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(FCC/2022 Adaptada) Fato do produto é acidente de consumo por defeito de segurança do produto. De acordo com Código de Defesa do Consumidor, em regra, comerciante responde pelo fato do produto, independentemente da existência de culpa,
Assinale a situação em que comerciante responde pelo fato do produto.
Somente quando fabricante, construtor, produtor ou importador não puderem ser identificados.
Se outro produto de melhor qualidade tiver sido colocado no mercado.
Mesmo se houver realizado a conservação adequada de produtos perecíveis.
Quando insuficientes ou inadequadas as informações sobre sua utilização e riscos.
Quando produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador.
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De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o comerciante responde pelo fato do produto independentemente da existência de culpa nas seguintes situações: - Quando o fabricante, construtor, produtor ou importador não puderem ser identificados; - Quando insuficientes ou inadequadas as informações sobre a utilização e riscos do produto; - Quando o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador. Portanto, a resposta correta é: Quando insuficientes ou inadequadas as informações sobre sua utilização e riscos. e Quando produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador. Além disso, o comerciante também responde quando o fabricante não puder ser identificado.

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Cristina é uma confeiteira de renome que trabalha há mais de quinze anos produzindo bem-casados, doces recheados que são servidos a convidados em festas de casamento. Cristina não possui registro da atividade empresarial desenvolvida e atende seus clientes em sua própria residência, em Brasília, sendo a venda desses doces sua única fonte de renda. Maria e João, residentes em São Paulo, viajaram para Brasília com intuito de encomendar bem-casados a Cristina, os quais seriam servidos na festa de casamento do casal. No dia da festa, realizada em São Paulo, os doces encomendados foram, então, entregues aos convidados; contudo, os pais de Maria, entre outros convidados, sofreram infecção gastrointestinal em razão da ingestão desses doces. Após análise técnica, verificou-se que os bem-casados servidos no evento, que foram vendidos e produzidos por Cristina, estavam impróprios para consumo na ocasião.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
Cristina se enquadra no conceito de fornecedor do CDC, pois fornece produtos com habitualidade e onerosidade; contudo, apenas Maria e João se enquadram na qualidade de consumidores na situação apresentada.
Embora a atividade de Cristina não esteja devidamente registrada na junta comercial, ela pode ser considerada fornecedora à luz do CDC, e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização a Cristina.
CDC é aplicável ao caso, e Maria, João e todos os convidados que se intoxicaram após ingestão do referido produto são consumidores por equiparação e podem pedir indenização a Cristina; contudo, a inversão do ônus da prova somente poderá ser aplicada em favor de Maria e João, contratantes diretos.
A atividade desenvolvida por Cristina não se enquadra no conceito legal de fornecedor do CDC, razão pela qual devem ser aplicadas ao caso as regras atinentes ao Código Civil.
Caso Maria e João queiram propor ação de responsabilidade civil contra Cristina, essa ação deverá, de acordo com CDC, ser ajuizada em Brasília, local da contratação.

Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo os chamados "bem-casados", deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da família. No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de "bem-casados" no sabor doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que produto estava estragado. A impropriedade do produto para consumo foi comprovada por perícia técnica.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.
A casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização.
B Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização diretamente àqueles.
C Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, contratantes diretos.
D A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos vícios redibitórios do Código Civil.
E Nenhuma das outras alternativas;