Em um período de chuvas intensas, uma UPA localizada em um município da Região Norte atende, em uma única tarde, 45 pacientes com febre de início súbito, cefaleia intensa, fotofobia, mialgia e exantema. Todos relatam início dos sintomas nos últimos cinco dias. Diante da semelhança com a dengue, foram realizados testes imunocromatográficos para detecção do antígeno NS1 e dos anticorpos IgM e IgG contra 0 vírus da dengue. Das 45 amostras, 43 apresentaram resultados não reage Pesquisar por imag os marcadores e duas foram reagentes para NS1. Os hemogramas evidenciaram leucopenia e plaquetopenia leve na maioria dos pacientes. A unidade não dispõe de testes para outras arboviroses. Considerando 0 cenário epidemiológico expansão da febre do Oropouche, transmitida principalmente pelo maruim Culicoides paraensis, 0 biomédico responsável avalia a possibilidade de circulação simultânea de diferentes arbovírus no município. Com base nas informações acima e na integração da vigilância epidemiológica com as análises laboratoriais, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para a gestão da crise. A) Classificar os 43 casos não reagentes para dengue como casos confirmados de febre do Oropouche pelo critério clínico-epidemiológico e iniciar as medidas de controle, dispensando a investigação laboratorial complementar. B) Notificar imediatamente a suspeita de surto à Vigilância em Saúde local e providenciar 0 acondicionamento adequado e envio das amostras de soro ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para diagnóstico diferencial por painel molecular (RT-PCR) de arboviroses. C) Encaminhar ao LACEN somente as duas amostras reagentes para NS1, a fim de confirmar a circulação do vírus da dengue, mantendo os casos não reagentes classificados como síndrome viral inespecífica até 0 surgimento de novos sintomas. D) Aguardar O sexto dia de sintomas para coletar novas amostras destinadas à pesquisa de anticorpos contra arbovirus e comunicar 0 agrupamento de casos somente após a obtenção de resultados sorológicos