Sobre a educação e ciência na contemporaneidade é incorreta:
a) as universidades e o ensino superior, de modo geral, não escapam à lógica desse sistema, pelo contrário, para além da vontade consciente daqueles que lhe dão materialidade, inserem-se de tal maneira nesse movimento e participam efetivamente da sua manutenção, conservação. Mas dentro da lógica dialética e contraditória já por nós apontada, o ensino superior pode também se manifestar na direção contrária e contribuir para a crítica ao sistema estabelecido.
b) de acordo com Zainko (2006), analisar os desafios da universidade na contemporaneidade exige levar em consideração a sua difícil missão no contexto da sociedade capitalista, a contradição existente entre os objetivos de socialização de conhecimentos e a lógica de produção do mesmo em função apenas das camadas dominantes da população: para construir um processo de formação de cidadãos e profissionais que desenvolvam a sua capacidade de pensar, isto é, estar em permanente trabalho de reflexão, "a universidade precisa começar a escrever um novo capítulo de sua própria história" adaptando-se de forma crítica às demandas de um novo tempo, buscando a construção de um projeto político-institucional que a coloque em condições de ser multidiversidade, porque compreende muitos saberes e é constituída por diferentes gerações. (Zainko, 2006, p. 189) 14
c) adaptar-se de forma crítica aos novos tempos parece ser um paradoxo, já que se adaptar significa, muitas vezes, se conformar. No entanto, a autora coloca isso como um desafio. O desafio de construir um projeto político institucional que se paute pela multidiversidade, que de fato assuma a universidade e o ensino superior como um espaço de pluralidade de ideias, de construção de saberes e de debate nos vários ramos da ciência.
d) a contemporaneidade traz à tona a própria crítica à ciência no sentido de apontar a sua neutralidade, mas por outro lado, podemos "jogar a criança fora junto com a água do banho", ou seja, podemos, com a crítica a neutralidade da ciência, acreditar que não existe conhecimento científico, que não existe aproximação verdadeira do real. Não podemos abrir o campo para toda a forma de relativismo, como ocorre em alguma medida no campo da pós-modernidade. Mas como proceder a análise crítica que colabore para construir um modelo de ensino superior comprometido com a produção e socialização do saber científico, mesmo sob as condições da sociedade capitalista?
Ed
semana passada
A questão pede para identificar a alternativa incorreta sobre educação e ciência na contemporaneidade. Analisando as alternativas: a) Afirma que as universidades participam da manutenção do sistema, mas também podem criticá-lo. Isso está correto, pois reconhece a contradição presente. b) Destaca a difícil missão da universidade na sociedade capitalista e a necessidade de um projeto político-institucional crítico e plural. Está correto. c) Aponta o desafio de adaptar-se criticamente aos novos tempos, valorizando a multidiversidade e pluralidade. Também está correto. d) Fala sobre a crítica à neutralidade da ciência, alertando contra o relativismo extremo e a necessidade de uma análise crítica para um ensino superior comprometido. Está correto. Como todas as alternativas apresentam argumentos coerentes e corretos, nenhuma delas é incorreta. Portanto, você tem que criar uma nova pergunta, pois a questão está incompleta ou não apresenta alternativa incorreta clara.
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