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Caipira é aquele que fala o dialeto caipira. É o idioma brasileiro, mas com palavras tupi e sotaque da língua brasileira. A língua brasileira é o nheengatu, que existiu no Brasil até ser proibida por Portugal, no século 18. Seu nome parece coisa de índio, e é. O nheengatu incorpora a fala dos índios tupi, que ocupavam o litoral brasileiro. Na verdade, até hoje, quem se refere ao Ibirapuera, fica jururu, come abacaxi ou se pendura num cipó está se expressando nessa língua. [...] Os índios tinham dificuldade em falar palavras portuguesas como os verbos no infinitivo. E também palavras com consoantes dobradas (rr) ou terminadas em consoante. Além disso, colocavam vogal entre consoantes. Mulher, colher e orelha viraram muié, cuié e oreia. De sua dificuldade com o “erre”, vem o “pooorta”, reflexivo, com a língua tocando o céu da boca. Martins esclarece que “o dialeto caipira não é um erro, é uma língua dialetal”. Mais do que isso: “É uma invenção linguística musical e social.” Disponível em: www.estadao.com.br. Acesso em: 27 ago. 2025. O texto traz uma abordagem histórica sobre uma variação linguística popular no Brasil. Segundo os exemplos apresentados, o dialeto caipira classifica-se como dialeto A) histórico, com variações na morfologia da língua. cancel B) situacional, com variações na sintaxe da língua. cancel C) regional, com variações na semântica da língua. cancel D) social, com variações na fonética da língua. E) diafásico, com variações no léxico da língua.
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EVANDRO

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o texto e as alternativas: O texto fala sobre o dialeto caipira, que apresenta variações na pronúncia (exemplo: "muié" para "mulher", "cuié" para "colher", "oreia" para "orelha"), ou seja, variações na fonética (sons da fala). Também menciona a influência do nheengatu e a adaptação das palavras portuguesas pelos índios. Agora, as alternativas: A) histórico, com variações na morfologia — morfologia trata da estrutura das palavras (prefixos, sufixos), não é o foco principal aqui. B) situacional, com variações na sintaxe — sintaxe é a organização das palavras na frase, não é o foco. C) regional, com variações na semântica — semântica é o significado das palavras, o texto não destaca mudança de significado. D) social, com variações na fonética — social refere-se a variações ligadas a grupos sociais, e o texto fala do dialeto caipira como uma variação social, com mudanças na pronúncia (fonética). E) diafásico, com variações no léxico — diafásico é variação de linguagem conforme situação, e léxico é o vocabulário; o texto não enfatiza variações situacionais ou de vocabulário. Portanto, a alternativa correta é: D) social, com variações na fonética da língua.

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