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As alternativas apresentam alguns dos mitos e inverdades que acabaram sendo propalados a respeito de nosso passado colonial e escravista, exceto:
As alternativas apresentam alguns dos mitos e inverdades que acabaram sendo propalados a respeito de nosso passado colonial e escravista, exceto:
a. O nosso povoamento é fruto de uma política colonial que teria enviado às terras brasileiras os “piores cidadãos” portugueses, indesejados na Europa, como ladrões, corruptos e desqualificados de toda sorte.
b. Os índios não puderam ser escravizados, pois eram mais rebeldes, tinham o espírito de liberdade e não se sujeitaram às condições impostas pelo trabalho escravo.
c. O Brasil já era parte de um grande projeto capitalista moderno desde o início de sua colonização, com altos investimentos da elite econômica da época, representada pela burguesia.
d. Os negros, por já estarem mais acostumados à escravidão no continente africano, foram mais facilmente trazidos ao Brasil e submetidos ao trabalho forçado.
e. A escravidão no Brasil foi uma das mais longas na história moderna, devido ao caráter passivo e acomodado dos negros, que pouca ou nenhuma resistência apresentavam à sua condição de escravo.
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Vamos analisar as alternativas para identificar qual NÃO é um mito ou inverdade sobre o passado colonial e escravista do Brasil: a) Diz que o povoamento brasileiro foi feito com os “piores cidadãos” portugueses — isso é um mito, pois o povoamento envolveu diversos perfis sociais, não apenas marginalizados. b) Afirma que os índios não puderam ser escravizados por serem rebeldes e livres — isso é falso, pois os indígenas foram escravizados durante o período colonial. c) Afirma que o Brasil já fazia parte de um grande projeto capitalista moderno desde o início da colonização, com altos investimentos da burguesia — essa é uma afirmação verdadeira, pois a colonização teve caráter econômico e capitalista, mesmo que em formas iniciais. d) Diz que os negros foram mais facilmente escravizados por já estarem acostumados à escravidão na África — isso é um mito e uma justificativa falsa usada para legitimar a escravidão. e) Afirma que a escravidão no Brasil foi longa devido ao caráter passivo dos negros, que não resistiam — isso é um mito racista e falso, pois houve muita resistência negra. Portanto, a alternativa que não é um mito ou inverdade é a: c. O Brasil já era parte de um grande projeto capitalista moderno desde o início de sua colonização, com altos investimentos da elite econômica da época, representada pela burguesia.

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A respeito da promulgação de leis antirracistas no Brasil, é incorreto afirmar que: a. As leis no Brasil, no tocante às questões étnico-raciais, são bastante avançadas e consideradas uma das mais modernas do mundo, embora não sejam plenamente aplicadas. b. A década de 1990 trouxe grandes avanços nas legislações antirracistas, ao mesmo tempo em que fez crescer o movimento negro, que passou a ganhar projeção desde então. c. Como as leis no Brasil não são cumpridas, a legislação antirracista teve pequeno impacto na promoção da igualdade racial no país. d. Foi a partir de 1988, com a nova Constituição brasileira, que o racismo passou a ser considerado crime. e. Após 1988, o movimento negro se fortaleceu no Brasil, principalmente por sua autovalorização e sua percepção racializada de si mesmo e do outro.

(Concurso Público - IFAL - Docente Copema, 2010) Dentre as iniciativas, no âmbito do poder público para as ações afirmativas de inclusão social, insere-se a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Sobre essas Diretrizes, o princípio da Consciência Política e Histórica da Diversidade deve conduzir:
Estão corretas as afirmacoes:
I- Ao conhecimento e à valorização da história dos povos africanos e da cultura afro-brasileira na construção histórica e cultural brasileira.
II- À crítica pelos coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, professores, das representações dos negros e de outras minorias nos textos, materiais didáticos, bem como providências para corrigi-las.
III- Ao esclarecimento a respeito de equívocos quanto a uma identidade humana universal.
IV- À desconstrução, por meio de questionamentos e análises críticas, objetivando eliminar conceitos, ideias, comportamentos veiculados pela ideologia do branqueamento, pelo mito da democracia racial, que tanto mal fazem a negros e brancos.
a. I e II.
b. II e IV.
c. I, II e III.
d. I e IV.
e. II, III e IV.

Analise as afirmativas, sobre a Lei 12.288/2010, e assinale a alternativa incorreta: a. Preocupou-se em valorizar a autodefinição de cor ou raça, no sentido de que as pessoas passem a se autodeclarar pretas e pardas, conforme critérios definidos pelo IBGE. b. Foi a partir da aprovação dessa lei que o racismo passa a ser considerado um crime inafiançável no Brasil. c. Há um capítulo especial no combate às assimetrias de gênero e raça, dando condições de inclusão especialmente às mulheres negras. d. O documento versa sobre os principais direitos garantidos à população afrodescendente no Brasil. e. Foi o resultado de uma ampla e demorada discussão na Câmara e no Senado, desde 2003, quando foi apresentado o projeto dessa lei.

A Constituição Federal de 1988, resultado de um amplo processo de mobilização popular, resultado da abertura democrática a partir de 1985, define em seu artigo 20, inciso XI, que as terras ocupadas pelos índios são bens da União, isso significa que:
a. Os índios são considerados patrimônio histórico da humanidade.
b. As terras indígenas só podem ser comercializadas entre as esferas públicas: municipal, estadual e federal.
c. O Estado (Governo Federal) detém o direito sobre a propriedade desses territórios.
d. As escolas indígenas deverão ser construídas especificamente nessas terras públicas.
e. Não existem conflitos por terra, uma vez que a União reconhece o direito do índio à propriedade, sendo responsável por sua administração.

Leia o trecho da poesia “Pai João”, de Jorge de Lima: “Pai João remou nas canoas. Cavou a terra. Fez brotar do chão a esmeralda Das folhas - café, cana, algodão. Pai João cavou mais esmeraldas Que Paes Leme. A pele de Pai João ficou na ponta Dos chicotes. A força de Pai João ficou no cabo Da enxada e da foice. A mulher de Pai João o branco A roubou para fazer mucamas. O sangue de Pai João se sumiu no sangue bom Como um torrão de açúcar bruto Numa panela de leite. Pai João foi cavalo pra os filhos do ioiô montar [...]” (LIMA, Jorge de. Pai João. "Revista Nossa América", nov./dez., 1991, p. 9.) Com base nessa poesia de Jorge de Lima, publicada originalmente em 1927, e nos conhecimentos sobre a presença do negro na sociedade brasileira, considere as afirmativas a seguir:
Assinale a alternativa correta:
I- A poesia confirma que, por ter sido um dos primeiros países a acabar com a escravidão, o Brasil foi palco de uma inserção efetiva do negro no mercado de trabalho como mão de obra qualificada.
II- Na comparação feita pelo poeta entre o sangue de Pai João e o torrão de açúcar bruto, percebe-se uma referência à importância do negro na mistura de etnias que definiu ao longo dos séculos a formação do povo brasileiro.
III- A poesia de Jorge de Lima infere que a mestiçagem e a hibridez da cultura brasileira, bem como o papel central desempenhado pelo trabalho do negro na produção de riquezas, coexistiram com uma imensa exploração e injustiça social.
IV- O mito da "democracia racial", baseado na mestiçagem biológica e cultural entre negros e brancos, preconiza a ideia de uma convivência harmoniosa e teve uma significativa presença na sociedade brasileira.
a. I e III são verdadeiras.
b. I e IV são verdadeiras.
c. II e IV são verdadeiras.
d. I, II e III são verdadeiras.
e. II, III e IV são verdadeiras.

Sobre a diáspora vivida pelos negros após sua transferência forçada ao Brasil, a partir de 1550, avalie as afirmações e assinale aquela que melhor descreve esse fenômeno histórico:
Sobre a diáspora vivida pelos negros após sua transferência forçada ao Brasil, a partir de 1550, avalie as afirmações e assinale aquela que melhor descreve esse fenômeno histórico:
a. Desterrados de seu continente, separados de seus laços de relação pessoal, ignorantes da língua e dos costumes, o deslocamento dos negros foi de tal monta que acabou alterando cores, costumes e a própria estrutura da sociedade local.
b. Toda a história da África foi sendo apagada dos livros, que passaram a contar a história apenas sob a perspectiva do branco colonizador.
c. Foi inegável influência que a cultura brasileira, em formação, recebeu como herança africana, não só no campo econômico, por meio do trabalho escravo e não remunerado, mas nos campos demográfico, cultural, entre outros.
d. Os quilombos contribuíram como força de resistência negra durante o período de escravidão, surpreendendo também pela capacidade de organização e por apresentar uma proposta social e política alternativa ao modelo colonial.
e. Trata-se do envio de milhares de imigrantes brancos ao Brasil a partir, principalmente, do início do século XX, para substituir a mão de obra negra após a abolição da escravatura.

O projeto nacional de branqueamento pode ser compreendido a partir das afirmacoes a seguir, exceto:
O projeto nacional de branqueamento pode ser compreendido a partir das afirmações a seguir, exceto:
a. Não se preparou nenhuma condição para que os negros recém-libertos estivessem em igualdade de direitos e oportunidades no então mercado de trabalho; milhares de imigrantes brancos foram trazidos a partir, principalmente, do início do século XX, para que ocupassem esses postos de trabalho.
b. A Guerra do Paraguai pode ser considerada uma das estratégias do projeto nacional de branqueamento, uma vez que nela morreram cerca de 90.000 negros, abrindo ainda mais postos de trabalho para imigrantes brancos recém-chegados ao Brasil.
c. O ideal de branqueamento também produziu as chamadas ideologias raciais do negro e mulato e do branco, colocando, de forma evidente, negros e brancos em lugares sociais desiguais e hierarquizados.
d. Os quilombos foram muito importantes no processo de branqueamento, uma vez que milhares de escravos negros se refugiavam nesses locais, bem afastados e de difícil acesso aos senhores brancos, abrindo espaço para o imigrante branco no mercado de trabalho.
e. Uma das consequências do projeto nacional de branqueamento foi a marginalização social das populações negras, uma vez que, sem possibilidade de trabalho remunerado, acabaram se instalando nas periferias das cidades, nas regiões mais pobres do Brasil.

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