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Matemática

ESTÁCIO
Laura tem 38 anos e é professora do ensino fundamental. Há cerca de dois anos, vem apresentando dificuldade progressiva para ouvir em ambientes ruidosos, especialmente em reuniões pedagógicas e durante as aulas. Relata que, no ouvido direito, sente que os sons chegam “abafados”, enquanto no ouvido esquerdo percebe os sons com maior intensidade, porém às vezes distorcidos. Não há histórico de otites, traumas cranianos ou exposição ocupacional intensa a ruídos. Sua mãe também apresentou perda auditiva progressiva na quinta década de vida. Laura foi encaminhada à clínica de audiologia para avaliação completa. Os resultados obtidos foram os seguintes: Orelha direita: timpanograma Tipo As, com pico de admitância preservado próximo a 0 daPa e amplitude reduzida; imitância estática dentro dos limites inferiores de normalidade; reflexo acústico ausente em todas as frequências testadas (ipsilateral e contralateral); audiometria tonal com perda neurossensorial de grau moderado. Emissões otoacústicas transientes (TEOAE) ausentes à direita. Orelha esquerda: timpanograma Tipo A normal; imitância estática normal; reflexos acústicos presentes em intensidades compatíveis com recrutamento; audiometria tonal com perda neurossensorial de grau
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Angela de Andrade Costa

mês passado

Respostas

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mês passado

Com base no caso apresentado, vamos analisar passo a passo: 1. Sintomas e histórico: Laura tem dificuldade progressiva para ouvir em ambientes ruidosos, com sensação de sons abafados no ouvido direito e sons distorcidos no esquerdo. Não há histórico de otites ou exposição a ruídos, mas há histórico familiar de perda auditiva progressiva. 2. Resultados da avaliação audiológica: - Orelha direita: timpanograma tipo As (indicando rigidez na cadeia ossicular ou membrana timpânica), pico de admitância preservado, amplitude reduzida, reflexo acústico ausente, perda neurossensorial moderada e ausência de emissões otoacústicas (TEOAE). - Orelha esquerda: timpanograma tipo A (normal), reflexos acústicos presentes com recrutamento, perda neurossensorial (grau não especificado no trecho). 3. Interpretação: - A perda neurossensorial progressiva, especialmente com histórico familiar, sugere uma possível doença genética ou degenerativa do ouvido interno, como a doença de otosclerose ou neuropatia auditiva. - O timpanograma tipo As na orelha direita indica possível rigidez na cadeia ossicular, o que pode estar associado a otosclerose. - A ausência de reflexos acústicos e de emissões otoacústicas na orelha direita reforça a disfunção coclear ou retrococlear. - O recrutamento no ouvido esquerdo indica lesão coclear típica. 4. Conclusão e conduta: - Laura apresenta perda auditiva neurossensorial bilateral, com características sugestivas de otosclerose ou neuropatia auditiva. - É importante realizar exames complementares, como potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE) e avaliação médica otorrinolaringológica. - O tratamento pode incluir o uso de aparelhos auditivos, acompanhamento audiológico e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. - A orientação sobre o impacto da perda auditiva no trabalho e estratégias de comunicação também são essenciais. Resumo: Laura apresenta perda auditiva neurossensorial progressiva bilateral, com sinais sugestivos de otosclerose ou neuropatia auditiva, necessitando de avaliação médica e audiológica detalhada para diagnóstico definitivo e tratamento adequado.

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