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MAPA 81 MOTRICIDADE OROFACIAL Disfunção temporomandibular (DTM) i 1.0 que é 2. Sinais comuns Alteração funcional da Dor ou sensibilidade na articulação região da ATM. temporomandibular. Estalos, crepitação ou Pode envolver dor, travamento. ruídos articulares e Abertura bucal reduzida limitação de movimento. ou desvios mandibulares. Impacta mastigação, fala e conforto orofacial. DTM Tensão muscular e cefaleia associada. 3. Avaliação 4. Conduta Abertura, lateralidade e Orientação sobre hábitos coordenação mandibular. e sobrecarga. Dor, palpação muscular e Exercícios miofuncionais hábitos parafuncionais. individualizados. Mastigação, fala e Trabalho com relaxamento funcionalidade. e função mastigatória. Articulação com Acompanhamento odontologia quando interdisciplinar. necessário. Essência clínica No DTM, o foco é reduzir dor, restaurar função e melhorar qualidade de vida.MAPA 82 MOTRICIDADE OROFACIAL Respiração oral 1 2 Sinais frequentes Lábios entreabertos Predomínio da e vedamento labial respiração pela boca ineficiente. em vez do nariz. Ronco, sono agitado boca seca. Pode estar ligada a obstrução nasal ou hábito funcional. Postura de língua alterada. Afeta crescimento, Alterações craniofaciais sono e funções orais. e mastigatórias. Respiração 3 Avaliação oral 4 Conduta Padrão respiratório e Terapia miofuncional permeabilidade nasal. orofacial. Selamento labial, Treino de respiração postura de língua nasal e vedamento e tônus. labial. Mastigação, deglutição Orientação de e fala. hábitos e rotina. Encaminhamento para ORL e ortodontia Acompanhamento quando necessário. multiprofissional. + Essência Respirar pelo nariz é um objetivo funcional central clínica para sono, crescimento e equilíbrio orofacial.83 Disfonia comportamental ? ! 1. que é 2. Sinais de alerta Alteração vocal Rouquidão associada ao uso persistente. inadequado da voz. Pode envolver abuso, Cansaço ao falar. sobrecarga e hiperfunção. Quebras vocais e esforço fonatório. É comum em professores e Disfonia Dor ou desconforto profissionais da voz. após uso prolongado. 3. Avaliação 4. Conduta Anamnese vocal e Higiene vocal e demanda de redução de abusos. Análise Terapia vocal com perceptivo-auditiva. técnica e consciência corporal. Tempo máximo de fonação e coordenação Ajuste respiratório e pneumofônica. ressonantal. Encaminhamento para Monitorar evolução avaliação e adesão. Essência clínica Na disfonia comportamental, modificar o padrão de uso vocal é tão importante quanto tratar sintoma.MAPA 84 voz NO ENVELHECIMENTO Presbifonia 1 Oqué 2 Sinais comuns Mudança vocal relacionada ao Voz ou soprosa. envelhecimento. Redução de projeção Pode envolver atrofia, e resistência vocal. instabilidade e menor eficiência glótica. Instabilidade de 2 frequência e intensidade. Impacta comunicação e participação social. Maior esforço para se comunicar. Presbifonia 3 Avaliação 4 Conduta Queixa funcional e Treino de intensidade e contexto comunicativo. 1 suporte respiratório. Análise perceptivo- Exercícios de auditiva e medidas ressonância e projeção. vocais. Orientação de hábitos Respiração, ressonância e uso funcional. e coordenação. Considerar audição Metas realistas e e saúde geral. acompanhamento. Essência clínica Na presbifonia, reabilitar voz é preservar autonomia, participação e qualidade de vida.85 DISFAGIA ONCOLÓGICA Câncer de cabeça e pescoço e disfagia 1 o que acontece ! 2 Sinais e impactos Tumor e tratamento podem Dor ao engolir e afetar mastigação e recusa alimentar. deglutição. Resíduos, tosse e Cirurgia, radioterapia e lentidão oral. dor alteram a função. Perda de peso e Há risco nutricional e fadiga. impacto na qualidade de vida. Mudança nas consistências toleradas. Disfagia oncológica 3 Avaliação 4 Conduta Segurança alimentar e Adaptação de funcionalidade. consistências e volume. Mobilidade oral e Exercícios e manobras conforme o caso. Texturas aceitas e estratégia de oferta. Orientação nutricional integrada. Exames instrumentais Atuação junto à equipe quando indicados. oncológica. Essência Na disfagia oncológica, o cuidado deve equilibrar clínica segurança, nutrição, conforto e funcionalidade.MAPA 86 FONO HOSPITALAR Cuidados paliativos e comunicação 1 Objetivo central 2 Demandas frequentes Priorizar conforto, Fadiga, dispneia e voz fraca. autonomia e comunicação funcional. Disfagia e redução de ingestão. A intervenção acompanha Dependência crescente os objetivos do paciente. de apoio. Qualidade de vida Necessidade de orienta a conduta. comunicação alternativa. Cuidados 3 Avaliação 4 Conduta paliativos Desejos do paciente Facilitar comunicação e da família. funcional. Carga terapêutica Orientar estratégias para e viabilidade. alimentação e conforto. Comunicação, deglutição Adaptar metas ao e conforto. momento clínico. Ética, prognóstico e Atuar em parceria com contexto clínico. equipe e familiares. Essência clínica Nos cuidados paliativos, a fonoaudiologia cuida da comunicação, do conforto e da dignidade.MAPA 87 NEURODESENVOLVIMENTO Paralisia cerebral e comunicação que Impactos considerar frequentes Condição motora não Disartria ou progressiva do inteligibilidade desenvolvimento. reduzida. Dificuldades motoras Pode afetar fala, para fala e motricidade oral e alimentação. acesso à comunicação. Limitações de acesso motor. perfil é variável entre crianças. Dependência de apoio para participação. Paralisia Avaliação Conduta cerebral Intenção comunicativa Uso de comunicação e compreensão. alternativa e aumentativa. Motricidade oral, fala e Adaptações funcionalidade. posturais e acesso. P Acesso motor, Metas funcionais e visual e auditivo. participação. Contexto familiar Treino com família e escolar. e escola. ESSÊNCIA CLÍNICA Na paralisia cerebral, comunicar-se com funcionalidade importa mais do que falar de uma única forma.88 NEUROCOMUNICAÇÃO Traumatismo cranioencefálico e comunicação cognitiva ! 1 que 2 Sinais pode ocorrer frequentes TCE pode comprometer Distração e lentidão de atenção, memória e processamento. funções executivas. Dificuldade de organização A linguagem pode parecer discursiva. preservada, mas a comunicação funcional Impulsividade e pouca estar afetada. autorregulação. Pragmática e Problemas de memória comportamento e planejamento. comunicativo sofrem impacto. TCE 3 Avaliação 4 Conduta Conversação funcional Estratégias metacognitivas e participação. e compensatórias. Atenção, memória Treino funcional em e pragmática. situações reais. Rotina, autonomia e Organização de rotina contexto real. e pistas externas. Queixas da família Orientação aos e da equipe. familiares. Essência clínica No TCE, reabilitar comunicação é reabilitar participação, autorregulação e vida cotidiana.MAPA 89 NEUROGERONTOLOGIA Demência e manejo comunicativo 01 que acontece 02 Sinais frequentes A demência pode ? Esquecimentos e afetar memória, repetição. linguagem e pragmática. Dificuldade de nomeação e declínio é compreensão. progressivo e impacta a Redução da participação. iniciativa comunicativa. Cada estágio exige suportes Desorientação e diferentes. frustração. Demência 03 Avaliação 04 Conduta Estágio, funcionalidade e contexto. Simplificar mensagens e dar tempo de resposta. Compreensão, expressão Usar pistas visuais e interação. e rotinas. Necessidades dos Orientar familiares cuidadores. e cuidadores. L Rotina e segurança Focar funcionalidade comunicativa. e vínculo. Essência clínica Na demência, comunicar melhor é também cuidar, acolher e preservar vínculos.MAPA 90 ANOMALIAS CRANIOFACIAIS Disfunção velofaríngea ? 1 Oqué 2 Sinais frequentes Fechamento velofaríngeo insuficiente Hipernasalidade. durante a fala. Pode ocorrer em fissura Escape nasal de ar. labiopalatina ou outras condições. Fraca pressão em consoantes orais. Compromete ressonância e Articulações pressão oral. compensatórias. 3 Avaliação DVF 4 Conduta Escuta clínica da fala Terapia fonoaudiológica e ressonância. específica. Análise articulatória Encaminhamento para e inteligibilidade. equipe de fissura/palato. Provas de emissão Orientação sobre quando indicadas. compensações articulatórias. Nasoendoscopia ou Acompanhamento nasometria em casos selecionados. pré e pós-intervenção. Essência Na disfunção velofaríngea, avaliar ressonância, clínica articulação e funcionalidade é essencial para uma conduta coerente.91 NEURODEGENERAÇÃO Esclerose lateral amiotrófica (ELA) Manejo fonoaudiológico avançado 01 0 QUE 02 SINAIS CONSIDERAR FREQUENTES Doença neurodegenerativa Disartria, fala lenta progressiva. e imprecisa. Pode afetar fala, voz, Fadiga vocal. deglutição e respiração. Tosse e engasgos. Objetivo é preservar Perda de eficiência funcionalidade e alimentar e perda comunicação pelo maior de peso. tempo possível. ELA 03 AVALIAÇÃO 04 CONDUTA Inteligibilidade de fala e Adaptar consistências e comunicação funcional. estratégias seguras. Mobilidade orofacial e Conservar energia e respiratória. orientar família. Considerar comunicação Segurança da deglutição. suplementar/alternativa. Contexto familiar e Acompanhamento progressão clínica. interdisciplinar e planejamento antecipado. ESSÊNCIA Na ELA, a fonoaudiologia busca manter comunicação, conforto e CLÍNICA segurança alimentar com foco em funcionalidade.92 I NEUROCOMUNICAÇÃO Esclerose múltipla Fonoaudiologia avançada 01 QUE PODE 02 SINAIS OCORRER FREQUENTES Doença desmielinizante Disartria, lentidão de fala, com curso variável. fadiga comunicativa. Pode afetar fala, voz, Disfagia leve a deglutição e cognição. moderada. Sintomas podem flutuar Alterações de atenção com fadiga. e velocidade de processamento. ESCLEROSE 03 AVALIAÇÃO MÚLTIPLA 04 CONDUTA Inteligibilidade e Conservação de energia. participação. Ajuste de ritmo e Fadiga e demanda pistas externas. funcional. Estratégias compensatórias Segurança alimentar. para deglutição. Cognição comunicativa Treino funcional e e rotina. orientação familiar. ESSÊNCIA CLÍNICA Na esclerose múltipla, a conduta precisa considerar variabilidade clínica, fadiga e impacto funcional no dia a dia.93 NEUROFONO Miastenia gravis FADIGA BULBAR E ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA 1 2 Sinais frequentes Doença da junção Voz fraca, hipernasalidade neuromuscular com e fadiga ao falar fraqueza flutuante; Mastigação pode comprometer demorada fala, mastigação Engasgos ao longo e deglutição; da refeição piora com esforço. Queda de desempenho no fim do dia Fraqueza 3 Avaliação flutuante 4 Conduta Variação dos sintomas Priorizar momentos ao longo do tempo de maior energia Fala, ressonância Ajustar volume e duração e respiração das refeições Segurança da Estratégias de economia deglutição de esforço Relação com medicação Orientação de segurança e rotina e trabalho interdisciplinar Essência clínica Na miastenia gravis, entender a flutuação e a fatigabilidade é essencial para uma conduta segura.MAPA 94 NEUROCOMUNICAÇÃO + Apraxia de fala adquirida Diagnóstico diferencial e intervenção avançada 1 2 SINAIS DIFERENCIAIS Transtorno motor da Erros articulatórios programação dos inconsistentes. movimentos da fala. Aumento do esforço e Geralmente associado tentativa de autocorreção. a lesão neurológica. Piora em sequências complexas. Não é apenas fraqueza muscular. Prosódia alterada. 3 AVALIAÇÃO 4 CONDUTA Fala automática Treino intensivo e versus voluntária. hierárquico de fala. Repetição e aumento Prática com pistas de complexidade. auditivas e visuais. Inteligibilidade Foco em precisão e prosódia. e generalização. Diferencial com Orientação familiar afasia e disartria. e participação ativa. ESSÊNCIA Na apraxia de fala adquirida, a análise do CLÍNICA padrão de erro orienta 0 raciocínio clínico e a terapia.95 FONO HOSPITALAR Disfagia + pós - 1 0 QUE ACONTECE 2 SINAIS DE RISCO Tosse, voz molhada e múltiplas deglutições Intubação prolongada pode afetar sensibilidade, Queda de mobilidade e saturação coordenação Lentidão oral Risco de aspiração DISFAGIA Dificuldade com líquidos Impacto na retomada pós-extubação da via oral 3 AVALIAÇÃO 4 CONDUTA Nível de alerta e Progressão criteriosa estabilidade clínica da dieta Qualidade vocal Estratégias e tosse compensatórias Eficiência e segurança Exercícios quando da deglutição indicados Necessidade de Reavaliação frequente exame instrumental e comunicação com a equipe ESSÊNCIA CLÍNICA Na disfagia pós-extubação, a decisão clínica deve equilibrar segurança alimentar, prontidão e funcionalidade.96 NEURODEGENERAÇÃO Afasia progressiva primária SÍNDROME NEURODEGENERATIVA COM COMPROMETIMENTO DA LINGUAGEM 01 Oqué 02 Sinais frequentes Síndrome Anomia, pausas neurodegenerativa e redução de fluência. em que a linguagem é principal Dificuldade semântica déficit inicial. ou gramatical. Evolução Alteração de repetição gradual. em alguns casos. Diferentes Impacto comunicativo variantes clínicas. APP progressivo. 03 Avaliação 04 Conduta Perfil linguístico Estratégias compensatórias predominante. e comunicação funcional. Funcionalidade Treino de rotinas no cotidiano. e pistas. Cognição associada Orientação e participação. de cuidadores. Necessidades Planejamento progressivo da família. de suporte comunicativo. Essência clínica Na afasia progressiva primária, identificar perfil linguístico ajuda a orientar intervenção e aconselhamento.MAPA 97 AUDIOLOGIA Surdez unilateral IMPACTO FUNCIONAL E REABILITAÇÃO 1 2 QUEIXAS FREQUENTES Perda auditiva Dificuldade de em uma única localização sonora. orelha. Pode ocorrer em Pior compreensão no ruído. diferentes graus. S Esforço auditivo. Muitas vezes subestimada clinicamente. Impacto escolar SURDEZ ou ocupacional. UNILATERAL 3 AVALIAÇÃO 4 CONDUTA Limiares, discriminação Aconselhamento e de fala e queixas estratégias ambientais. funcionais. Monitoramento. Escuta em ruído. Tecnologias assistivas Histórico e causa. quando indicadas. Impacto no cotidiano. Orientação para escola, trabalho e família. ESSÊNCIA CLÍNICA Na surdez unilateral, grau não explica sozinho o impacto: a funcionalidade auditiva precisa ser valorizada.MAPA 98 AUDIOLOGIA CLÍNICA Ototoxicidade Monitoramento audiológico e ação preventiva 1 2 FATORES DE RISCO Dano coclear e/ou Aminoglicosídeos, vestibular relacionado quimioterápicos e a medicamentos ou altas doses. agentes tóxicos. Função renal Pode ser alterada. ou permanente. Exposição Prevenção e acumulada. monitoramento são fundamentais. Sintomas vestibulares associados. OTOTOXICIDADE 3 AVALIAÇÃO 4 CONDUTA Linha de base antes Identificar precocemente do tratamento quando mudanças. possível. Comunicar equipe Altas frequências e médica. emissões otoacústicas. Queixas de zumbido e Orientar paciente e família. desequilíbrio. Seguimento seriado. Planejar reabilitação auditiva se necessário. ÷ ESSÊNCIA CLÍNICA Na ototoxicidade, monitorar cedo é a melhor forma de reduzir impacto auditivo e funcional.MAPA 99 AUDIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO Presbiacusia perda auditiva relacionada ao envelhecimento 1 2 SINAIS FREQUENTES Perda auditiva Dificuldade de relacionada ao entender fala, envelhecimento. principalmente no ruído. Geralmente Necessidade de bilateral e aumentar volume progressiva. de TV, rádio e celular. Afeta sobretudo Queixa de altas frequências. "ouço, mas não Compromete a Isolamento comunicação social. social. PRESBIACUSIA 3 AVALIAÇÃO 4 CONDUTA Audiometria, percepção Aconselhamento de fala e impacto orientação comunicativa. funcional. Cognição, comunicação Adaptação de AASI e participação. quando indicada. Motivação para Treino de estratégias reabilitação. auditivas. Contexto Seguimento e familiar. apoio familiar. Na presbiacusia, reabilitar audição é também preservar vínculo, autonomia e participação social.MAPA 100 MOTRICIDADE OROFACIAL Paralisia facial periférica função, expressão e qualidade de vida 1 ? 2 SINAIS FREQUENTES Comprometimento periférico do Assimetria facial. nervo facial. Dificuldade para Pode afetar sorrir, assobiar e mímica, vedamento selar os lábios. labial e simetria. Escape de Interfere em alimentos e saliva. função e expressão. Impacto estético PARALISIA e emocional. FACIAL 3 AVALIAÇÃO PERIFÉRICA 4 CONDUTA Exercícios e treino Mímica facial em miofuncional repouso e movimento. individualizado. Vedamento labial Orientação e função oral. sensório-motora. Controle de sincinesias Sincinesias e dor. quando presentes. Acompanhamento Repercussão funcional funcional e e psicossocial. interdisciplinar. Essência clínica Na paralisia facial periférica, a reabilitação precisa integrar função, simetria e qualidade de vida.

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