A respiração em organismos aquáticos é profundamente influenciada pelas condições ambientais, especialmente pelos níveis de oxigênio dissolvido na água. Alterações na concentração desse gás afetam diretamente o comportamento ventilatório dos peixes, que podem desenvolver mecanismos compensatórios para manter a oxigenação tecidual. Compreender esses comportamentos permite ao profissional identificar sinais de estresse respiratório e intervir adequadamente em sistemas de cultivo intensivo. Suponha que, em um sistema de cultivo intensivo, um grupo de peixes está apresentando comportamento de boquejamento na superfície, especialmente nas primeiras horas da manhã. O técnico responsável suspeita de hipóxia, embora o sistema conte com aeração constante. Com base nos mecanismos de respiração em ambientes aquáticos, assinale a alternativa que melhor explica o fenômeno observado: A. O boquejamento é uma estratégia ventilatória exclusivamente branquial para reduzir o pH sanguíneo em águas ácidas. B. O comportamento sugere adaptação ao excesso de oxigênio, algo comum em águas eutrofizadas. C. Esse tipo de respiração aérea suplementar é típico de organismos com pulmões funcionais, como anfíbios. D. O comportamento indica tentativa de suprir a baixa pressão parcial de O₂, típica das primeiras horas do dia em ambientes com fotossíntese diurna. E. Trata-se de uma falha metabólica provocada por salinidade excessiva, exigindo troca iônica por superfície cutânea.