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Em uma unidade hospitalar, um paciente com doença neurológica apresentou alteração importante durante a avaliação da deglutição. Com líquidos, observou-se engasgo, tosse fraca e alteração vocal após a deglutição. Com pastoso, havia múltiplas deglutições e sensação de alimento parado na garganta. A equipe suspeitou de redução da sensibilidade laríngea e dificuldade de proteção de vias aéreas. A estudante responsável pela discussão do caso precisou relacionar os sinais observados aos mecanismos fisiológicos da fase faríngea. Durante a supervisão, a professora revisou que a fase faríngea depende de coordenação neuromuscular precisa. O fechamento velofaríngeo impede escape nasal; a elevação e anteriorização do complexo hiolaríngeo favorecem a proteção das vias aéreas e a abertura do esfíncter esofágico superior; a adução das pregas vocais, o fechamento das pregas vestibulares e a inversão da epiglote reduzem o risco de penetração e aspiração; e a contração dos músculos constritores da faringe ajuda a impulsionar o bolo em direção ao esôfago. A professora também destacou que resíduos em valéculas e seios piriformes podem ser aspirados após a deglutição, especialmente quando a respiração é retomada. Em pacientes neurológicos, o risco aumenta quando há redução da sensibilidade, pois a tosse pode não ser suficiente ou pode nem ocorrer. A questão solicita que o aluno selecione a relação anatomofisiológica mais adequada para explicar o risco clínico no caso descrito. Considerando o caso, qual relação anatomofisiológica melhor explica o risco de penetração ou aspiração? A A dificuldade de reconhecimento visual do alimento reduz a abertura do esfíncter esofágico inferior. B A mastigação prolongada melhora a proteção laríngea quando há tosse fraca após líquidos. C A falha na elevação hiolaríngea e no fechamento laríngeo pode comprometer a proteção das vias aéreas. D A redução do trânsito esofágico explica os resíduos em valéculas e a alteração vocal imediata.
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Danillo Almeida Nunes

há 6 dias

Respostas

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há 6 dias

Analisando o caso: - Paciente com doença neurológica apresenta engasgo, tosse fraca e alteração vocal após líquidos, além de múltiplas deglutições e sensação de alimento parado na garganta com consistência pastosa. - Suspeita-se redução da sensibilidade laríngea e dificuldade de proteção das vias aéreas. - A fase faríngea depende da elevação e anteriorização do complexo hiolaríngeo, fechamento das pregas vocais e vestibulares, e inversão da epiglote para proteger as vias aéreas. - A falha nesses mecanismos aumenta o risco de penetração e aspiração. Agora, analisando as alternativas: A) Dificuldade de reconhecimento visual do alimento reduz a abertura do esfíncter esofágico inferior — não está relacionada diretamente com o risco de aspiração na fase faríngea. B) Mastigação prolongada melhora a proteção laríngea quando há tosse fraca — não é um mecanismo fisiológico que compense a falha na proteção das vias aéreas. C) Falha na elevação hiolaríngea e no fechamento laríngeo pode comprometer a proteção das vias aéreas — está diretamente relacionada com o risco de penetração e aspiração, conforme descrito. D) Redução do trânsito esofágico explica resíduos em valéculas e alteração vocal imediata — o trânsito esofágico não explica resíduos em valéculas (que são estruturas faríngeas) nem alteração vocal imediata. Portanto, a alternativa correta é: C) A falha na elevação hiolaríngea e no fechamento laríngeo pode comprometer a proteção das vias aéreas.

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