O tema da "Inclusão e Diversidade" é tratado nos PCNs como um princípio ético e metodológico inegociável. O documento reconhece que a Educação Física escolar tem sido historicamente um espaço de exclusão dos menos aptos, das meninas (em certas práticas), e das pessoas com deficiência. Para reverter este quadro, os parâmetros propõem estratégias específicas de intervenção pedagógica que garantam o acesso e a permanência de todos os alunos nas atividades. Considerando as orientações didáticas para uma prática inclusiva e a necessidade de respeito às diferenças de gênero, etnia, habilidades físicas e condições sociais, identifique a alternativa que apresenta a conduta docente correta perante a heterogeneidade da turma. A diversidade deve ser tratada através da padronização absoluta das atividades, onde todos os alunos são obrigados a realizar exatamente os mesmos exercícios, com as mesmas exigências de tempo e performance, sob o argumento da igualdade de direitos. Se um aluno não consegue realizar a tarefa devido a uma limitação física ou deficiência, o professor deve incentivá-lo a continuar tentando até conseguir, sem oferecer adaptações, pois o mundo real não oferece adaptações. Os PCNs defendem que a superação das dificuldades só ocorre através do enfrentamento da realidade dura e crua, e que adaptar o jogo seria uma forma de paternalismo que enfraquece o caráter do aluno. Diante da presença de alunos com deficiência ou dificuldades motoras acentuadas, a orientação dos PCNs é que o professor os dispense das aulas práticas, solicitando que realizem apenas trabalhos teóricos na biblioteca ou observem os colegas da arquibancada. O documento justifica essa postura afirmando que a adaptação das regras e materiais dos esportes descaracteriza a modalidade e prejudica a aprendizagem da técnica correta pelos alunos ditos "normais". A verdadeira inclusão, neste caso, seria proteger o aluno com deficiência da exposição ao fracasso prático, garantindo-lhe a aprovação através de meios alternativos que não envolvam o corpo.