)
Copos descartáveis, isopor 
(poliestireno expandido).
São macromoléculas essenciais para os sistemas biológicos.
• Carboidratos:
• Amido: Polímero de glicose, é a reserva de energia dos vegetais. Encontrado em 
batatas, arroz, etc.
• Celulose: Polímero de glicose com função estrutural na parede celular das plantas. 
O ser humano não consegue digeri-la.
• Glicogênio: Polímero de glicose, é a reserva de energia dos animais, armazenado 
no fígado e nos músculos.
• Proteínas: São polímeros de aminoácidos unidos por ligações peptídicas. 
Desempenham inúmeras funções no organismo (estrutural, enzimática, transporte, 
etc.).
• Borracha Natural: É o poli-isopreno, extraído da seiva da seringueira.
_# CAPÍTULO 13 - SOLUÇÕES
Uma solução é uma mistura homogênea de duas ou mais substâncias. O componente 
presente em maior quantidade é chamado de solvente, e os componentes em menor 
quantidade são chamados de solutos.
13.1. Conceitos de Densidade e Massa Específica
Embora frequentemente usados como sinônimos, densidade e massa específica são 
conceitos distintos.
• Massa Específica (μ): É uma propriedade da substância. É a razão entre a massa e o 
volume de uma substância pura. μ = m/V.
• Densidade (d): É a razão entre a massa e o volume de um corpo ou de uma mistura. d = 
m/V. Para uma substância pura, a densidade é igual à massa específica.
13.2. Conceito de Viscosidade
A viscosidade é a medida da resistência de um fluido ao escoamento. Fluidos com alta 
viscosidade (como mel) escoam lentamente, enquanto fluidos com baixa viscosidade 
(como a água) escoam facilmente.
13.3. Tipos de Dispersões
As dispersões são classificadas de acordo com o tamanho das partículas do disperso:
13.4. Solubilidade e Coeficiente de Solubilidade
O Coeficiente de Solubilidade (CS) é a quantidade máxima de soluto que pode ser 
dissolvida em uma quantidade padrão de solvente, a uma dada temperatura. As soluções 
são classificadas com base na quantidade de soluto dissolvido:
• Insaturada: Contém menos soluto que o CS.
• Saturada: Contém a quantidade máxima de soluto (igual ao CS).
• Supersaturada: Contém mais soluto que o CS. É um sistema instável.
13.5. Concentrações
A concentração de uma solução expressa a proporção entre a quantidade de soluto e a 
quantidade de solvente ou de solução.
• Concentração Comum (C): C = m₁ / V (massa do soluto / volume da solução).
• Molaridade (M): M = n₁ / V (mols do soluto / volume da solução).
• Título em Massa (%m/m): %m/m = (m₁ / m) * 100 (massa do soluto / massa da 
solução).
• Título em Volume (%V/V): %V/V = (V₁ / V) * 100 (volume do soluto / volume da solução).
13.6. Diluição e Mistura de Soluções
• Diluição: Consiste em adicionar mais solvente a uma solução, diminuindo sua 
concentração. A quantidade de soluto permanece constante. C₁V₁ = C₂V₂ ou M₁V₁ = M₂V₂.
Tipo Tamanho da Partícula Características
Solução Verdadeira 1000 nm
Heterogênea, sedimenta, 
pode ser filtrada. Ex: água 
com areia.
• Mistura de Soluções (mesmo soluto): A concentração final é a média ponderada das 
concentrações iniciais. C_f * V_f = C₁V₁ + C₂V₂.
13.7. Colóides
Os coloides possuem propriedades intermediárias entre as soluções e as suspensões. Uma 
característica marcante é o Efeito Tyndall, que é a dispersão da luz pelas partículas 
coloidais, tornando o feixe de luz visível.
13.8. Preparo de Soluções
O preparo de soluções em laboratório exige precisão. Envolve a pesagem correta do soluto, 
a dissolução em um volume de solvente e a aferição do volume final em um balão 
volumétrico.
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CAPÍTULO 14 - PROPRIEDADES 
COLIGATIVAS
As propriedades coligativas são as propriedades das soluções que dependem 
exclusivamente do número de partículas (moléculas ou íons) de soluto dissolvidas, e não 
da natureza dessas partículas. Essas propriedades são observadas quando se adiciona um 
soluto não volátil a um solvente.
O efeito coligativo é diretamente proporcional ao número de partículas de soluto na 
solução. Para solutos iônicos, que se dissociam em solução, é necessário considerar o Fator 
de Van't Hoff (i), que corrige o número de partículas. Para solutos moleculares (que não se 
ionizam, como o açúcar), i = 1.
14.1. Tonoscopia
A Tonoscopia (ou Tonometria) é o estudo da diminuição da pressão máxima de vapor de 
um solvente, causada pela adição de um soluto não volátil.
• Explicação: As partículas do soluto na superfície do líquido dificultam a evaporação 
das moléculas do solvente, resultando em uma menor pressão de vapor da solução em 
comparação com o solvente puro.
• Lei de Raoult:O abaixamento relativo da pressão de vapor é proporcional à fração 
molar do soluto.
Onde:
• ΔP = Abaixamento absoluto da pressão de vapor (P°₁ - P)
• P°₁ = Pressão de vapor do solvente puro
• P = Pressão de vapor da solução
• X₂ = Fração molar do soluto
14.2. Ebulioscopia
A Ebulioscopia (ou Ebuliometria) é o estudo da elevação da temperatura de ebulição de 
um solvente, causada pela adição de um soluto não volátil.
• Explicação: Como a pressão de vapor da solução é menor (efeito tonoscópico), é 
necessário fornecer mais energia (aumentar a temperatura) para que a pressão de 
vapor se iguale à pressão atmosférica e o líquido entre em ebulição.
• Fórmula: A elevação da temperatura de ebulição (ΔTe) é calculada por:
Onde:
• ΔTe = Variação da temperatura de ebulição (Te_solução - Te_solvente)
• Ke = Constante ebulioscópica do solvente (um valor tabelado)
• W = Molalidade da solução (mols de soluto / kg de solvente)
• i = Fator de Van't Hoff
14.3. Crioscopia
A Crioscopia (ou Criometria) é o estudo da diminuição da temperatura de congelamento de 
um solvente, causada pela adição de um soluto não volátil.
• Explicação: As partículas do soluto interferem na organização das moléculas do 
solvente para formar a estrutura cristalina do sólido, exigindo uma temperatura mais 
baixa para que o congelamento ocorra.
• Fórmula: O abaixamento da temperatura de congelamento (ΔTc) é calculado por:
Onde:
• ΔTc = Variação da temperatura de congelamento (Tc_solvente - Tc_solução)
ΔP / P°₁ = X₂
ΔTe = Ke · W · i
ΔTc = Kc · W · i
• Kc = Constante crioscópica do solvente (um valor tabelado)
• W = Molalidade da solução
• i = Fator de Van't Hoff
14.4. Osmose e Pressão Osmótica
• Osmose: É a passagem espontânea de solvente através de uma membrana 
semipermeável, do meio menos concentrado (hipotônico) para o meio mais 
concentrado (hipertônico), buscando igualar as concentrações.
• Pressão Osmótica (Π): É a pressão que deve ser aplicada sobre a solução mais 
concentrada para impedir a ocorrência da osmose.
• Lei de Van't Hoff: A pressão osmótica é calculada de forma análoga à equação dos 
gases ideais:
Onde:
• Π = Pressão osmótica
• M = Molaridade da solução (mols/L)
• R = Constante universal dos gases
• T = Temperatura absoluta (em Kelvin)
• i = Fator de Van't Hoff
Osmose Reversa: Se uma pressão superior à pressão osmótica for aplicada na solução 
mais concentrada, o fluxo de solvente se inverte (do mais concentrado para o menos 
concentrado). Este princípio é usado em processos de dessalinização da água do mar.
CAPÍTULO 15 - TERMOQUÍMICA
A Termoquímica é o ramo da Físico-Química que estuda as trocas de calor associadas às 
reações químicas e às mudanças de estado físico.
15.1. Calor e Energia
• Energia: Capacidade de realizar trabalho.
• Calor (Q): É a energia térmica em trânsito, que flui espontaneamente do corpo de 
maior temperatura para o de menor temperatura.
Π = M · R · T · i
• Reações Exotérmicas: Liberam calor para o ambiente (Q 0). A energia dos produtos é 
maior que a dos reagentes.
15.2. Entalpia (H)
A Entalpia (H) é uma grandeza que mede a energia total de um sistema, considerando a 
pressão constante. Não é possível medir a entalpia de um sistema, mas sim a sua variação.
A Variação de Entalpia (ΔH) é a quantidade de calor liberada ou absorvida em um 
processo a pressão constante.
• Para reações exotérmicas, ΔH 0.
Entalpia Padrão de Formação (ΔH°f): É a variação de entalpia na formação de 1 mol de 
uma substância a partir de suas substâncias simples no estado padrão (25°C, 1 atm, forma 
alotrópica mais estável). Por convenção, a entalpia de formação de substâncias simples no 
estado padrão é zero.
15.3. Equações Termoquímicas
Uma equação termoquímica representa uma reação química e sua respectiva variação de 
entalpia (ΔH). É fundamental que a equação especifique:
• Os estados físicos de todos os participantes (s, l, g, aq).
• A temperatura e a pressão em que a reação ocorreu (geralmente, o estado padrão).
• A variação de entalpia (ΔH).
Exemplo: C(grafite) + O₂(g) → CO₂(g) ΔH = -393,5 kJ/mol
15.4. Lei de Hess
A Lei de Hess (ou Lei da Soma dos Calores de Reação) afirma que a variação de entalpia de 
uma reação química depende apenas dos estados inicial e final, não importando o caminho 
percorrido (as etapas intermediárias).
Isso permite calcular o ΔH de uma reação que não pode ser medida experimentalmente, 
através da manipulação algébrica (soma, inversão, multiplicação) de outras equações 
termoquímicas com ΔH conhecidos.
ΔH = H_produtos - H_reagentes
Regras para manipular as equações:
1. Se a equação for invertida, o sinal do ΔH também é invertido.
2. Se a equação for multiplicada por um número, o ΔH também é multiplicado pelo 
mesmo número.
15.5. Energia de Ligação
A Energia de Ligação é a energia necessária para quebrar 1 mol de uma determinada 
ligação no estado gasoso. A quebra de ligações é um processo endotérmico (absorve 
energia, ΔH > 0), e a formação de ligações é um processo exotérmico (libera energia, ΔH 0).
16.2. Teoria das Colisões
Para que uma reação ocorra, as moléculas dos reagentes devem colidir. No entanto, nem 
toda colisão é eficaz. A Teoria das Colisões estabelece duas condições para uma colisão ser 
efetiva:
1. Orientação Favorável: As moléculas devem colidir com uma geometria que permita a 
quebra e a formação de novas ligações.
2. Energia Suficiente: A colisão deve ter uma energia mínima, chamada de Energia de 
Ativação.
16.3. Energia de Ativação (Ea)
A Energia de Ativação é a energia mínima necessária para que a colisão entre as moléculas 
dos reagentes seja efetiva e a reação ocorra. Ela representa uma barreira de energia que 
deve ser superada. O estado de transição de alta energia no topo dessa barreira é chamado 
de complexo ativado.
16.4. Fatores que Afetam a Velocidade
Vários fatores podem alterar a velocidade de uma reação:
• Concentração dos Reagentes: Um aumento na concentração dos reagentes aumenta a 
frequência de colisões, aumentando a velocidade da reação.
• Temperatura: Um aumento na temperatura aumenta a energia cinética das moléculas, 
fazendo com que mais colisões tenham energia igual ou superior à energia de ativação, 
aumentando a velocidade.
• Superfície de Contato: Para reagentes em fases diferentes (ex: sólido e líquido), um 
aumento na superfície de contato do sólido aumenta a velocidade da reação, pois mais 
partículas estão expostas para colidir.
• Pressão (para gases): Um aumento na pressão de um sistema gasoso diminui o 
volume, aumentando a concentração dos gases e, consequentemente, a frequência de 
colisões e a velocidade.
Vm = |Δ[concentração]| / Δt
• Catalisador: Substância que aumenta a velocidade de umareação sem ser consumida 
no processo.
16.5. Lei da Velocidade
A Lei da Velocidade (ou Lei de Guldberg-Waage) expressa matematicamente a relação 
entre a velocidade da reação e a concentração dos reagentes para uma reação elementar 
(que ocorre em uma única etapa).
Para uma reação genérica: aA + bB → produtos
A lei da velocidade é dada por:
Onde:
• v = velocidade da reação
• k = constante de velocidade (depende da temperatura)
• [A] e [B] = concentrações molares dos reagentes
• x e y = ordens da reação em relação a A e B, respectivamente. São determinadas 
experimentalmente.
16.6. Ordem de Reação
A ordem de uma reação em relação a um reagente é o expoente ao qual sua concentração 
é elevada na lei da velocidade. A ordem global da reação é a soma das ordens de todos os 
reagentes (x + y).
16.7. Catalisadores
Um catalisador é uma substância que aumenta a velocidade de uma reação ao fornecer 
um caminho reacional alternativo com uma menor energia de ativação. O catalisador 
participa da reação, mas é regenerado ao final, não sendo consumido.
• Catálise Homogênea: O catalisador e os reagentes estão na mesma fase.
• Catálise Heterogênea: O catalisador e os reagentes estão em fases diferentes.
• Enzimas: São catalisadores biológicos, geralmente proteínas, que atuam em reações 
bioquímicas com alta especificidade.
CAPÍTULO 17 - EQUILÍBRIO QUÍMICO
v = k · [A]ˣ · [B]ʸ
O equilíbrio químico é o estado em que as velocidades da reação direta e da reação 
inversa são iguais, e as concentrações de reagentes e produtos permanecem constantes ao 
longo do tempo. É um estado dinâmico, não estático.
17.1. Conceito de Equilíbrio
Uma reação reversível atinge o equilíbrio quando a taxa de formação de produtos (reação 
direta) se iguala à taxa de regeneração dos reagentes (reação inversa).
17.2. Constante de Equilíbrio (Kc e Kp)
A Constante de Equilíbrio (Kc) expressa a relação entre as concentrações de produtos e 
reagentes no equilíbrio, a uma dada temperatura.
Para reações envolvendo gases, pode-se usar a Constante de Equilíbrio em termos de 
pressões parciais (Kp).
• Importante: Sólidos e líquidos puros não entram na expressão da constante de 
equilíbrio.
17.3. Deslocamento de Equilíbrio (Princípio de Le 
Chatelier)
O Princípio de Le Chatelier afirma que, quando um sistema em equilíbrio é submetido a 
uma perturbação externa, ele se ajusta (desloca o equilíbrio) para minimizar o efeito dessa 
perturbação.
• Concentração:
• Aumento da [reagente]: Desloca para a direita (produtos).
• Aumento da [produto]: Desloca para a esquerda (reagentes).
• Pressão (para gases):
• Aumento da pressão: Desloca para o lado com menor volume molar (menor 
número de mols de gás).
• Diminuição da pressão: Desloca para o lado com maior volume molar.
• Temperatura:
aA + bB ⇌ cC + dD
Kc = ([C]ᶜ · [D]ᵈ) / ([A]ᵃ · [B]ᵇ)
Kp = (P_Cᶜ · P_Dᵈ) / (P_Aᵃ · P_Bᵇ)
• Aumento da temperatura: Desloca no sentido da reação endotérmica (que absorve 
calor).
• Diminuição da temperatura: Desloca no sentido da reação exotérmica (que libera 
calor).
17.4. Equilíbrio Iônico
É o equilíbrio que envolve íons em solução, como a ionização de ácidos fracos e bases 
fracas.
• Constante de Ionização (Ka e Kb): Mede a força de um ácido (Ka) ou de uma base (Kb). 
Quanto maior o valor da constante, mais forte é o eletrólito.
17.5. pH e pOH
O pH (potencial hidrogeniônico) e o pOH (potencial hidroxiliônico) são escalas 
logarítmicas que medem a acidez e a basicidade de uma solução.
• pH 7: Solução básica (alcalina)
17.6. Hidrólise Salina
A hidrólise salina é a reação entre os íons de um sal e a água, que pode alterar o pH da 
solução. Ocorre quando o sal é derivado de um ácido fraco e/ou uma base fraca.
• Sal de ácido forte e base forte: Não hidrolisa (pH = 7).
• Sal de ácido forte e base fraca: Hidrólise do cátion, solução ácida (pH 7).
17.7. Solução Tampão
Uma solução tampão é uma solução que resiste a variações bruscas de pH quando se 
adicionam pequenas quantidades de ácidos ou bases. É geralmente formada por:
• Um ácido fraco e seu sal correspondente (sua base conjugada).
pH = -log[H⁺]
pOH = -log[OH⁻]
pH + pOH = 14 (a 25°C)
• Uma base fraca e seu sal correspondente (seu ácido conjugado).
CAPÍTULO 18 - ELETROQUÍMICA
A Eletroquímica estuda a relação entre reações químicas e energia elétrica. Ela abrange 
dois processos principais: a conversão de energia química em energia elétrica (pilhas) e a 
conversão de energia elétrica em energia química (eletrólise).
18.1. Número de Oxidação e Reações de Oxirredução
As reações eletroquímicas são reações de oxirredução (redox), onde ocorre transferência 
de elétrons.
• Oxidação: Perda de elétrons. O número de oxidação (NOX) do elemento aumenta.
• Redução: Ganho de elétrons. O número de oxidação (NOX) do elemento diminui.
• Agente Oxidante: A espécie que provoca a oxidação (e sofre redução).
• Agente Redutor: A espécie que provoca a redução (e sofre oxidação).
18.2. Célula Galvânica (Pilhas)
Uma pilha ou célula galvânica é um dispositivo que produz corrente elétrica a partir de 
uma reação de oxirredução espontânea.
• Componentes:
• Ânodo: O eletrodo onde ocorre a oxidação. É o polo negativo da pilha.
• Cátodo: O eletrodo onde ocorre a redução. É o polo positivo da pilha.
• Ponte Salina: Um tubo contendo uma solução salina que conecta as duas 
semicélulas, permitindo a migração de íons para manter a neutralidade elétrica do 
sistema.
• Exemplo (Pilha de Daniell):
• Ânodo: Zn(s) → Zn²⁺(aq) + 2e⁻
• Cátodo: Cu²⁺(aq) + 2e⁻ → Cu(s)
• Reação Global: Zn(s) + Cu²⁺(aq) → Zn²⁺(aq) + Cu(s)
18.3. Potencial de Eletrodo
O potencial de eletrodo (E) é a medida da tendência de uma espécie em ganhar ou perder 
elétrons. O potencial padrão de redução (E°) é medido em relação ao Eletrodo Padrão de 
Hidrogênio (EPH), ao qual se atribui E° = 0 V.
A diferença de potencial (ddp) ou força eletromotriz (fem) de uma pilha é a diferença 
entre os potenciais dos dois eletrodos.
Uma reação é espontânea se ΔE° > 0.
18.4. Equação de Nernst
A Equação de Nernst relaciona o potencial de uma célula (E) com suas concentrações em 
condições não-padrão.
Onde Q é o quociente reacional.
18.5. Eletrodos de Referência e Indicadores
• Eletrodo de Referência: Possui um potencial conhecido e constante. Ex: Eletrodo de 
Calomelano Saturado (ECS), Eletrodo de Prata/Cloreto de Prata.
• Eletrodo Indicador: Seu potencial varia com a concentração da espécie de interesse. 
Ex: Eletrodo de vidro para medir pH.
18.6. Eletrólise (Ígnea e Aquosa)
A eletrólise é o processo em que uma corrente elétrica externa força a ocorrência de uma 
reação de oxirredução não espontânea.
• Eletrólise Ígnea: Ocorre com a substância iônica fundida (líquida), sem a presença de 
água.
• Eletrólise Aquosa: Ocorre com a substância iônica dissolvida em água. Neste caso, a 
água também pode sofrer oxidação ou redução, e é necessário comparar os potenciais 
para determinar qual reação ocorre preferencialmente.
18.7. Leis de Faraday
As Leis de Faraday relacionam quantitativamente a quantidade de substância produzida 
ou consumida na eletrólise com a quantidade de carga elétrica que atravessa o sistema.
ΔE° = E°_cátodo - E°_ânodo (usando os potenciais de redução)
E = E° - (RT/nF) · ln(Q)
• 1ª Lei: A massa de substância eletrolisada é diretamente proporcional à quantidade de 
carga elétrica (Q) que atravessa a célula.
• 2ª Lei: Para uma mesma quantidade de carga, a massa de diferentes substâncias 
eletrolisadas é proporcional aos seus respectivos equivalentes-grama.
18.8. Corrosão
A corrosão é um processo eletroquímico espontâneo que degrada os metais, como a 
ferrugem do ferro. O metal é oxidado na presença de um agente oxidante (geralmente o 
oxigênio do ar) e um eletrólito (como a umidade).
• Proteção contra Corrosão:
• Revestimentos: Pintura, óleos, etc.
• Metais de Sacrifício: Utiliza-se um

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