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As infecções são uma complicação frequente e de elevada mortalidade nos pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI). Podem-se dividir as infecções em exógenas, quando o patógeno infectante é adquirido diretamente no meio externo ou endógenas quando esse pertence à flora microbiana do hospedeiro (paciente). O paciente na UTI é colonizado precocemente por agentes potencialmente patogênicos adquiridos no meio externo, esses modificam a flora microbiana residente, de tal maneira que as infecções endógenas podem ser subdivididas em primárias (infecções produzidas pela flora microbiana residente) e secundárias, (infecções produzidas pela flora microbiana adquirida em UTI). Assim, estima-se que nos pacientes de uma UTI as infecções endógenas correspondam a 80% do total das infecções, variando a proporção entre endógenas primárias e secundárias, segundo as características de cada UTI (SANTOS et al., 2008). O controle da infecção hospitalar na UTI inclui uma diversidade de profissionais envolvidos na assistência ao usuário do serviço. Entre os profissionais, segundo Camalionte (2000), encontra-se o Fisioterapeuta, que em sua atuação, vêm se dedicando ao paciente crítico desde a década de 50. Inicialmente teve seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos. Após este período, vem sendo incorporada ao atendimento dos pacientes, principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumofuncional e o apoio ao cuidado holístico do indivíduo. O profissional da área de saúde, tem como objetivo principal, evitar a transmissão cruzada (infecção cruzada) de micro-organismos, cuja transmissão poderá ocorrer em falhas no manuseio, na manutenção e limpeza de equipamentos, bem como na técnica incorreta da lavagem das mãos (BRITO, 2006). Os micro-organismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos e outros excretas humanos; por isso, é fundamental a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira. A higiene das mãos – que devem ser lavadas com água e sabão ou utilizando o gel alcoólico – é uma medida simples, mas muito efetiva para reduzir este risco. Pacientes internados em UTIs estão nutricional e imunologicamente muito comprometidos, quadro esse que pode se intensificar com a dificuldade de uma ingestão frequente e necessária de alimento e por isso, sujeitos a muitas infecções oportunistas e que levem a óbito. Na situação do resumo acima tem-se uma abordagem com relação aos tipos de infecções e patógenos.
Considerando as informações do texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A infecção cruzada é responsável, na área de saúde, pela ocorrência de diversas patologias pois, relaciona vários fatores com potencial transmissor: como saliva, ar ambiente, objetos contaminados e etc. Embora nem sempre ocorra a transmissão garantida de patógenos. POR QUE II. Muitos micro-organismos residentes na cavidade oral, pele e ambiente, são da microbiota normal, por isso, quando transferidos para outros pacientes, não são garantia de transmitir alguma patologia. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
a. As asserções I e II são proposições falsas.
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
c. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
d. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
e. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
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Vamos analisar as asserções: I. A infecção cruzada é responsável pela ocorrência de diversas patologias na área de saúde, pois envolve vários fatores com potencial transmissor (saliva, ar ambiente, objetos contaminados etc.), embora nem sempre ocorra a transmissão garantida de patógenos. — Essa afirmativa é verdadeira, pois a infecção cruzada envolve múltiplos vetores e nem sempre resulta em transmissão efetiva. II. Muitos micro-organismos residentes na cavidade oral, pele e ambiente são da microbiota normal, por isso, quando transferidos para outros pacientes, não garantem a transmissão de alguma patologia. — Essa afirmativa também é verdadeira, pois a microbiota normal pode não causar doença em outro hospedeiro, embora possa ser um risco dependendo do contexto. Agora, a relação entre elas: a II justifica a I? A II explica que nem toda transferência de micro-organismos resulta em doença, o que justifica a parte da I que diz "nem sempre ocorra a transmissão garantida de patógenos". Portanto, a II é uma justificativa correta da I. Resposta correta: e. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

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O perfil, cada vez mais crescente, de resistência bacteriana a antibióticos, impõe uma necessidade de busca por novos fármacos. Porém, apesar de se reconhecer ação antimicrobiana desses fármacos, uma propriedade desejada, que é a toxicidade seletiva, nem sempre está presente.
A partir dessas considerações, assinale a alternativa que expressa, corretamente, o conceito de Toxicidade seletiva:
a. Diz respeito que a toxicidade do antibiótico é apenas contra as células do hospedeiro.
b. Diz respeito ao antibiótico agir somente contra o microrganismo e não contra as células do hospedeiro.
c. Diz respeito ao antibiótico que não causa alergia quando usado.
d.  Diz respeito ao antibiótico agir somente contra as células do hospedeiro e não contra o microrganismo.
e. Diz respeito ao antibiótico que não tem toxicidade nenhuma, ou seja, não age contra o microrganismo e nem contra as células do hospedeiro.

Diversas são as substâncias com atividades antifúngicas porém, muitas delas apresentam algo em comum, o mecanismo de ação.
Para o grupo dos azóis o alvo principal é?
a. Ergosterol presente na parede celular fúngica.
b. Fosfolipídeos encontrados na membrana celular fúngica.
c. Quitina, encontrada na parede celular fúngica.
d. Peptideoglicano encontrado na parede celular fúngica.
e. Ergosterol presente na membrana celular fúngica.

Os antibióticos agem sobre vários alvos na célula bacteriana. Entre eles, temos a membrana e parede celular, entre outros.
Os antibióticos do grupo dos aminoglicosídeos e quinolonas agem, respectivamente:
a. Ambos sobre a produção de ergosterol da membrana celular.
b. Sobre o processo de síntese proteica e sobre o desenovelamento do DNA.
c. Sobre a replicação do DNA e processo de síntese proteica.
d. Ambos sobre a síntese da parede celular.
e. Sobre o processo de respiração celular e replicação do DNA.

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