Ao longo desta unidade, acompanhamos como o capitalismo, no século XX e início do século XXI, passou por sucessivas reestruturações que transformaram as exigências feitas ao trabalhador e, por consequência, à educação: do modelo taylorista-fordista, baseado na fragmentação e na execução mecânica, ao modelo toyotista, que passou a exigir trabalhadores polivalentes e qualificados. Discutiu-se, também, como esse processo se articula com o discurso neoliberal da empregabilidade e do empreendedorismo, que desloca para o indivíduo a responsabilidade por sua inserção — ou exclusão — do mercado de trabalho, muitas vezes ocultando o caráter estrutural do desemprego no capitalismo contemporâneo. Considerando essa síntese, assinale a alternativa que melhor expressa a reflexão proposta ao final da unidade sobre a relação entre educação e trabalho. Questão 5Resposta a. Pensar a relação entre educação e trabalho exige compreender o contexto histórico e econômico mais amplo em que essa relação se insere, e não apenas perguntar quais habilidades a escola deve ensinar. b. O modelo toyotista representa o ponto final da evolução dos modelos produtivos, não havendo transformações posteriores a serem consideradas pela educação. c. A única questão relevante para pensar a relação entre educação e trabalho é definir quais habilidades técnicas a escola deve ensinar aos estudantes. d. A relação entre educação e trabalho pode ser plenamente compreendida sem qualquer referência ao contexto histórico e econômico em que se insere. e. O discurso neoliberal da empregabilidade evidencia, de forma completa e satisfatória, o caráter estrutural do desemprego no capitalismo contemporâneo.