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(VUNESP/EBSERH, 2020) Um psicólogo trabalha em um hospital no qual uma mulher dá entrada em decorrência de uma fratura em uma das costelas. Ao interagir com a paciente, o psicólogo tem a impressão de que pode se tratar de episódio de violência doméstica.
Nessa situação, psicólogo deve:
Chamar uma enfermeira para investigar o que a paciente pode estar escondendo e quem ela A estar protegendo.
Solicitar ao médico que notifique suas suspeitas ao Ministério Público, por ser ele o profissional B responsável pelos encaminhamentos.
a realização de um atendimento voltado para esclarecimento da situação e a realização C das notificações necessárias, caso seja constatada violência.
Solicitar comparecimento de uma assistente social para agendamento de uma visita doméstica e D entrevista com familiares.
Informar imediatamente a Delegacia da Mulher mais próxima, para disparar um processo investigativo E que confirme suas impressões.
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há 3 horas

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Na situação descrita, o psicólogo tem a suspeita de violência doméstica e deve agir conforme o Código de Ética Profissional e as normas legais, que indicam a necessidade de atendimento direto à paciente, buscando esclarecimento da situação e, se confirmada a violência, realizar as notificações obrigatórias. Analisando as alternativas: - A) Chamar uma enfermeira para investigar: não é papel do psicólogo delegar a investigação a outro profissional sem antes realizar atendimento adequado. - B) Solicitar ao médico que notifique: a notificação é uma responsabilidade compartilhada, mas o psicólogo também deve atuar diretamente. - C) Realizar atendimento para esclarecimento e notificações necessárias: está alinhado com a ética e o procedimento correto. - D) Solicitar assistente social para visita e entrevista: pode ser uma ação complementar, mas não substitui o atendimento e a notificação pelo psicólogo. - E) Informar imediatamente a Delegacia da Mulher: a notificação deve ser feita após o atendimento e confirmação da situação. Portanto, a alternativa correta é a C: "a realização de um atendimento voltado para esclarecimento da situação e a realização das notificações necessárias, caso seja constatada violência."

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Leia o trecho abaixo: Há um quarto no século XVI que não é relatado com frequência na história dos três já mencionados. Trata-se da conquista e do genocídio das mulheres que transmitiam, de geração para geração, o conhecimento indo-europeu nos territórios europeus. Essas mulheres dominavam conhecimentos xamânicos de tempos ancestrais. conhecimento que acumulavam abrangia diferentes áreas, tais como astronomia, biologia, ética etc. Elas eram empoderadas por resguardarem um conhecimento ancestral e o seu principal papel dentro das comunidades era o de estabelecer formas comunais de organização da política e da economia. A perseguição dessas mulheres começou na Baixa Idade Média. Entretanto, intensificou-se nos séculos XVI e XVII, com advento das estruturas "modernas, coloniais, capitalistas e patriarcais" de poder. Milhões de mulheres foram queimadas vivas, acusadas de bruxaria, ainda nos primórdios da Modernidade. Dadas as suas qualidades de autoridade e liderança, os ataques constituíram uma estratégia de consolidação do patriarcado centrado na cristandade, que também formas autônomas e comunais de relação com a terra. A Inquisição foi a vanguarda dos ataques. A acusação era um ataque a milhares de mulheres, cuja autonomia, liderança e conhecimento ameaçavam poder da aristocracia, que se tornava a classe capitalista transnacional tanto nas colônias quanto na agricultura Silvia Federici (2004) defende que esta caça às bruxas se intensificou entre 1550 e 1660. A tese da autora é de que a caça às mulheres, em território europeu, relacionava-se à acumulação primitiva durante da expansão capitalista na formação de reserva de trabalho para capitalismo global. Ela relacionou a escravização de africanos nas Américas e a caça de mulheres na Europa como dois lados da mesma moeda: a acumulação de capital, em escala global, com a necessidade de incorporar trabalho no processo de acumulação capitalista. Para atingir este objetivo, as instituições usaram métodos extremamente violentos. Ao contrário do que ocorreu com o epistemicidio contra as populações indígenas e quando milhares de livros foram queimados, no caso do genocídio contra as mulheres indo-europeias não houve livros queimados, pois, a transmissão de conhecimento acontecia, de geração para geração, por meio da tradição oral. (p.41-42) (Fonte: GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocidios/epistemicidios do longo século XVI. Sociedade e Estado, V. 31, 25-49, 2016.)
Levando-se em consideração o texto acima, conclui-se que as mulheres indo-europeias foram queimadas como estratégia epistemicida porque:
Os "livros" eram os corpos das mulheres e, de modo análogo ao que aconteceu com livros de alguns povos, elas foram queimadas vivas.

Observe o caso descrito a seguir: Há uma cidade, no interior de Minas, que é conhecida pelo histórico secular de escravização da população negra, o que terminou por torná-la uma cidade, majoritariamente, de pretos e pardos. Desse modo, 72% dos habitantes se autodeclaram negros. Ao retomar a história de constituição dessa cidade, no pós-abolição, percebe-se que esses descendentes livres dos negros escravizados não foram incluídos como mão de obra em outros setores econômicos da cidade, tampouco foram bem-vindos no sistema educacional público em função de um processo discriminatório e preconceituoso. Em função disso, vários desses sujeitos negros se tornaram semianalfabetos e analfabetos com baixa qualidade de formação técnico-intelectual. Com o histórico de uma mineração escravocrata, a população branca se acostumou a enxergar os negros da cidade em lugares subalternizados e braçais, de modo que os comerciantes brancos não se sentissem à vontade contratando parte da população negra. Nesse momento, a maioria da população negra, então, encontra-se desempregada e em condições econômicas muito precárias. Com a chegada de uma multinacional para extração de minério, abre-se uma brecha para que grande parte dessa população negra consiga emprego e saia da sua situação de miserabilidade. A empresa constrói um setor de Diversidade e Inclusão junto ao Recursos Humanos, encabeçado por psicólogos, para tentar garantir que a companhia cumpra com democráticos, cidadãos e equitativos dos seus funcionários.
Em relação às possíveis estratégias do setor de Diversidade e Inclusão, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. O setor em questão poderia se aproveitar da baixa escolaridade e do histórico escravocrata para promover recrutamento e seleção de jovens negros da cidade para os cargos que exigem força física e que são menos remunerados.
II. Tendo em vista que a empresa é uma multinacional, é importante que a área de Recursos Humanos seja gerenciada por psicólogos que garantam o lucro em detrimento da qualidade de vida e dignidade dos seus empregados.
A As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E As asserções I e II são proposições falsas.

Leia o texto a seguir: "Desde logo, o conceito de gênero é uma designação altamente problemática, não cobrindo um campo semântico nem sendo a sua inclusão no âmbito dos Estudos sobre as mulheres. Pelo contrário, é alvo das mais intrincadas epistemológicas e ideológicas. Para algumas perspectivas é uma categoria fundamental de análise; para outras é um instrumento útil em algumas circunstâncias, mas, mesmo assim, usado com muitas limitações e reservas; para outras, ainda, não tem qualquer alcance real, podendo até ser escamoteador de uma autêntica investigação feminista. E que dizer do vocábulo desejo? Que conceito está a convocar? Tem a ver com o sentido genérico de necessidade ou necessidades? Está pensado no horizonte da psicanálise, ligado, portanto, ao inconsciente e aos sinais que este emite no corpo e no espírito? É antes recortado de um plano erótico ou estritamente sexual?" (p. 1). Fonte: HENRIQUES, F. Gênero e desejo. Da biologia à cultura. Cadernos de Bioética, n. 35, 2004.
Inspirados pelo trecho acima e pelas discussões em torno das identidades de gênero e da orientação sexual (desejo), avaliem as afirmativas a seguir:
I. Identidade de gênero e orientação sexual (desejo) não podem ser tomados a partir de uma norma linear, já que se rearranjam de formas muitas variadas.
II. A distinção entre identidade de gênero e desejo é importante para que não se confunda a construção simbólica e material do corpo com o prazer afetivo-sexual, respectivamente.
III. Todo transexual foi antes de ser um sujeito trans, um sujeito homossexual.
IV. O segmento T (travesti e transexuais) se refere a indivíduos cuja identidade de gênero corresponde ao sexo designado ao nascer.
A Apenas I e II
B Apenas I, II e III
C Apenas III e IV
D Apenas I, II e IV

Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo(a), Conselho Federal de Psicologia tem a expectativa de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade as responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua formação e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o fortalecimento e ampliação do significado social da profissão.
Assinale a alternativa que corresponda ao que se encontra expresso no Código de Ética dos Psicólogos(as).
No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser comunicado aos responsáveis todo conteúdo decorrente da prestação de serviços de psicologia para que possam promover medidas em seu favor.
O psicólogo pode divulgar, ensinar, ceder, emprestar ou vender a leigos instrumentos e técnicas psicológicas privativas do psicólogo desde que estas permitam a disseminação do conhecimento psicológico, não configurando ilegal da profissão a utilização deste(s) material(ais) quando o usuário tiver vínculos contratuais com o psicólogo(a).
O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando critica e historicamente a realidade econômica, social e cultural.
O psicólogo poderá, quando necessário, assumir responsabilidades profissionais por atividades para as quais não esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente.
É facultado ao psicólogo modificar os instrumentos e testes psicológicos sempre que avaliar a necessidade de adequação do mesmo à realidade que se pretendem mensurar.

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