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Alguém poderia falar um pouco sobre a Verificação dos prazos e das penalidades? art 193 ao 199 do CPC

Um resumo sobre esses artigos

Direito Processual Civil II

Humanas / Sociais


2 resposta(s)

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Guilherme Burzynski Dienes

Há mais de um mês

Para cada ato processual, há um prazo máximo prescrito em lei para que ele seja consumado.

Entre o art. 193-199 há a discussão sobre a tarefa do serventuário de mover o processo, deixando concluso ao juízo, conforme os prazos dispostos no art. 190, e sobre a restituição dos autos à Justiça, afirmando que o advogado deve restituí-lo no prazo legal, bem como qualquer interessado pode requisitar tal restituição (algo comum em processos de inventário), devendo o juiz intimar o advogado para devolver os autos sob pena de multa (metade do salário mínimo), devendo igualmente o juízo comunicar à OAB tal falta, pois isso representa falta disciplinar de acordo com o código de ética da OAB. Tais disposições (art. 195/196, CPC) são aplicáveis à defensoria e à fazenda pública.

 

Afirma-se igualmente que é possível ao MP e qualquer uma das partes realizar a representação perante o Presidente do Tribunal de Justiça contra determinado juiz que excedeu os prazos previstos em lei, instaurando-se procedimento para apuração de responsabilidade, podendo o relator deste procedimento avocar os autos e designar outro juiz para realizar o deslinde da causa (art. 198, CPC).

O disposto no art. 198, CPC também é aplicável aos tribunais superiores, conforme seu regimento interno.

 

Alguns dispositivos são anacrônicos haja vista a morosidade processual, mas a questão de vista dos autos e restituição dos autos é algo corriqueiro na Justiça Estadual ou Federal.

Para cada ato processual, há um prazo máximo prescrito em lei para que ele seja consumado.

Entre o art. 193-199 há a discussão sobre a tarefa do serventuário de mover o processo, deixando concluso ao juízo, conforme os prazos dispostos no art. 190, e sobre a restituição dos autos à Justiça, afirmando que o advogado deve restituí-lo no prazo legal, bem como qualquer interessado pode requisitar tal restituição (algo comum em processos de inventário), devendo o juiz intimar o advogado para devolver os autos sob pena de multa (metade do salário mínimo), devendo igualmente o juízo comunicar à OAB tal falta, pois isso representa falta disciplinar de acordo com o código de ética da OAB. Tais disposições (art. 195/196, CPC) são aplicáveis à defensoria e à fazenda pública.

 

Afirma-se igualmente que é possível ao MP e qualquer uma das partes realizar a representação perante o Presidente do Tribunal de Justiça contra determinado juiz que excedeu os prazos previstos em lei, instaurando-se procedimento para apuração de responsabilidade, podendo o relator deste procedimento avocar os autos e designar outro juiz para realizar o deslinde da causa (art. 198, CPC).

O disposto no art. 198, CPC também é aplicável aos tribunais superiores, conforme seu regimento interno.

 

Alguns dispositivos são anacrônicos haja vista a morosidade processual, mas a questão de vista dos autos e restituição dos autos é algo corriqueiro na Justiça Estadual ou Federal.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes