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Os fatores de risco e de proteção para suicídio variam de acordo com contexto sociocultural em que os indivíduos estão inseridos. No Brasil, diversas especificidades tornam o enfrentamento dessa questão especialmente complexo.
Com base nas características do contexto brasileiro, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta sobre os fatores de risco para o suicídio no país:
A cultura brasileira valoriza a expressão emocional entre homens, que facilita a identificação precoce de sofrimento e reduz as taxas de suicídio nesse grupo.
A violência institucional, especialmente em regiões urbanas periféricas, é um fator de proteção por promover maior presença do Estado e reforço das redes de apoio locais.
A falta de acesso aos serviços públicos de saúde mental, especialmente em territórios afastados, é um dos principais fatores de risco para o agravamento de quadros emocionais.
A espiritualidade tem se mostrado um fator de risco relevante no Brasil, pois leva ao isolamento de pessoas em sofrimento e desencoraja a busca por suporte emocional e profissional.
O consumo de álcool e outras drogas, embora presente em todas as classes sociais, apresenta baixa relação com o comportamento suicida, sendo um fator neutro no contexto da prevenção.
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A alternativa correta é: "A falta de acesso aos serviços públicos de saúde mental, especialmente em territórios afastados, é um dos principais fatores de risco para o agravamento de quadros emocionais." Explicação passo a passo: - A cultura brasileira, em geral, não valoriza a expressão emocional entre homens, o que dificulta a identificação precoce do sofrimento e pode aumentar o risco de suicídio nesse grupo. - A violência institucional, especialmente em áreas periféricas, é um fator de risco, não de proteção, pois fragiliza a presença do Estado e as redes de apoio. - A espiritualidade, na maioria dos casos, atua como fator de proteção, oferecendo suporte emocional e sentido de pertencimento. - O consumo de álcool e outras drogas está fortemente associado ao comportamento suicida, sendo um fator de risco, não neutro. Portanto, a falta de acesso a serviços de saúde mental é um fator de risco reconhecido no contexto brasileiro.

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Marina, 17 anos, estudante de uma escola particular de alto padrão em São Paulo, foi hospitalizada após uma tentativa de suicídio. A jovem apresentava bom desempenho escolar, praticava esportes e era considerada "exemplar" por professores e colegas. Em seu diário, encontrado pela família, Marina relatava exaustão, sensação de não ser suficiente, medo de decepcionar os pais e falta de espaço para demonstrar fragilidade. Também mencionava uso excessivo das redes sociais e a comparação constante com influenciadores digitais. O caso gerou debate na escola sobre os riscos emocionais vividos por adolescentes em contextos de alta performance. A direção solicitou apoio de profissionais da saúde para implementar um programa de prevenção ao suicídio na instituição.
Considerando os conhecimentos sobre saúde mental, suicídio e juventude, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da situação e uma ação coerente para contexto escolar:
A tentativa de Marina reflete um caso isolado e imprevisível, pois adolescentes em situação de privilégio econômico e educacional apresentam baixa probabilidade de risco suicida.
A escola deve priorizar a detecção de casos em alunos com histórico familiar de transtornos mentais.
O caso evidencia que o suicídio exige promover ambientes que valorizem o equilíbrio emocional, a escuta ativa e o enfrentamento da cultura da perfeição.
A responsabilidade pela saúde emocional de Marina recai unicamente sobre a família, que deveria ter percebido os sinais.
A escola não tem papel relevante na prevenção do suicídio juvenil, já que se trata de uma questão privada.
O problema principal está no uso excessivo de redes sociais, que deve ser combatido com regras rígidas de proibição e controle.
A intervenção deve focar no bloqueio de acesso e no reforço das disciplinas escolares para reduzir distrações.
Como Marina estava bem inserida socialmente e não apresentava sinais evidentes, a escola deve aguardar a repetição de comportamentos semelhantes antes de adotar medidas, para não gerar pânico entre os estudantes.

Em uma escola pública de ensino médio, os professores notaram que várias alunas do 1° ano passaram a relatar ansiedade, falta de motivação e sensação de "não se encaixar" no ambiente escolar. Uma delas, Mariana, confidenciou à psicóloga da escola que se sentia sobrecarregada com as cobranças dos pais, além de passar horas em redes sociais comparando-se a influenciadores. Disse ainda que sua relação com os pais era marcada por silêncio e ausência de escuta. A psicóloga promoveu então um projeto chamado "Círculo de Conversa", onde adolescentes e famílias puderam dialogar sobre expectativas, emoções e redes sociais.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta sobre a ação da psicóloga sob a perspectiva da promoção da saúde mental na adolescência.
A psicóloga agiu de forma inadequada ao envolver os familiares sem consentimento formal da direção escolar, infringindo os limites institucionais.
A criação do círculo de conversa foi uma medida paliativa, pois o problema da saúde mental na adolescência exige apenas tratamento clínico especializado.
O projeto teve foco exclusivo no uso de redes sociais, deixando de contemplar aspectos estruturais, como políticas públicas de juventude.
A escuta e diálogo promovidos pela psicóloga são estratégias eficazes para fortalecer vínculos, reduzir o sofrimento emocional e prevenir condutas de risco.
O sofrimento de Mariana deve ser tratado apenas no âmbito privado, já que a escola não tem responsabilidade sobre questões familiares.

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