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A missão espacial SPHEREx, da NASA, foi projetada para realizar um mapa espectroscópico de todo o céu e gerar dados que ajudam a esclarecer eventos cósmicos ocorridos nos primeiros instantes após o Big Bang. Um dos objetivos científicos centrais da missão é investigar a chamada inflação cósmica, um período extremamente breve de expansão exponencial do espaço que teria ocorrido logo depois do Big Bang. Essa inflação é considerada fundamental para explicar características observadas hoje, como a uniformidade da radiação cósmica de fundo e a distribuição em larga escala das galáxias. Embora a inflação seja um elemento essencial da cosmologia moderna, a física que realmente explica esse processo ainda não está completamente compreendida e é alvo de estudo de missões como a SPHEREx.
Considerando o texto acima e os conhecimentos científicos sobre as teorias da origem do universo, qual das alternativas abaixo descreve corretamente a relação entre o Big Bang e a inflação cósmica?
A A inflação cósmica substitui a Teoria do Big Bang, apresentando um modelo totalmente diferente em que o universo não teria passado por uma fase de alta densidade e temperatura iniciais.
B A Teoria do Big Bang e a hipótese da inflação cósmica são compatíveis: enquanto o Big Bang descreve a origem do universo como uma expansão geral, a inflação seria uma fase extremamente rápida dessa expansão inicial.
C A inflação cósmica foi descartada pela missão SPHEREx, que indica que o universo sempre existiu em um estado estacionário, sem um começo definido no tempo.
D Segundo a hipótese da inflação cósmica, o universo permaneceu em um estado estático por bilhões de anos antes do Big Bang, que teria sido o evento que iniciou a expansão atual.
E A Teoria do Big Bang sugere que a inflação cósmica aconteceu bilhões de anos após a formação das primeiras galáxias, sendo responsável pela aceleração observada atualmente.
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Aprendendo com Desafios

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar as alternativas com base no conhecimento científico atual sobre o Big Bang e a inflação cósmica: A) Incorreta. A inflação cósmica não substitui a Teoria do Big Bang, mas é uma fase dentro do modelo do Big Bang. B) Correta. A Teoria do Big Bang descreve a origem e expansão do universo, e a inflação cósmica é uma fase muito rápida dessa expansão inicial, explicando a uniformidade e distribuição observadas. C) Incorreta. A missão SPHEREx não descartou a inflação; pelo contrário, ela busca estudar essa fase. D) Incorreta. A hipótese da inflação não sugere um estado estático antes do Big Bang. E) Incorreta. A inflação ocorreu nos primeiros instantes após o Big Bang, não bilhões de anos depois. Portanto, a alternativa correta é: B) A Teoria do Big Bang e a hipótese da inflação cósmica são compatíveis: enquanto o Big Bang descreve a origem do universo como uma expansão geral, a inflação seria uma fase extremamente rápida dessa expansão inicial.

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Leia o texto a seguir. Ao longo das últimas décadas, programas de observação em cosmologia física utilizaram radiotelescópios terrestres e satélites dedicados para mapear um campo de radiação eletromagnética presente em todas as direções do céu. As medições mostram que essa radiação preenche o espaço cósmico de forma quase isotrópica, com temperatura efetiva próxima de 2,7 K, e apresenta um espectro extremamente bem ajustado ao de um corpo negro em equilíbrio térmico. Observações de alta precisão revelaram ainda anisotropias de baixa amplitude, descritas em termos de flutuações de intensidade e de temperatura em diferentes ângulos na esfera celeste. Esses mapas de toda a abóbada celeste, construídos em coordenadas adequadas à expansão cosmológica, permitem analisar a estatística dessas anisotropias, os modos angulares associados às flutuações e sua compatibilidade com modelos de universo homogêneo e isotrópico em grande escala. Em particular, a combinação entre o espectro de corpo negro, a temperatura extremamente baixa atualmente medida e a quase uniformidade angular do sinal constitui um conjunto de dados central na confrontação entre diferentes cenários de evolução cosmológica.
Esse conjunto de dados constitui evidência de que o Universo teve uma fase
A muito fria e pouco densa, cuja energia se concentrou sobretudo na formação das primeiras grandes estruturas, gerando um campo de radiação associado principalmente às vizinhanças dessas estruturas e não ao espaço como um todo.
B extremamente quente e opaca, cuja radiação se desacoplou da matéria durante a expansão, gerando um campo de radiação de baixa temperatura hoje observado de forma quase isotrópica em toda a esfera celeste.
C em equilíbrio térmico apenas local e temporário, cuja distribuição de energia variou fortemente entre regiões, gerando um campo de radiação restrito a áreas específicas em vez de preencher todo o céu.
D em equilíbrio térmico permanente, cuja distribuição de energia se manteve praticamente inalterada, gerando um campo de radiação sem variações significativas no espaço e no tempo.

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