A entrega do diagnóstico de câncer de boca é um dos momentos mais difíceis e impactantes da prática clínica odontológica, exigindo do cirurgião-dentista preparo, empatia e técnica, como o uso do protocolo SPIKES. Você atende uma paciente de 38 anos, sem histórico de tabagismo ou etilismo, que foi submetida a uma biópsia de uma massa exofítica em borda de língua. O laudo histopatológico retorna como "Carcinoma de Células Escamosas". Ao receber a notícia, a paciente entra em estado de choque, começa a chorar compulsivamente e diz: "Isso é um erro do laboratório! Eu sou jovem, eu não fumo, eu não posso ter câncer, eu vou morrer!". Aplicando as etapas "E" (Empatia) e "S" (Estratégia/Resumo) do protocolo SPIKES, qual deve ser a postura do dentista? A Transferir a responsabilidade da notícia, fechando o envelope e orientando a paciente a abri-lo apenas na presença de um médico oncologista, pois o cirurgião-dentista não possui respaldo legal para comunicar malignidade. B Invalidar a negação da paciente, mostrando as fotos cirúrgicas e a lâmina histopatológica para provar cientificamente que o laboratório não errou, e prescrever ansiolíticos de imediato. C Interromper