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Leia o trecho de uma Proclamação da Assembleia Geral à população brasileira, realizada após a abdicação de d. Pedro I em 1831.

Brasileiros! Um acontecimento extraordinário veio surpreender todos os cálculos da humana prudência; uma revolução gloriosa foi operada pelos esforços e patriótica união do povo e tropa do Rio de Janeiro, sem que fosse derramada uma só gota de sangue […]. Brasileiros! Já não devemos corar deste nome: a Independência da nossa Pátria, as suas Leis vão ser desde este dia uma realidade.

(Ilmar Rohloff de Mattos. “O gigante e o espelho”. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (orgs.). O Brasil Imperial, volume II: 1831-1870, 2009.)
Considerando a Proclamação da Assembleia Geral, a abdicação de d. Pedro I representou
(A) a contestação à manutenção da escravidão.
(B) a formação da unidade do povo brasileiro.
(C) a autonomia dos brasileiros frente ao governo central.
(D) o início efetivo da emancipação política brasileira.
(E) o fim das revoltas regenciais no Brasil.
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Aprendendo Através de Exercícios

há 4 meses

Respostas

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há 4 meses

Vamos analisar o contexto da abdicação de Dom Pedro I em 1831 e a Proclamação da Assembleia Geral: - A abdicação de Dom Pedro I marcou o fim do seu governo e a transferência do poder para seu filho, Dom Pedro II, que ainda era menor de idade, iniciando o período regencial. - A proclamação fala da Independência da Pátria e das leis que passam a ser uma realidade, indicando um avanço na autonomia política do Brasil. - Não houve, nesse momento, o fim da escravidão (que só seria abolida em 1888). - Também não foi o fim das revoltas regenciais, pois o período regencial foi marcado por várias revoltas. - A unidade do povo brasileiro é mencionada, mas a ênfase maior está na autonomia e na independência política. Portanto, a alternativa correta é: (C) a autonomia dos brasileiros frente ao governo central.

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Leia o trecho do romance O Karaíba: Uma história do pré-Brasil, de Daniel Munduruku, para responder às questões de 02 a 06.

1 O sol nem tinha dado cores à floresta quando Perna Solta pulou de sua rede. Não conseguia dormir havia muitos dias por causa dos burburinhos que se ouvia na aldeia. Havia medo e revolta espalhados pelo ar, e ele não compreendia direito o que se passava.

Saiu da casa logo após atiçar o fogo que estava ficando fraco e deixando seus outros habitantes com frio. Havia chovido na noite anterior, e uma brisa violenta tinha se abatido sobre as casas, gerando nas pessoas espanto e temor. Mesmo a pequena Yrá, sua irmã mais jovem, que sempre teve espírito de bravura, ficou recolhida no colo da mãe, mirando o horizonte com olhos arregalados. O que estaria por acontecer?

O jovem foi até a beira do rio que banha sua aldeia e acocorou-se, enquanto percebia que o alvoroço da noite anterior estava refletido também nas calmas águas daquele parente. Mesmo assim, fitou o rio e deixou que seus pensamentos voltassem para um passado próximo, a fim de que refrescassem sua memória e lhe ajudassem a entender o que estava acontecendo.

Lembrou do velho Karaíba, que havia passado por sua aldeia há pouco tempo e tinha dito coisas assustadoras que aconteceriam dentro em breve. Entre elas, disse que aquele mundo conhecido por todos acabaria e tudo seria destruído pela passagem de um grande monstro vindo de outros cantos.

5 Ele disse: “Minhas visões trazem sinais terríveis. Não sobrarão nem vestígios de nossa passagem sobre esta terra onde nossos pais viveram. O monstro virá e destruirá nossa memória e nossos caminhos. Tudo será revirado: as águas, a terra, os animais, as plantas, os lugares sagrados. Tudo.”

Foram palavras fortes, que abalaram a comunidade, e muitos acreditavam que a tempestade dos últimos dias tinha sido o sinal desses acontecimentos.

Perna Solta nunca tinha visto seu povo chorar que não fosse por luto ou ritual. Nunca havia presenciado fortes guerreiros amedrontados. O que haveria mesmo de acontecer? Estariam preparados para um tempo novo que começaria amanhã?
O discurso indireto livre consiste em, conservando os enunciados próprios do nosso interlocutor, não fazer-lhe referência direta. Como ensina o linguista Mattoso Câmara, mediante o estilo indireto livre reproduz-se a fala dos personagens sem os verbos que anunciam o discurso.

(Evanildo Bechara. Moderna Gramática Portuguesa, 2009. Adaptado.)

Verifica-se o uso de discurso indireto livre no seguinte trecho:
(A) “muitos acreditavam que a tempestade dos últimos dias tinha sido o sinal desses acontecimentos.” (6o parágrafo)
(B) “Ele disse: ‘Minhas visões trazem sinais terríveis.’” (5o parágrafo)
(C) “Nunca havia presenciado fortes guerreiros amedrontados. O que haveria mesmo de acontecer?” (7o parágrafo)
(D) “O jovem foi até a beira do rio que banha sua aldeia e acocorou-se” (3o parágrafo)
(E) “O sol nem tinha dado cores à floresta quando Perna Solta pulou de sua rede.” (1o parágrafo)

Leia o texto para responder às questões de 08 a 10.

1 In 2024, “brain rot”1 was crowned Oxford Dictionary’s Word of the Year, a term which captured concerns about the impact of consuming “excessive amounts of low-quality online content, especially on social media.” Now, a recent study confirms that brain rot is not only real and more than a side-effect: it’s a real neurocognitive syndrome that causes measurable damage.

The study directly connects short-form video content from algorithm-driven platforms such as TikTok, Instagram Reels and YouTube Shorts to brain rot. Researchers analyzed data from 98,299 participants across 71 studies and discovered that the more short-form content a person watches, the poorer cognitive performance they had when it comes to attention and inhibitory control.

The study states: “According to this framework, repeated exposure to highly stimulating, fast-paced content may contribute to habituation, a process in which users become less sensitive to slower, more challenging cognitive tasks such as reading, problem solving, or deep learning.”

Habituation stimulates the brain’s reward system which, according to the study, reinforces habitual use, which can lead to “social isolation, lower life satisfaction, and even self-esteem and body image.” As if that wasn’t bad enough, increased use of the platforms is also tied to poorer sleep, increased anxiety, and loneliness.

5 In short, excessive exposure to low-quality digital content has a noticeable impact on how the brain functions. The more people watch shorts on platforms like TikTok, the more their attention span2 is diminished, impacting their mental health and critical thinking in the process.

(David Mouriquand. www.euronews.com, 24.11.2025. Adaptado.)

1 brain rot: “apodrecimento do cérebro”; refere-se à danificação do estado mental de uma pessoa.
2 attention span: capacidade de concentração.
No contexto em que se insere, o trecho sublinhado que indica efeito é:
(A) “In 2024, ‘brain rot’ was crowned Oxford Dictionary’s Word of the Year, a term which captured concerns about the impact of consuming ‘excessive amounts of low-quality online content’” (1o parágrafo).
(B) “Researchers analyzed data from 98,299 participants across 71 studies” (2o parágrafo).
(C) “The study directly connects short-form video content from algorithm-driven platforms such as TikTok, Instagram Reels and YouTube Shorts to brain rot” (2o parágrafo).
(D) “The more people watch shorts on platforms like TikTok, the more their attention span is diminished” (5o parágrafo).
(E) “As if that wasn’t bad enough, increased use of the platforms is also tied to poorer sleep, increased anxiety, and loneliness” (4o parágrafo).

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