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Alguém poderia me ajudar com essa pergunta?


Joana, mãe de Pedro, 25 dias após o nascimento deste, requereu junto ao INSS benefício de salário-maternidade, com cópia da certidão de nascimento de seu filho e outros documentos elencados no Decreto 3.048/99. O funcionário do APS-Centro do INSS nem sequer protocolou o pedido, informando que já existia outra pessoa recebendo o benefício. O advogado de Joana, ao ter vista deste processo administrativo concessório, teve ciência de que a mãe de Joana, Vilma, foi quem gerou Pedro (barriga de aluguel), tendo instruído seu pedido junto ao INSS com o documento expedido pelo hospital dando conta do nome de Vilma como parturiente e do dia do parto. Joana, então, ajuíza ação em face do INSS e de Vilma objetivando a concessão do salário-maternidade com o cancelamento do benefício concedido a Vilma. Vilma, ao ser citada, procura você e esclarece que a filha tinha um problema sério no útero e por isso emprestou sua barriga para gerar o neto, informando ainda que recebeu os valores do benefício desde o dia do parto. Qual tese deve ser argüida em defesa de Vilma? Resposta fundamentada.


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Paduan Seta Advocacia Verified user icon

Há mais de um mês

Embora a lei seja omissa sobre essa situação, entende-se que tanto Vilma quanto Joana gozarão do auxílio maternidade, uma vez que as controvérsias não reguladas pela Lei devem ser resolvidas através da analogia, princípios gerais do direito e costumes. Contudo, existem disposições legais definindo os requisitos para a gestação substitutiva. A Resolução CFM Nº 1358/92, em seu segundo item da primeira seção, dispõe:

 2 - As técnicas de RA podem ser utilizadas desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não se incorra em risco grave de saúde para a paciente ou o possível descendente.

Ainda na Resolução CFM Nº 1358/92:

1 - Toda mulher, capaz nos termos da lei, que tenha solicitado e cuja indicação não se afaste dos limites desta Resolução, pode ser receptora das técnicas de RA, desde que tenha concordado de maneira livre e consciente em documento de consentimento informado.

Embora a lei seja omissa sobre essa situação, entende-se que tanto Vilma quanto Joana gozarão do auxílio maternidade, uma vez que as controvérsias não reguladas pela Lei devem ser resolvidas através da analogia, princípios gerais do direito e costumes. Contudo, existem disposições legais definindo os requisitos para a gestação substitutiva. A Resolução CFM Nº 1358/92, em seu segundo item da primeira seção, dispõe:

 2 - As técnicas de RA podem ser utilizadas desde que exista probabilidade efetiva de sucesso e não se incorra em risco grave de saúde para a paciente ou o possível descendente.

Ainda na Resolução CFM Nº 1358/92:

1 - Toda mulher, capaz nos termos da lei, que tenha solicitado e cuja indicação não se afaste dos limites desta Resolução, pode ser receptora das técnicas de RA, desde que tenha concordado de maneira livre e consciente em documento de consentimento informado.

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daniel kennedy

Há mais de um mês

fiquem curioso com essa perunta

olá, fiz um pesquisa e encontrei algumas repostas

o fato é que a cessão temporária do útero ("barriga de aluguel") só é permitida desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação da doadora genética. Havendo esses fatores a Resolução 2013/13 do CFM prevê a cessão temporária do útero, desde que não tenha finalidade lucrativa ou comercial. E ainda, que as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o segundo grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina. Conforme o caso relatado por você, todos esses requisitos foram atendidos. Assim, a cessão fora realizada, a princípio, segunda os ditames da legislação. A essa cessão dá-se o nome de gestação/maternidade substitutiva. Até onde sei, a legislação previdenciária e trabalhista são omissas quanto à maternidade substitutiva. E uma vez verificada a inexistência de previsão legal, adotar-se-á os princípios norteadores do direito; analogia, costumes e princípios gerais do direito. Assim, levando em consideração que a adoção ou a guarda para fins de adoção acarretam o direito ao salário maternidade, deve-se, por interpretação analógica estender tal direito fundamental à mãe, à qual será entregue a criança após o parto. Com relação a mãe geradora, a própria legislação determina; "é o benefício pago à segurada empregada, a trabalhadora avulsa, a empregada doméstica, a segurada especial, a contribuinte individual, facultativa e segurada desempregada, que se encontra afastada de sua atividade laboral cotidiana POR MOTIVO DE PARTO, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção." Pelo exposto, ambas terão direito ao salário maternidade. A geradora ,pelo afastamento por motivo de parto e a mãe que a quem será entregue a criança, por analogia da lei.  resposta da contadora edna dias.

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Michel

Há mais de um mês

Obrigado Daniel Kennedy Alves!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas