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Carlos, 45 anos, após um divórcio litigioso onde perdeu a guarda dos filhos e enfrentou dificuldades financeiras, começa a verbalizar sentimentos de intensa raiva contra sua ex-esposa, a quem culpa por sua situação. Contudo, ele rapidamente volta essa agressividade para si mesmo, expressando autoacusações, sentimentos de inutilidade e um desejo de "acabar com tudo isso". Ele se identifica fortemente com as perdas sofridas.
De acordo com as primeiras abordagens especificamente a teoria psicanalítica inicial de Sigmund Freud sobre o luto e a melancolia, como a ideação suicida de Carlos pode ser predominantemente compreendida?
Como uma manifestação da pulsão de vida (Eros) buscando uma solução criativa para sofrimento através da autoaniquilação.
Como uma forma de buscar superioridade e controle sobre a ex-esposa, deixando um legado de culpa, conforme a psicologia individual de Adler.
Como resultado da agressividade originalmente dirigida à ex-esposa (objeto perdido) que foi internalizada e voltada contra próprio ego.
Como um sintoma de "monomania suicida", uma obsessão específica pelo ato sem conexão com suas experiências de perda ou conflitos.
Como uma resposta puramente situacional ao estresse do divórcio, sem envolvimento de dinâmicas intrapsíquicas complexas.
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De acordo com a teoria psicanalítica inicial de Sigmund Freud sobre luto e melancolia, a melancolia (depressão profunda) ocorre quando a agressividade que a pessoa sente em relação a um objeto perdido (neste caso, a ex-esposa) é internalizada e direcionada contra o próprio ego, causando sentimentos de autoacusações e desejo de autodestruição. Portanto, a ideação suicida de Carlos pode ser predominantemente compreendida como: "Como resultado da agressividade originalmente dirigida à ex-esposa (objeto perdido) que foi internalizada e voltada contra próprio ego." Essa é a alternativa correta.

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Marina, 17 anos, estudante de uma escola particular de alto padrão em São Paulo, foi hospitalizada após uma tentativa de suicídio. A jovem apresentava bom desempenho escolar, praticava esportes e era considerada "exemplar" por professores e colegas. Em seu diário, encontrado pela família, Marina relatava exaustão, sensação de não ser suficiente, medo de decepcionar os pais e falta de espaço para demonstrar fragilidade. Também mencionava uso excessivo das redes sociais e a comparação constante com influenciadores digitais. O caso gerou debate na escola sobre os riscos emocionais vividos por adolescentes em contextos de alta performance. A direção solicitou apoio de profissionais da saúde para implementar um programa de prevenção ao suicídio na instituição.
Considerando os conhecimentos sobre saúde mental, suicídio e juventude, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da situação e uma ação coerente para contexto escolar:
A tentativa de Marina reflete um caso isolado e imprevisível, pois adolescentes em situação de privilégio econômico e educacional apresentam baixa probabilidade de risco suicida.
A escola deve priorizar a detecção de casos em alunos com histórico familiar de transtornos mentais.
O caso evidencia que o suicídio exige promover ambientes que valorizem o equilíbrio emocional, a escuta ativa e o enfrentamento da cultura da perfeição.
A responsabilidade pela saúde emocional de Marina recai unicamente sobre a família, que deveria ter percebido os sinais.
A escola não tem papel relevante na prevenção do suicídio juvenil, já que se trata de uma questão privada.
O problema principal está no uso excessivo de redes sociais, que deve ser combatido com regras rígidas de proibição e controle.
A intervenção deve focar no bloqueio de acesso e no reforço das disciplinas escolares para reduzir distrações.
Como Marina estava bem inserida socialmente e não apresentava sinais evidentes, a escola deve aguardar a repetição de comportamentos semelhantes antes de adotar medidas, para não gerar pânico entre os estudantes.

Em uma escola pública de ensino médio, os professores notaram que várias alunas do 1° ano passaram a relatar ansiedade, falta de motivação e sensação de "não se encaixar" no ambiente escolar. Uma delas, Mariana, confidenciou à psicóloga da escola que se sentia sobrecarregada com as cobranças dos pais, além de passar horas em redes sociais comparando-se a influenciadores. Disse ainda que sua relação com os pais era marcada por silêncio e ausência de escuta. A psicóloga promoveu então um projeto chamado "Círculo de Conversa", onde adolescentes e famílias puderam dialogar sobre expectativas, emoções e redes sociais.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta sobre a ação da psicóloga sob a perspectiva da promoção da saúde mental na adolescência.
A psicóloga agiu de forma inadequada ao envolver os familiares sem consentimento formal da direção escolar, infringindo os limites institucionais.
A criação do círculo de conversa foi uma medida paliativa, pois o problema da saúde mental na adolescência exige apenas tratamento clínico especializado.
O projeto teve foco exclusivo no uso de redes sociais, deixando de contemplar aspectos estruturais, como políticas públicas de juventude.
A escuta e diálogo promovidos pela psicóloga são estratégias eficazes para fortalecer vínculos, reduzir o sofrimento emocional e prevenir condutas de risco.
O sofrimento de Mariana deve ser tratado apenas no âmbito privado, já que a escola não tem responsabilidade sobre questões familiares.

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