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A sociedade Lindas.com Comércio de Bolsas e Sapatos LTDA EPP, constituída em 12/12/2012, com capital integralizado em R$ 100,00, apresentou situação de crise econômico-financeira, em razão de uma pandemia que assolou o mundo, em 2020. Diante deste cenário, as sócias Maria Flor e Maria Bonita estão avaliando a possibilidade de uma recuperação extrajudicial.
Sendo assim, é correto afirmar que:
A) Poderá requerer a homologação em juízo do plano de recuperação extrajudicial, juntando sua justificativa e o documento que contenha seus termos e condições, com as assinaturas dos credores que a ele aderiram.
B) Poderá, também, requerer a homologação de plano de recuperação extrajudicial que obriga a todos os credores por ele abrangidos, desde que assinado por credores que representem mais de 1/5 (um quinto) de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos.
C) Não precisa juntar a exposição da situação patrimonial do devedor.
D) Não precisa juntar as demonstrações contábeis relativas ao último exercício social e as levantadas especialmente para instruir o pedido.
E) Não precisa juntar os documentos que comprovem os poderes dos subscritores para novar ou transigir, relação nominal completa dos credores, com a indicação do endereço de cada um, a natureza, a classificação e o valor atualizado do crédito, discriminando sua origem, o regime dos respectivos vencimentos e a indicação dos registros contábeis de cada transação pendente.
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há 5 horas

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há 5 horas

Vamos analisar as alternativas com base na Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005), que regula a recuperação extrajudicial: A) Correta. O devedor pode requerer a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial, juntando justificativa, o plano com seus termos e condições e as assinaturas dos credores que aderiram. B) Incorreta. Para que o plano obrigue todos os credores abrangidos, é necessário que seja assinado por credores que representem mais da metade dos créditos de cada espécie, não apenas 1/5. C) Incorreta. É obrigatório juntar a exposição da situação patrimonial do devedor. D) Incorreta. É necessário juntar as demonstrações contábeis do último exercício social e as levantadas especialmente para instruir o pedido. E) Incorreta. É obrigatório juntar documentos que comprovem os poderes dos subscritores, relação nominal dos credores, natureza, classificação, valor atualizado do crédito, entre outros. Portanto, a alternativa correta é: A) Poderá requerer a homologação em juízo do plano de recuperação extrajudicial, juntando sua justificativa e o documento que contenha seus termos e condições, com as assinaturas dos credores que a ele aderiram.

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Recuperação Extrajudicial da Empresa

1 EXTRAJUDICIALIDADE

Indubitavelmente, com a vigência da Lei 11.101/05, a crise econômico-financeira de empresários ou sociedades empresárias assumiu contornos essencialmente privados, tornando-se assunto próprio de credores e devedor, menos do que assunto de Estado. Essa dimensão essencialmente privada da crise econômico-financeira está muito mais patente na recuperação da empresa do que na falência. Basta comparar a recuperação com a figura, o procedimento e os fundamentos da concordata, com o contorno que lhe dava o Decreto-lei 7.661/45. Em fato, a concordata assumia a condição de intervenção estatal nas relações privadas, que se concluía sem a participação ou anuência necessária dos credores: era um benefício que o Estado, por meio do Poder Judiciário, concedia àqueles que preenchessem os requisitos legais, devendo ser acatado pelos credores atingidos. Em oposição, a ordem legal vigente compreende a recuperação da empresa em bases diversas, tornando-a não um simples problema do Estado e do devedor que se resolvia. A crise econômico-financeira do devedor é tomada, agora, como um problema muito mais de credores e do devedor, sendo o Estado chamado para (1) aferir se estão presentes os requisitos legais para a concessão do benefício e (2) chancelar a posição a que chegarem as partes que, como visto anteriormente, devem concordar com a concessão do benefício, sem o que a falência se impõe como solução necessária para a solução da crise da empresa. Com razão, portanto, o empresarialista mineiro Moacyr Lobato quando destaca que o atual sistema aproxima-se muito mais da ideia de uma concordata, ou seja, de um procedimento que se constrói a partir da concordância entre credores e devedores.

Embora a intervenção do Estado, por meio do Poder Judiciário, possa ser medida otimizadora da reunião de credores para a obtenção de anuência sobre um plano para a recuperação da empresa, não se trata de via exclusiva, indispensável, incontornável. Em termos práticos, outros caminhos, extrajudiciais, poderiam ser percorridos, o que percebeu o legislador, criando para tanto um procedimento específico, qual seja, a recuperação extrajudicial da empresa em crise econômico-financeira, prevista nos artigos 161 a 167 da Lei 11.101/05, e que serão aqui estudados. Trata-se de mais uma expressão da compreensão da recuperação da empresa como um assunto privado ao qual o Estado é convocado apenas acessoriamente, para garantir estabilidade e executoriedade ao que for deliberado, bem como para assegurar que a dimensão coletiva, assemblear, da tomada de decisão, impeça que a vontade arbitrária, isolada, de um ou alguns possa atuar contra a dos demais e, principalmente, contra os princípios da preservação da empresa e de sua função social.

De outra face, importa observar que a aceitação da figura da recuperação judicial tem por grande mérito afastar a ilicitude da chamada concordata branca, ou seja, dos procedimentos mantidos pelo empresário ou sociedade empresária em crise econômico-financeira visando à sua superação pela negociação com os respectivos credores. Remarque-se, aqui, que o artigo 2º, II, do Decreto-lei 7.661/45, previa como fato caracterizador da falência convocar o devedor seus credores, todos ou alguns, e lhes propor dilação, remissão de crédito ou cessão de bens. Essa previsão retirava do empresário e da sociedade empresária uma importante e elementar estratégia de administração patrimonial, qual seja, a negociação com os credores. O gerenciamento de ativos e passivos é, em todo o mundo, uma realidade da administração de empresas, permitindo ao próprio mercado e, mais especificamente, às próprias partes, encontrarem soluções para seus problemas e desafios. Entre nós, era paradoxalmente um ato falimentar, o que felizmente não mais ocorre.

A afirmação da viabilidade jurídica da recuperação extrajudicial da empresa, mais do que uma alternativa de solução global da crise econômico-financeira da empresa, a alcançar toda uma classe de credores, como se estudará neste módulo, é a afirmação da licitude, da viabilidade e da regularidade dos procedimentos negociais entre o devedor e seus credores, desde que não se concretize ato definido como falimentar, segundo a lista inscrita no artigo 94, III, da Lei 11.101/05. Nesta senda, é preciso ter em destaque a previsão inscrita no artigo 167 da Lei 11.101/05, segundo o qual as regras que cuidam da recuperação extrajudicial da empresa não implicam impossibilidade de realização de outras modalidades de acordo privado entre o devedor e seus credores.
Qual é a principal diferença entre a concordata prevista no Decreto-lei 7.661/45 e a recuperação da empresa prevista na Lei 11.101/05?
a) A concordata era uma intervenção estatal nas relações privadas sem a anuência necessária dos credores, enquanto a recuperação da empresa exige a concordância entre credores e devedor.
b) A concordata permitia a negociação direta entre credores e devedor sem intervenção do Estado, enquanto a recuperação da empresa é exclusivamente judicial.
c) A recuperação da empresa é um procedimento exclusivamente estatal, enquanto a concordata era um procedimento privado.
d) A concordata previa a falência automática em caso de não concordância dos credores, enquanto a recuperação da empresa não prevê falência.

2 REQUISITOS

Para que o empresário ou sociedade empresária possam obter a homologação da recuperação extrajudicial, será necessário preencher os requisitos do artigo 48 da Lei 11.101/05, como estipulado pelo seu artigo 161, caput. O texto da norma é equivocado, pois, ao dizer que o devedor que preencher aqueles requisitos poderá propor e negociar com credores plano de recuperação extrajudicial, pode dar a impressão de que a negociação de débitos com credores somente é lícita para aqueles que preencham os requisitos para o pedido recuperatório. Assim não é. A limitação inscrita na expressão poderá propor e negociar com credores está diretamente relacionada ao plano de recuperação extrajudicial. Quem não preencha os requisitos para a recuperação ainda poderá propor e negociar com credores formas alternativas para a solução de seus débitos, incluindo dilação (aumento dos prazos para pagamento), reparcelamento, descontos etc.

Os citados requisitos do artigo 48 da Lei 11.101/05 são aqueles exigidos para o pedido de recuperação judicial. Assim, a possibilidade jurídica, lembrando-se tratar de medida que só se defere a favor de empresas, ou seja, que somente pode ser requerida por empresários ou sociedades empresárias, excetuados os inscritos no artigo 2º da Lei 11.101/05. Ademais, como se trata de medida excepcional, considerados seu conteúdo e seus efeitos, será preciso atender a outros requisitos subjetivos, a limitar, igualmente, a possibilidade jurídica do pedido; fazem-se ainda necessários:

1. exercício regular da atividade empresária há mais de dois anos;

2. não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes;

3. não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte; e

4. não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na Lei de Falência e Recuperação de Empresas.

Tratam-se, todos esses requisitos, de condições da ação que traduzem elementos de possibilidade jurídica do pedido. Destaque-se que o citado artigo 48 lista como requisito não ter obtido concessão de recuperação judicial há menos de cinco anos. No entanto, o artigo 161, § 3º, da mesma Lei 11.101/05 traz norma específica: o devedor não poderá requerer a homologação de plano extrajudicial, se estiver pendente pedido de recuperação judicial ou se houver obtido recuperação judicial ou homologação de outro plano de recuperação extrajudicial há menos de dois anos, por força do § 3º do seu artigo 161.
Quais são os requisitos subjetivos adicionais que o empresário ou sociedade empresária deve atender para requerer a homologação da recuperação extrajudicial, conforme o artigo 161 da Lei 11.101/05?
1. Exercício regular da atividade empresária há mais de dois anos.
2. Não ser falido e, se o foi, terem sido declaradas extintas as responsabilidades decorrentes por sentença transitada em julgado.
3. Não ter obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial para Microempresas e Empresas de Pequeno Porte há menos de cinco anos.
4. Não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na Lei de Falência e Recuperação de Empresas.

3 RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL ORDINÁRIA

Embora o legislador não tenha utilizado a nomenclatura recuperação extrajudicial ordinária e recuperação extrajudicial extraordinária, o contraste entre o artigo 161 e o artigo 163 da Lei 11.101/05 recomenda esta distinção. Prevista nos artigos 161 e 162, a recuperação extrajudicial ordinária é medida que traduz adesão voluntária de todos os credores, produzindo efeito apenas entre os seus signatários. Já a recuperação extrajudicial extraordinária, de que cuida o artigo 163, como se verá a seguir, é medida que merece a adesão de, no mínimo, 3/5 de credores de uma mesma espécie, mas vinculando a minoria que a ele não aderiu.

Havendo negociado com seus credores uma alternativa para a solução da crise econômico-financeira que enfrenta, o devedor deverá elaborar um plano de recuperação extrajudicial, nele apondo a sua assinatura, bem como a assinatura de todos os credores que com ele anuíram. Esse plano, todavia, não poderá contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável aos credores que a ele não estejam sujeitos. Se o fizer, não poderá ser homologado; se o for, a sentença homologatória não terá validade perante terceiros que, não tendo sido cientificados do procedimento judicial, não podem ser atingidos por seus efeitos.

De posse do plano, devidamente assinado pelos acordantes, o devedor (empresário ou sociedade empresária) ajuizará o pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial. É o artigo 162 da Lei de Falência e Recuperação de Empresas que lhe faculta esse requerimento, afirmando que deverá juntar sua justificativa e o documento que contenha seus termos e condições com as assinaturas dos credores que a ele aderiram. O seu ajuizamento e, mesmo, o deferimento de seu processamento não acarretarão suspensão de direitos, ações ou execuções, nem a impossibilidade do pedido de decretação de falência pelos credores não sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial, por força do artigo 161, § 4º, da Lei 11.101/05. Mas, em relação aos direitos, ações ou execuções por parte dos credores que estejam sujeitos, serão, sim, suspensos, da mesma forma que tais credores não poderão pedir a decretação da falência do devedor.

Uma vez distribuído o pedido de homologação, veda o § 5º do mesmo artigo 161 que os credores desistam da adesão ao plano. Somente se houver a anuência expressa dos demais signatários, incluindo o devedor e todos os demais credores, essa desistência será possível, caracterizando, portanto, um distrato ajustado entre todas as partes do acordo. Não há falar em contestação. O juiz receberá os autos e, verificando estarem presentes todos os requisitos, homologará a recuperação judicial. Poderá, igualmente, mandar emendar a inicial, caso haja nela algum defeito sanável, bem como requisitar a apresentação de documentos necessários para demonstrar a atenção aos requisitos legais. A sentença de homologação do plano de recuperação extrajudicial constituirá título executivo judicial.

O mais curioso no estudo da recuperação extrajudicial ordinária é observar tratar-se apenas de uma transação coletiva que merece, ao final, homologação judicial para, assim, permitir execução como título judicial, bem como recurso a meios excepcionais para superação da crise econômico-financeira, superando a simples concessão de descontos ou de dilação nos prazos ou termos de vencimento das obrigações.
Quais são as características principais da recuperação extrajudicial ordinária previstas nos artigos 161 e 162 da Lei 11.101/05?
a) Adesão voluntária de todos os credores, produzindo efeito apenas entre os signatários do plano.
b) O plano não pode contemplar pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável aos credores não sujeitos ao plano.
c) O pedido de homologação não suspende direitos, ações ou execuções dos credores não sujeitos ao plano, mas suspende para os credores sujeitos ao plano.
d) Os credores não podem desistir da adesão ao plano sem anuência expressa de todos os signatários.
e) Todas as alternativas anteriores estão corretas.

4 RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL EXTRAORDINÁRIA

Uma pequena variação ao mecanismo de recuperação extrajudicial de créditos é prevista no artigo 163 da Lei 11.101/05: faculta-se ao empresário ou sociedade empresária requerer plano de recuperação extrajudicial assinado por credores que representem mais de 3/5 de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos, hipótese na qual a homologação do plano, se atendidos todos os requisitos para tanto, obrigará a todos os credores por ele abrangidos, mesmo aqueles que não tenham aderido ao acordo, apondo sua assinatura ao documento. Essa vinculação dos credores não aderentes traduz, uma vez mais, a valorização das deliberações coletivas sobre o arbítrio individual, impedindo que a recalcitrância de poucos possa impossibilitar a superação da crise econômico-financeira da empresa, com a qual a maioria absoluta anuiu. A essa modalidade chamo de recuperação extrajudicial extraordinária, destacando que não se trata de mera transação coletiva, mas de procedimento que transcende a homologação daquilo com que todos os signatários acordaram, alcançando mesmo terceiros, desde que atendidos os requisitos para tanto.

Fala o dispositivo em adesão voluntária de 3/5 de todos os créditos, de cada espécie, abrangidos pelo plano de recuperação extrajudicial. Esclarece o § 1º do artigo 163 da Lei 11.101/05 que por espécie tem as classes previstas nos incisos II, IV, V, VI e VIII do seu artigo 83, ou seja: (1) créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado; (2) créditos com privilégio especial; (3) créditos com privilégio geral; (4) créditos quirografários; e (5) créditos subordinados. Para a compreensão dessas categorias, no qual todas essas classes serão devidamente estudadas, uma a uma. Portanto, para que o crédito vincule os credores não aderentes, será preciso haver adesão de 3/5 dos credores daquela classe, na dicção do artigo 83, ou daquela espécie, usada a terminologia do artigo 163. Isso, ainda que se trate de uma única pessoa.

No entanto, não serão considerados para fins de apuração desse percentual, estatui o § 2º do artigo 163, os créditos não incluídos no plano de recuperação extrajudicial, os quais não poderão ter seu valor ou condições originais de pagamento alteradas. A norma inspira algum cuidado. Em primeiro lugar, pela necessidade de reafirmação do óbvio: nunca é demais recordar que, por força do artigo 161, § 1º, da Lei de Falência e Recuperação de Empresas, os créditos trabalhistas e os tributários estão excluídos dos planos de recuperação extrajudicial. Em segundo lugar, por não se permitir arbítrio na definição de quais sejam, ou não, os créditos incluídos no plano de recuperação extrajudicial. Seria muito fácil o comportamento de má-fé daquele devedor que faz, arbitrariamente, a definição dos créditos incluídos para alcançar o percentual de 3/5 de adesão e, assim, forçar a vinculação dos outros 2/5, ou menos, que foram listados no plano. Um tal comportamento, todavia, caracterizaria fraude à lei, não podendo ser acatado pelo Judiciário, em hipótese alguma.
O que caracteriza a recuperação extrajudicial extraordinária prevista no artigo 163 da Lei 11.101/05 e qual é o percentual mínimo de adesão dos credores para que o plano vincule também os credores não aderentes?
a) A recuperação extrajudicial extraordinária é um procedimento que obriga todos os credores abrangidos pelo plano, mesmo os que não aderiram, desde que haja adesão de mais de 3/5 dos créditos de cada espécie.
b) A recuperação extrajudicial extraordinária é uma mera transação coletiva que depende da adesão unânime dos credores.
c) O percentual mínimo de adesão dos credores para vincular os não aderentes é de 1/2 dos créditos de cada espécie.
d) Os créditos trabalhistas e tributários podem ser incluídos no plano para alcançar o percentual mínimo de adesão.
e) O devedor pode arbitrar livremente quais créditos incluir no plano para alcançar o percentual mínimo de adesão.

Madeireira Juína Ltda. requereu a homologação de plano de recuperação extrajudicial em Juara/MT, lugar de seu principal estabelecimento. Após o pedido de homologação e antes da publicação do edital para apresentação de impugnação ao plano, um dos credores com privilégio geral que haviam assinado o plano pretende desistir unilateralmente da adesão. Tal credor possui um terço dos créditos de sua classe submetidos ao plano.
Com relação ao credor com privilégio geral, após a distribuição do pedido de homologação, assinale a afirmativa correta.
A) Não poderá desistir da adesão ao plano, mesmo com a anuência expressa dos demais signatários.
B) Poderá desistir da adesão em razão da natureza contratual do plano, que permite, a qualquer tempo, sua denúncia.
C) Não poderá desistir da adesão ao plano, salvo com a anuência expressa dos demais signatários.
D) Poderá desistir da adesão ao plano, desde que seja titular de mais de 1/4 do total dos créditos de sua classe.
E) n.d.a.

Você participou da elaboração, apresentação e negociação do plano de recuperação extrajudicial de devedor sociedade empresária. Tendo sido o plano assinado por todos os credores por ele atingidos, seu cliente o contratou para requerer a homologação judicial.
Assinale a opção que indica o juízo em que deverá ser apresentado o pedido de homologação do plano de recuperação extrajudicial.
A) O juízo da sede do devedor.
B) O juízo do principal estabelecimento do devedor.
C) O juízo da sede ou de qualquer filial do devedor.
D) O juízo do principal estabelecimento ou da sede do devedor.
E) n.d.a

Indústria de Celulose Três Rios Ltda. requereu homologação de plano de recuperação extrajudicial no lugar do seu principal estabelecimento. No plano de recuperação apresentado há um crédito quirografário em moeda estrangeira, com pagamento segundo a variação cambial do euro. Foi prevista ainda pelo devedor a supressão da variação cambial pela substituição da moeda euro pelo real. O plano foi aprovado por credores que titularizam mais de três quintos dos créditos de cada classe, mas Licínio, o credor titular deste crédito, não o assinou.
De acordo com as disposições legais para homologação da recuperação extrajudicial, assinale a afirmativa correta.
A) O plano pode ser homologado porque, mesmo sem a assinatura de Licínio, houve aprovação por credores que titularizam mais de três quintos dos créditos de cada classe.
B) O plano não pode ser homologado porque, diante da supressão da variação cambial, o credor Licínio pode vetar sua aprovação, qualquer que seja o quórum de aprovação.
C) O plano pode ser homologado porque o consentimento expresso de Licínio só é exigido para os créditos com garantia real, não se aplicando a exigência aos créditos quirografários.
D) O plano não pode ser homologado por não ter atingido o quórum mínimo de aprovação, independentemente da supressão da cláusula de variação cambial.
E) n.d.a

A sociedade empresária Monte Santo Embalagens Ltda. EPP requereu homologação de plano de recuperação extrajudicial, que continha, dentre outras, as seguintes disposições: i) estabelecia a produção de efeitos a partir da data de sua assinatura, exclusivamente em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários; ii) o pagamento antecipado de dívidas em relação aos credores com privilégio especial, justificando a necessidade em razão do fluxo de caixa; iii) a inclusão de credores enquadrados como microempresas e empresas de pequeno porte; v) previa, como meio de recuperação, o trespasse de duas filiais. O devedor enviou carta a todos os credores sujeitos ao plano, domiciliados ou sediados no país, informando a distribuição do pedido, as condições do plano e o prazo para impugnação. Você, como advogado(a) de um desse credores, pretende impugnar a homologação porque o plano a ser homologado
Assinale a afirmativa correta.
A) só deve incluir, como meio de recuperação, o parcelamento ou abatimento de dívidas, com a incidência de juros fixos à taxa de 12% (doze por cento) ao ano.
B) não pode contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável aos credores que a ele não estejam sujeitos.
C) não pode prever a produção de efeitos anteriores à sua homologação, ainda que exclusivamente em relação à modificação do valor de créditos dos credores signatários.
D) não pode incluir credores enquadrados como empresas de pequeno porte, porque está limitado às classes de credores com garantia real, com privilégio geral, quirografários.

Em relação aos institutos da recuperação judicial e extrajudicial das empresas, dispõe a Lei Falimentar:
Assinale a alternativa correta.
A) O plano de recuperação extrajudicial não poderá contemplar o pagamento antecipado de dívidas nem tratamento desfavorável aos credores que a ele não estejam sujeitos, e, após a distribuição do pedido de homologação, os credores não poderão desistir da adesão ao plano, salvo se ainda não publicado o edital de convocação de todos os credores do devedor, para apresentação de suas impugnações ao plano de recuperação extrajudicial.
B) Na recuperação extrajudicial, no prazo do edital, deverá o devedor comprovar o envio de carta a todos os credores sujeitos ao plano, que terão prazo de 30 (trinta) dias, contado da publicação do edital de convocação dos credores do devedor, para impugnarem o plano, juntando a prova de seu crédito, cuja impugnação, uma vez apresentada, será aberto prazo de 5 (cinco) dias para que o devedor sobre ela se manifeste.
C) O plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 90 (noventa) dias para o pagamento, até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por trabalhador, dos créditos de natureza estritamente salarial vencidos nos 6 (seis) meses anteriores ao pedido de recuperação judicial.
D) No procedimento da recuperação judicial, havendo objeção de qualquer credor ao plano de recuperação judicial, o juiz convocará a assembleia geral de credores para deliberar sobre o plano de recuperação, cuja data não excederá 120 (cento e vinte) dias contados do deferimento do processamento da recuperação judicial, o qual será aprovado pelo comitê de credores.
E) Deferido o processamento da recuperação judicial, os credores poderão, no prazo de 30 (trinta) dias, requerer a convocação de assembleia geral para a constituição do Comitê de Credores ou substituição de seus membros, não podendo o devedor desistir do pedido de recuperação judicial após o deferimento de seu processamento, salvo se obtiver aprovação por unanimidade do Comitê de Credores.

Luiz é sócio da sociedade Papéis Fechados Ltda. que se encontra altamente endividada. Por essa razão, a referida sociedade terá dificuldades para negociar com os credores e os seus funcionários. Com relação à recuperação extrajudicial, considere os créditos a seguir:
Os créditos que NÃO podem ser objeto da recuperação extrajudicial da Papéis Fechados Ltda. são somente:
I - Quirografário;
II - Com garantia real;
III - Subordinado;
IV - Trabalhista;
V - Tributário.
a) I e II;
b) III;
c) II e III;
d) III e IV;
e) IV e V.

Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos: I – não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes; II – não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial; III - não ter, há menos de 8 (oito) anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial; IV – não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
Considerando assertivas acima, é correto afirmar que:
A) Todas as assertivas estão corretas e são cumulativas.
B) Todas as assertivas estão corretas e não são cumulativas.
C) Todas as assertivas estão incorretas e não são cumulativas.
D) Todas as assertivas estão incorretas e são cumulativas.
E) Estão corretas apenas as assertivas I, II e IV, inclusive são cumulativas, no entanto, a III está incorreta, pois o prazo é de 5 (cinco) anos.

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