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Uma estudante de medicina de 22 anos apresenta episódios recorrentes de perda de consciência desde a adolescência, geralmente em situações de estresse emocional intenso ou durante prolongada permanência em pé em ambientes quentes. Ela descreveu que, momentos antes de perder a consciência, sentia tontura, visão turva, suor frio e náuseas. O último episódio aconteceu há 2 dias, enquanto estava em pé em uma fila. Nega doenças prévias e afirmou que se sente saudável. Não foram encontradas alterações ao exame físico. O Holter de 24 horas, o eletrocardiograma e o ecocardiograma estavam dentro da normalidade.
A paciente queria saber o que fazer ao pressentir uma nova sensação de desmaio. Nesse caso, médico deve orientá-la a:
A) ficar na ponta dos pés e alternar o peso de um pé para o outro.
B) cruzar os braços e respirar fundo, soltando o ar em seguida.
C) apertar as mãos e cruzar as pernas, fazendo contração bilateralmente.
D) elevar os braços acima da cabeça e mantê-los nessa posição até que os sintomas melhorem.
E) respirar rapidamente dentro de um saco plástico.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

A paciente apresenta quadro típico de síncope vasovagal, caracterizada por episódios de perda de consciência desencadeados por estresse emocional ou ortostatismo prolongado, com sintomas prévios como tontura, visão turva, suor frio e náuseas. Para evitar a perda de consciência, as manobras físicas que aumentam o retorno venoso e a pressão arterial são indicadas. Analisando as alternativas: A) Ficar na ponta dos pés e alternar o peso de um pé para o outro – não é uma manobra recomendada para prevenir síncope. B) Cruzar os braços e respirar fundo, soltando o ar em seguida – não é eficaz para prevenir síncope vasovagal. C) Apertar as mãos e cruzar as pernas, fazendo contração bilateralmente – essa é a manobra de contração muscular isométrica que ajuda a aumentar o retorno venoso e prevenir a síncope. D) Elevar os braços acima da cabeça e mantê-los nessa posição – não é uma manobra recomendada para esse caso. E) Respirar rapidamente dentro de um saco plástico – indicado para hiperventilação, não para síncope vasovagal. Portanto, a orientação correta é a alternativa: C) apertar as mãos e cruzar as pernas, fazendo contração bilateralmente.

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Paciente, 45 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com esmagamento em membros inferiores, permanecendo preso às ferragens por aproximadamente 4 horas. É resgatado e levado ao pronto-socorro. Na admissão, apresenta-se hipotenso (PA de 85/50 mmHg), taquicárdico (FC de 120 bpm), desidratado (++/4+) e com dor intensa e edema em ambas as coxas. Os exames laboratoriais iniciais mostram: ureia = 100 mg/dL; creatinina = 3,8 mg/dL; potássio = 6,1 mEq/L; fósforo = 5,9 mg/dL; cálcio iônico = 1,05 mmol/L (VR: 1,15-1,30); e creatinofosfoquinase (CPK) = 85.000 U/L. A análise de urina (urina I) revela pH = 5,5, densidade = 1.010, fita reagente (dipstick) positiva (+++) para "sangue", e a sedimentoscopia evidencia 2 eritrócitos por campo, além de múltiplos cilindros granulosos.
Considerando o diagnóstico do paciente, que alternativa descreve corretamente a conduta terapêutica inicial prioritária e seu principal objetivo fisiopatológico?
A) Administrar gluconato de cálcio 10% endovenoso para estabilização de membrana miocárdica, visando prevenir a nefrocalcinose e a precipitação de cálcio nos túbulos lesionados.
B) Iniciar terapia renal substitutiva (hemodiálise) de urgência, objetivando a remoção eficaz da mioglobina circulante, que é o principal agente nefrotóxico glomerular.
C) Administrar furosemida em bólus endovenoso para induzir diurese forçada, visando diminuir a reabsorção de mioglobina e prevenir a vasoconstrição da arteríola aferente.
D) Promover alcalinização urinária com bicarbonato de sódio endovenoso como medida isolada inicial, para aumentar o pH urinário acima de 7,0, tornando a mioglobina mais solúvel e menos tóxica.
E) Realizar expansão volêmica vigorosa com solução salina isotônica (0,9%), objetivando manter um débito urinário elevado (ex.: 200-300 mL/h) para diluir a mioglobina intratubular, prevenir a formação de cilindros obstrutivos e reduzir a nefrotoxicidade direta do grupo heme.

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