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Invasão estrangeira, revolta popular, deslocamento do eixo econômico em decorrência da descoberta do ouro, insatisfação das elites, desvendamento de segredos que garantiam a riqueza imperial lusitana e apagavam alianças internacionais, essas as muitas faces da crise desabada sobre a América portuguesa e responsável pelo reordenamento do Império, nunca mais o mesmo desde então, e mais que nunca fadado a um destino atlântico. SOUZA, Laura de Mello e. O sol e a sombra: política e administração na América portuguesa do século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 105.
No contexto descrito, o reordenamento político foi responsável pelo(a)
A. ampliação do poder econômico dos latifundiários.
B. aumento das tensões sociais com a autonomia política.
C. substituição das práticas mercantilistas pelo liberalismo.
D. redefinição das fronteiras na extensão da América lusa.
E. fortalecimento da administração portuguesa na colônia.
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Portuguesando

há 3 semanas

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há 3 semanas

Vamos analisar o contexto e as alternativas: O texto fala sobre uma crise na América portuguesa no século XVIII, causada por invasão estrangeira, revolta popular, deslocamento econômico devido à descoberta do ouro, insatisfação das elites e desvendamento de segredos que afetavam a riqueza imperial lusitana. Isso levou a um reordenamento do Império, que ficou mais voltado para o Atlântico. Esse reordenamento político no século XVIII, especialmente após a crise, está relacionado ao fortalecimento do controle administrativo português sobre a colônia, com medidas para aumentar a fiscalização, controle e arrecadação, como as reformas pombalinas. Analisando as alternativas: A. Ampliação do poder econômico dos latifundiários – não é o foco principal do reordenamento político citado, que visa controle centralizado. B. Aumento das tensões sociais com a autonomia política – a autonomia política não foi concedida, pelo contrário, houve maior controle. C. Substituição das práticas mercantilistas pelo liberalismo – no século XVIII, o mercantilismo ainda predominava; o liberalismo econômico veio depois. D. Redefinição das fronteiras na extensão da América lusa – não é o foco do texto nem do reordenamento político citado. E. Fortalecimento da administração portuguesa na colônia – está correto, pois o reordenamento visava maior controle e administração direta da colônia. Portanto, a alternativa correta é: E. fortalecimento da administração portuguesa na colônia.

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What is it with James Cameron and water? Having shot The Abyss in a vast concrete tank, part of a half-built nuclear reactor, he decided to go several better for his romantic epic Titanic, filming the opening images of the film on the wreck itself. The location of the infamous ocean liner, which sank on in 1912 killing over 1,500 passengers, had been discovered in 1985. Cameron, who had long been obsessed with the tragic story, was determined to use footage of the real wreck in his (fictional) film about events on board during the stricken ship’s last hours. But first he had to convince the studio to pay for the immensely ambitious project. “I said, ‘Look, we’ve got to do this whole opening where they’re exploring the Titanic and they find the diamond, so we’re going to have all these shots of the ship. Now we can either do them with elaborate models and motion control shots and CG and all that, which will cost X amount of money, or we can spend X plus 30 percent and actually go shoot it at the real wreck,” he later said. Starting in 1995 he made a total of 12 dives to the wreck 12,500 feet below the icy Atlantic, many lasting over 12 hours. It remains one of the most unusual, and inhospitable locations a Hollywood movie has ever used. And it paid off. Even with its $200 million budget, Titanic was a monster hit, grossing $1.8 billion, a feat only surpassed by Cameron’s own Avatar 12 years later.
No texto, a forma como a decisão de filmar no local real do naufrágio é apresentada contribui para
A. minimizar os riscos envolvidos na realização das filmagens.
B. questionar a relevância comercial da obra no mercado internacional.
C. relatar de maneira neutra os bastidores da produção cinematográfica.
D. priorizar a descrição histórica do naufrágio em detrimento da produção do filme.
E. construir a imagem de um diretor ousado e comprometido com a autenticidade do projeto.

European Union exit “risks British science” Prof. Sir Paul Nurse has said that United Kingdom (UK) research would suffer if the country were to leave the European Union (EU). A British exit would make it harder to get funding for science and “sell future generations short”, the Nobel Prize winner added. But a group of scientists arguing to leave the EU counters that UK research would not be adversely affected. They say British institutions would receive similar amounts of European funding as they do now. A national referendum on the UK’s participation in the European Union is set for 23 June. Prof. Nurse, who is director of The Francis Crick Institute and the former president of the Royal Society, believes those who campaign for a “Brexit” are jeopardising “the long-term future of the UK for short-term political advantage”. “We need a vision for our future that is ambitious and not to run away and bury our heads in the sand, and we can best do this by staying in the EU. We should not be side-tracked by short-term political opportunism”. Prof. Nurse was speaking at a news briefing about the impact of a withdrawal on UK science. He was joined by other research leaders who also want Britain to remain inside the EU. “Being in the EU gives us access to ideas, people and to investment in science”, Prof. Nurse said. “That, combined with mobility (of EU scientists), gives us increased collaboration, increased transfer of people, ideas and science – all of which history has shown us drives science”. Prof. Nurse added that as part of the EU, the UK has influence in directing research among nations that collectively have become a “powerhouse” of science on a par with the US and China.
Na reportagem, o professor e vencedor do Prêmio Nobel, Paul Nurse, demonstra sua opinião contrária à saída do Reino Unido da União Europeia por temer que
A. a produção científica local seja prejudicada em prol de vantagens políticas.
B. a tradição científica da região seja desvalorizada pelas gerações futuras.
C. os investimentos em ciência se destinem a determinados países europeus.
D. a ciência de outros países adquira maior reconhecimento no cenário internacional.
E. os cientistas britânicos restrinjam o acesso a seus estudos por falta de financiamento.

Violência doméstica, desigualdade social, gaslighting, abuso psicológico e relações atravessadas por dinheiro e poder são temas que A Empregada, filme baseado no best-seller de Freida McFadden, possui. No entanto, sejamos justos aqui: alguém irá assistir ao longa por causa deles? Eles estão ali apenas como pano de fundo de uma abordagem que aposta nas reviravoltas, e mais: tudo é pensado para chocar, virar, confundir e manter o espectador preso ao jogo. Ora, e é exatamente isso que o público quer. Desde o começo, A Empregada entrega exatamente o que promete: um thriller doméstico cheio de segredos sob a fachada impecável de uma família rica. Millie (Sydney Sweeney, Euphoria), uma jovem em situação financeira delicada, aceita trabalhar como empregada na casa dos Winchester: Nina (Amanda Seyfried, Mamma Mia!) e Andrew (Brandon Sklenar, É Assim que Acaba), e logo percebe que aquele recomeço carrega algo de profundamente errado. Isso não chega a ser surpresa, ainda mais vindo de Paul Feig, diretor acostumado a narrativas de intrigas e reviravoltas como Um Pequeno Favor (2018) e Outro Pequeno Favor (2025). A diferença é que aqui o exagero surge como premissa essencial. A trama até que se desenrola bem nas duas primeiras partes, ainda que de forma genérica, colocando os personagens em interpretações cínicas de si mesmos – mas isso só iremos descobrir mais tarde, quando a história passa a ficar rocambolesca […]. A Empregada soa como um roteiro genérico que se apoia no choque constante, em personagens à beira do colapso e em um desfile calculado de artimanhas, golpes e manipulações – algumas até risíveis.
O conectivo “ainda que”, presente no penúltimo parágrafo do texto, estabelece uma ideia de concessão por
A. indicar que o filme é genérico apesar de a narrativa começar bem.
B. reforçar que a trama apresenta mais pontos positivos do que negativos.
C. destacar que os artifícios usados para chocar o público são insuficientes.
D. sugerir que a interpretação dos personagens é o que torna a obra genérica.
E. demonstrar que o filme deve ser assistido mesmo contendo falhas na trama.

Estamos sempre procurando facilitar a nossa vida, mas ganha-se de um lado e perde-se do outro. Se as coisas se tornam mais fáceis e rápidas, isso nem sempre traz vantagens. Do mesmo modo que temos prejuízos físicos, também temos mentais: a mente, assim como o corpo, também precisa ser exercitada.

Uma das sugestões para se prevenir o mal de Alzheimer, tipo de demência neurodegenerativa, é estimular o cérebro através de atividades como palavras cruzadas, jogos de cartas, leituras e outros. O uso da tecnologia para facilitar o trabalho da mente a torna preguiçosa, pouco hábil e sem destreza.

Às vezes, encontramos adolescentes que raramente usam o dicionário, nem sempre sabendo como fazê-lo. Quando necessitam saber o significado de uma palavra, tiram a informação da internet, que a traz pronta.

E a dificuldade com cálculos simples de Matemática? Para que saber a tabuada se a calculadora dá isso pronto? Pensando assim, não tem muito sentido.

Longe de achar que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário. Com ela pode-se ter informações sem as quais seria muito difícil avançar no conhecimento do mundo e facilitar o dia a dia (por que não?).

Mas sem exageros. Temos que lembrar que não só a tecnologia tem que ser cuidada e evoluir. Nós também.
E isso só conseguiremos se estivermos funcionando a pleno vapor – mente e corpo.

MATURANO, A. C. Disponível em: http://g1.globo.com.
Acesso em: 18 nov. 2020 (fragmento).
Para construir sua argumentação, a autora parte de uma série de exemplos e afirmacoes que ilustram o ponto de vista proposto, permitindo entender, a partir disso, que sua tese baseia-se na ideia de que a
A. tecnologia deve ser usada com cuidado, pois pode trazer prejuízos para a mente.
B. facilidade de uso da tecnologia está antecipando problemas em adolescentes.
C. modernização tecnológica trouxe prejuízos graves para a vida em sociedade.
D. aceitação dos adolescentes quanto à tecnologia é uma evolução natural.
E. busca por facilidades gera danos na mente, como o mal de Alzheimer.

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