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w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A o n d e v o c ê q u e r c h e g a r ? Vai com a w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Produção do Conhecimento Científico, Tecnológico e Disrupção Prof. Me Adriano Oliveira Mestre/Doutorando em Administração w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Metas de Aprendizagem Unidades II e III • Diferenciar os cinco tipos de conhecimento e entender por que todos convivem. • Distinguir técnica, tecnologia e ciência, que não são a mesma coisa. • Compreender por que ciência e tecnologia nunca são neutras. • Entender o que torna uma tecnologia disruptiva. • Analisar como a inovação transforma o trabalho, criando e eliminando empregos. • Diferenciar inovação incremental, semirradical e radical. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Os cinco tipos de conhecimento Mito: explica o mundo por uma crença compartilhada, que não se questiona. Arte: expressa a realidade pelo símbolo e pela sensibilidade, sem precisar de palavras. Senso comum: usa a razão, mas sem parar para refletir sobre ela. Filosofia: questiona os fundamentos, indo até a raiz do problema. Ciência: busca explicar com método, de forma sistemática e verificável. Não é uma escala do pior para o melhor. Os cinco convivem hoje. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Como nasce o conhecimento científico Observar e questionar: algo na realidade não fecha e vira pergunta Formular hipóteses: propor uma explicação possível para aquilo Experimentar: testar a hipótese para ver se ela se sustenta Generalizar: o que se confirmou passa a valer para outros casos A ciência não nasce das respostas. Nasce das perguntas certas. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Técnica, tecnologia e ciência • Técnica: sei fazer porque tentei e deu certo, mesmo sem saber explicar por quê • Tecnologia: aplico na prática um conhecimento que já foi estudado e explicado • Ciência: desmonto a realidade em partes para entender como ela funciona Pedra lascada, pedra polida, machado, motosserra: o mesmo problema, resolvido de quatro formas. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Necessidade e ciência caminham juntas A necessidade puxa a pesquisa, e a pesquisa cria novas necessidades. O caso da Covid-19: • A urgência acelerou o mapeamento do vírus em tempo recorde • A corrida por vacinas foi movida por saúde pública e também por disputa comercial • O efeito atingiu trabalho, comércio e construção civil ao mesmo tempo w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Para que serve, na prática, a ciência? • A ciência não está só no laboratório: não existiria televisão, chuveiro ou computador sem pesquisa sobre eletricidade. • Ela orienta decisões públicas: economia, geografia e sociologia dão os dados para planejar as cidades. • Sustentabilidade virou exigência de mercado: produzir com menos impacto e a custo viável exige investir em pesquisa. • É diferencial competitivo: achar nova matéria-prima ou novo método pode ser o que mantém a empresa viva. Em todas as áreas surgem inovações, e elas são aplicações práticas da produção científica. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Cada época produziu a ciência que precisava • Antiguidade: a ciência servia para compreender o mundo, não para transformá-lo. • Idade Média: o saber ficou nos mosteiros, sem experimento e sem cálculo. • Idade Moderna: com o comércio e a indústria, passa-se a exigir um saber que produza resultado. O jeito como a sociedade produz define o jeito como ela pensa. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O que é disrupção? Disrupção é a novidade que não apenas melhora o que existia, mas substitui um modo de viver. • O domínio do fogo: iluminou a noite, mudou a alimentação e a proteção do grupo • Não é disrupção: o mesmo carro com um novo modelo a cada ano • É disrupção: o streaming, que fez a locadora de DVD desaparecer w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | As quatro revoluções industriais 1ª, século XVIII: a máquina a vapor tira a produção das mãos e coloca na máquina 2ª, século XIX: a linha de montagem permite produzir em massa, com eletricidade e petróleo 3ª, século XX: o computador automatiza o que antes exigia operador 4ª, hoje: máquinas conectadas decidem sozinhas, com internet das coisas e Big Data Cada revolução nasce de uma ciência e se materializa numa tecnologia. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A quem serve o desenvolvimento? O aprendiz de feiticeiro encantou o esfregão para trabalhar por ele e depois não soube como fazê-lo parar. • Microbiologia: pode reduzir a fome com melhoramento genético ou criar vírus artificiais • Microeletrônica: facilita o trabalho pesado e, ao mesmo tempo, substitui o trabalhador Toda tecnologia carrega o benefício e o risco no mesmo pacote. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Cuidado com o determinismo tecnológico • Achar que a tecnologia sozinha transforma a sociedade é uma leitura simplista. • É o modo de produção que decide qual tecnologia será desenvolvida e usada. • A tecnologia é instrumento dessa mudança, não a causa dela. • O relógio de ponto só existe porque existe salário por hora. Não é a máquina que muda a sociedade. É a sociedade que decide qual máquina construir. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O que mudou no trabalho Polivalência: a pessoa deixa de operar uma máquina e passa a responder por quatro ou cinco. Flexibilidade: muda de tarefa, de turno, de unidade e até de tipo de contrato. Trabalho em times: cada equipe entrega para a seguinte, e o erro de uma trava a outra. Gestão by stress: o ritmo é acelerado de propósito, e é preciso render sob pressão. A exigência deixou de ser força física e passou a ser leitura, cálculo e raciocínio. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O empreendedorismo como saída • Empreender é transformar uma ideia em oportunidade concreta de negócio • Micro e pequenas empresas geram 55% dos empregos no Brasil • E respondem por 30% do PIB, com dados de 2020 Empreender não é só abrir empresa. É identificar e resolver problemas, inclusive dentro de uma grande corporação. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Inovação: dois motores diferentes Inovar é renovar ou substituir um produto, processo ou serviço com novo conhecimento. • Na empresa: o motor é a competitividade e o lucro. • Inovação social: atende quem o mercado não atende, promove inclusão e muda relações de poder. Como não dá lucro, a inovação social depende de dinheiro público. Universidade e terceiro setor são seus maiores geradores. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | A matriz da inovação Toda inovação se mede por dois eixos: a tecnologia e o modelo de negócios. Incremental: os dois continuam parecidos com o que já existia. Semirradical: um dos dois muda de verdade, o outro permanece. Radical: os dois são novos ao mesmo tempo. w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | Três tipos, três riscos • Incremental: melhora o que existe, com custo baixo. O carro novo a cada ano. Risco: acomodar e parar de criar • Semirradical: muda a tecnologia ou o modelo de negócio, mas não os dois. Desafio: equilibrar as duas frentes • Radical: tecnologia nova e modelo novo, e reescreve as regras. O streaming. Risco: investir muito sem garantia de retorno w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | O que levamos daqui! • Existem cinco tipos de conhecimento, e a ciência é o mais metódico, não o único válido. • Técnica é tentativa e erro, tecnologia é teoria aplicada, ciência é explicação. • Ninguém pesquisa no vazio: sempre há alguém decidindo o que vale a pena financiar. • Disrupção não é novidade qualquer, é a novidade que substitui um modo de viver • Toda inovação cria trabalho em um lugar e elimina em outro. • Inovar é reconhecer a oportunidade, buscar recursos, desenvolver e capturar valor. w w w . u n i c e s u m a r . ed u . b r | Desafio do Professor! Pense no seu ambiente profissional: Que oportunidade de inovação você enxerga aí dentro? Ela seria incremental, semirradical ou radical? Por quê? Quem ganha e quem perde se ela acontecer? w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r | w w w . u n i c e s u m a r . e d u . b r Bons estudos! Siga em frente com a Slide 1 Slide 2: Produção do Conhecimento Científico, Tecnológico e Disrupção Slide 3: Metas de Aprendizagem Slide 4: Os cinco tipos de conhecimento Slide 5: Como nasce o conhecimento científico Slide 6: Técnica, tecnologia e ciência Slide 7: Necessidade e ciência caminham juntas Slide 8: Para que serve, na prática, a ciência? Slide 9: Cada época produziu a ciência que precisava Slide 10: O que é disrupção? Slide 11: As quatro revoluções industriais Slide 12: A quem serve o desenvolvimento? Slide 13: Cuidado com o determinismo tecnológico Slide 14: O que mudou no trabalho Slide 15: O empreendedorismo como saída Slide 16: Inovação: dois motores diferentes Slide 17: A matriz da inovação Slide 18: Três tipos, três riscos Slide 19: O que levamos daqui! Slide 20: Desafio do Professor! Slide 21