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Caso 1 Mulher com 48 anos de idade procurou assistência médica devido à sua palidez e fadiga aos menores esforços. O exame clínico revelou anemia e o médico solicitou os seguintes exames laboratoriais: Perguntas 1. Como você faria a interpretação dos resultados laboratoriais? 2. Como você explicaria as causas da anemia? Caso 2 Mulher com 55 anos de idade é portadora de hipertensão essencial, com pressão arterial constantemente elevada apesar do uso de quatro drogas diferentes para o tratamento. Há poucas semanas, o médico iniciou o tratamento com metildopa, porém, ontem, ela teve que procurar a emergência, pois não estava se sentindo bem. Foram solicitados vários exames laboratoriais, cujos resultados foram os seguintes: Urobilinogênio urinário, contagem de reticulócitos e teste de Coombs (antiglobulina direta) foram solicitados posteriormente. Perguntas 1. Interprete os resultados. 2. Qual é o diagnóstico referendado pelos resultados dos exames e história da paciente? Caso 3 Homem com 35 anos de idade e há 15 anos diagnosticado como portador de Doença de Crohn foi submetido a várias cirurgias nos últimos dez anos. Sua mais recente cirurgia envolveu a ressecção e anastomose do intestino delgado. Os exames realizados recentemente mostraram os seguintes resultados: Perguntas 1. Como você interpreta esses resultados? 2. Qual a fisiopatologia desta anemia? Caso 4 Menino de três anos de idade, com diagnóstico de anemia falciforme desde os 6 meses de vida, começou a apresentar tosse seca e rinorreia hialina há dois dias. Evoluiu com febre (T 38,6ºC), sem sudorese noturna ou calafrios, associada a dor de forte intensidade em membros inferiores (acompanhante relata que as queixas eram principalmente na região entre joelhos e tornozelos) sem edema ou sinais flogísticos na região, além de mudança do padrão da tosse que se tornou produtiva com secreção esverdeada. Nega falta de ar, dor torácica ou abdominal. Faz uso de ácido fólico, hidroxiureia e penicilina V em casa. Procurou então atendimento médico em serviço de emergência pediátrica. Ao exame: estado geral regular, fases de dor, febril ao toque, hipocorado (2+/4+), desidratado, paciente irritado e choroso durante o exame. FR: 44 irpm; FC: 115 bpm; normotensa; SatO2 95%. Ritmo cardíaco regular taquicárdico em dois tempos, com bulhas normofonéticas e sem sopros. Murmúrios vesiculares universalmente presentes, mas rudes; com presença de crepitações e roncos em hemitórax direito. Presença de tiragem de fúrcula. Abdome: plano, sem presença de lesões cutâneas ou abaulamentos, ruídos hidroaéreos presentes. Timpânico à percussão. À palpação, abdome tenso, mas indolor, sem massas ou visceromegalias palpáveis. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos, tempo de enchimento capilar menor que 3 segundos e sem edema. PCR: 14,65. • Exames para avaliação da função renal e hepática normais. • Raio-x de tórax: presença de consolidação em terço médio de pulmão direito. Discussão do caso clínico 1. Quais as complicações agudas da anemia falciforme presentes nesse paciente? 2. Qual é a fisiopatologia associada às manifestações do paciente em questão? 3. Como deve ser feito o manejo de pacientes com Anemia Falciforme no departamento de emergência? Caso 5 Criança, idade quatro anos, sexo masculino, chega ao PSF de seu bairro, acompanhada da mãe, com história de trauma no pé direito quando jogava futebol com os amigos. O paciente foi previamente cuidado por medidas locais pelos pais e, devido à não melhora do quadro, procurou auxílio no PSF, onde realizaram limpeza e esterilização local, curativo e o receitaram o uso de cefalexina domiciliar. Dois dias após, os sintomas persistiram, buscando ajuda, agora, na Santa Casa da Misericórdia de Sobral, com sangramento e hematoma no pé direito persistentes, onde foi realizado desbridamento e hemostasia local. Após melhora, recebeu alta. Dois dias depois, o paciente retornou ao hospital com aumento do hematoma no pé, necessitando da realização de dois novos desbridamentos e iniciado investigação laboratorial. Resultados significativos: • Fator VIII - 4.4% (VR: 70 a 150%) e tempo de trombina diminuído. Questões para orientar a discussão 1. Qual a hipótese diagnóstica? 2. Qual é a importância do sexo em relação a esta doença? 3. Qual a conduta neste caso? Caso 6 Mulher de 39 anos com histórico médico de colecistectomia laparoscópica em 2021 apresentou queixas de fraqueza generalizada progressiva, formigamento periorbital e tontura há um mês. A paciente relatou que os sintomas eram constantes, mas exacerbados pelo esforço excessivo. Seu ciclo menstrual foi descrito como regular e leve, sem coágulos. A paciente afirmou que come carne vermelha, laticínios e vegetais diariamente, negando dieta vegetariana ou vegana. O histórico social era negativo para uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas. A paciente negou qualquer medicamento ou suplemento prescrito, além de um multivitamínico diário. O histórico familiar era negativo, incluindo câncer de cólon ou qualquer malignidade gastrointestinal. A revisão dos sistemas foi negativa no geral, incluindo sintomas de sangramento ativo, sintomas do tipo B, alterações intestinais, síncope, erupção cutânea, mialgias, úlceras orais e artralgias. À apresentação, o paciente encontrava-se hemodinamicamente estável e sem sofrimento agudo, com sinais vitais dentro dos limites normais, exceto por taquicardia sinusal de 110 batimentos por minuto, pressão arterial de 115/69 mmHg e IMC de 27. O exame físico revelou palidez subconjuntival leve e enchimento capilar superior a três segundos. Não foram visualizados achados cutâneos ou ungueais, coiloníquia, glossite, anormalidades da marcha ou déficits neurológicos focais. Perguntas 1. Qual a hipótese diagnóstica mais provável? 2. Qual é a fisiopatologia desta doença? image7.png image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png