A distinção entre representação civil e representação processual constitui um dos pilares da teoria geral do processo e do direito obrigacional no ordenamento jurídico brasileiro. Enquanto a representação civil encontra fundamento na autonomia da vontade e na capacidade para a prática dos atos da vida civil, a representação processual exige a presença da capacidade postulatória, atributo técnico-formal outorgado exclusivamente àqueles habilitados perante o órgão de classe competente, nos termos previstos pelo Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) e pelo Código de Processo Civil. Em determinadas situações práticas, contudo, a linha limítrofe entre os institutos gera dúvidas em cidadãos e empresas. Suponha que uma sociedade empresária outorgue procuração com amplos poderes de gestão comercial a um administrador de empresas não inscrito na OAB. Ao se deparar com a necessidade de defender os interesses do negócio em uma ação de cobrança pelo procedimento comum perante uma Vara Cível Federal, a diretoria questiona se o referido administrador poderia assinar as petições e representá-la em juízo com base nos poderes conferidos no instrumento de mandato civil. Considerando o contexto apresentado, assinale a