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Max Weber

O que é a Dominação Legítima segundo Weber?


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Andrews Ribeiro

Há mais de um mês

Poder, ou dominação, é a possibilidade de encontrar obediência a uma ordem determinada. A submissão pode estar condicionada por interesses, ou seja, das vantagens e desvantagens de quem obedece; por mero costume, quando a ação torna-se um hábito cego; ou ainda por puro afeto, advinda da tendência pessoal. A dominação embasada apenas nesses fundamentos seria instável. Assim, para Weber, nos governantes e nos governados, o poder funda-se internamente em bases jurídicas, nas quais se assenta a “legitimidade”. As “bases de legitimidade”, na forma totalmente pura de dominação são apenas três, cada uma com lógicas e mecanismos de administrações próprias.

A dominação legal dá-se em virtude do estatuto, seu tipo mais puro é a dominação burocrática. Seu princípio é que qualquer direito pode ser criado e modificado mediante um estatuto sancionado desde que seu processo esteja previamente estabelecido. A associação de poder é escolhida ou imposta, ele e todas suas partes são empresas, formadas por funcionários nomeados por um “senhor”. Obedece-se a regra estatuída e não a pessoa em virtude de seu direito próprio. Para Weber, o Estado Moderno e a empresa capitalista são estruturas correspondentes da dominação legal, pois são associações com fins utilitários. Importante lembrar que não há domínio legal que seja exclusivamente burocrático, uma vez que uma empresa não é formada só por funcionários contratados, sempre existem os que ocupam cargos mais altos.

A dominação tradicional é em virtude na crença da santidade dos ordenamentos e poderes senhoriais desde sempre existentes, sendo seu tipo mais puro a dominação patriarcal na qual o “senhor” manda e os “súditos” obedecem. Neste caso, obedece-se a pessoa em virtude de sua dignidade própria, por fidelidade e o conteúdo das ordens existe pela tradição. Seus princípios são os da equidade ética e  material, da justiça ou da utilidade prática. A dominação tradicional é um exemplo de influência de valores morais e éticos existentes desde a antiguidade, que aos poucos, a partir da Idade Moderna foi sendo substituído pela forma de dominação legal.

Por último, define-se a dominação carismática, em virtude da devoção afetiva ao “senhor” e aos seus dons gratuitos (carisma), vinda de capacidades mágicas, heroísmo, poder do espírito e do discurso. A associação de domínio é de caráter comunitário, sendo aquele que ordena o “chefe”. Não existe aqui o conceito racional de competência, nem o conceito de estado e  de privilégio, sendo o “chefe” seguido pelos seus “discípulos” segundo o carisma e vocações pessoais. A autoridade carismática é dita por Weber como uma das grandes forças revolucionárias da História, em sua forma pura tem caráter eminentemente autoritário e dominador. O dominador carismático é reconhecido pela legitimidade democrática por forma de “eleição”, sendo este um funcionário eleito pelos “súditos” por vontade livre. Weber desconfia do carisma, teme que elementos emocionais predominem na política, para ele, a “massa” pensa apenas em curto prazo, estando sujeita a influências emocionais e irracionais.

Fonte:http://www.lusosofia.net/textos/weber_3_tipos_poder_morao.pdf

http://www.webartigos.com/artigos/resenha-os-tres-tipos-puros-de-dominacao

Poder, ou dominação, é a possibilidade de encontrar obediência a uma ordem determinada. A submissão pode estar condicionada por interesses, ou seja, das vantagens e desvantagens de quem obedece; por mero costume, quando a ação torna-se um hábito cego; ou ainda por puro afeto, advinda da tendência pessoal. A dominação embasada apenas nesses fundamentos seria instável. Assim, para Weber, nos governantes e nos governados, o poder funda-se internamente em bases jurídicas, nas quais se assenta a “legitimidade”. As “bases de legitimidade”, na forma totalmente pura de dominação são apenas três, cada uma com lógicas e mecanismos de administrações próprias.

A dominação legal dá-se em virtude do estatuto, seu tipo mais puro é a dominação burocrática. Seu princípio é que qualquer direito pode ser criado e modificado mediante um estatuto sancionado desde que seu processo esteja previamente estabelecido. A associação de poder é escolhida ou imposta, ele e todas suas partes são empresas, formadas por funcionários nomeados por um “senhor”. Obedece-se a regra estatuída e não a pessoa em virtude de seu direito próprio. Para Weber, o Estado Moderno e a empresa capitalista são estruturas correspondentes da dominação legal, pois são associações com fins utilitários. Importante lembrar que não há domínio legal que seja exclusivamente burocrático, uma vez que uma empresa não é formada só por funcionários contratados, sempre existem os que ocupam cargos mais altos.

A dominação tradicional é em virtude na crença da santidade dos ordenamentos e poderes senhoriais desde sempre existentes, sendo seu tipo mais puro a dominação patriarcal na qual o “senhor” manda e os “súditos” obedecem. Neste caso, obedece-se a pessoa em virtude de sua dignidade própria, por fidelidade e o conteúdo das ordens existe pela tradição. Seus princípios são os da equidade ética e  material, da justiça ou da utilidade prática. A dominação tradicional é um exemplo de influência de valores morais e éticos existentes desde a antiguidade, que aos poucos, a partir da Idade Moderna foi sendo substituído pela forma de dominação legal.

Por último, define-se a dominação carismática, em virtude da devoção afetiva ao “senhor” e aos seus dons gratuitos (carisma), vinda de capacidades mágicas, heroísmo, poder do espírito e do discurso. A associação de domínio é de caráter comunitário, sendo aquele que ordena o “chefe”. Não existe aqui o conceito racional de competência, nem o conceito de estado e  de privilégio, sendo o “chefe” seguido pelos seus “discípulos” segundo o carisma e vocações pessoais. A autoridade carismática é dita por Weber como uma das grandes forças revolucionárias da História, em sua forma pura tem caráter eminentemente autoritário e dominador. O dominador carismático é reconhecido pela legitimidade democrática por forma de “eleição”, sendo este um funcionário eleito pelos “súditos” por vontade livre. Weber desconfia do carisma, teme que elementos emocionais predominem na política, para ele, a “massa” pensa apenas em curto prazo, estando sujeita a influências emocionais e irracionais.

Fonte:http://www.lusosofia.net/textos/weber_3_tipos_poder_morao.pdf

http://www.webartigos.com/artigos/resenha-os-tres-tipos-puros-de-dominacao

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