Na peça apresentada, o interveniente sustenta, em síntese, que: a) figura como condômino do imóvel matriculado sob o n.º 7.601, do Cartório de Registro de Imóveis local, em razão de sucessão hereditária, motivo pelo qual pretende ser admitido no feito na qualidade de terceiro interessado, nos termos do art. 119 do Código de Processo Civil; b) todos os demais condôminos deveriam ter sido intimados da penhora e dos atos subsequentes, sob pena de nulidade, com fundamento nos arts. 842 e 843 do Código de Processo Civil; c) o imóvel constrito seria impenhorável, por constituir bem de família, uma vez que teria pertencido ao genitor do interveniente e avô dos executados, sempre servindo como residência única do núcleo familiar, e, atualmente, ainda serviria de moradia do próprio interveniente, o qual não teria outro imóvel; d) a impenhorabilidade decorrente da Lei n.º 8.009/1990 poderia ser arguida a qualquer tempo, por se tratar de matéria de ordem pública, não estando sujeita à preclusão. Pretende, ao final, o reconhecimento da impenhorabilidade e a desconstituição da penhora lavrada no mov. 153.1.