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No Estado de Defesa e no Estado de Sitio, o Poder Público pode tomar atitudes diferentes em relação as pessoas?

Durante a vigência dessas situações excepcionais, o Poder Público pode tomar algumas atitudes diferenciadas em relação as pessoas.

Quais são elas? Cite e explique.

Direito Constitucional IIHumanas / Sociais

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Na vigência do Estado de Defesa e do Estado de Sítio, o Estado pode tomar as seguintes medidas coercitivas (isto é, de observância obrigatória) em relação às pessoas, nos termos da Constituição:

 

Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.

§ 1º O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:

I - restrições aos direitos de:

a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;

b) sigilo de correspondência;

c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;

II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.

§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação.

§ 3º Na vigência do estado de defesa:

I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;

II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;

III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;

IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.

Na vigência do Estado de Defesa e do Estado de Sítio, o Estado pode tomar as seguintes medidas coercitivas (isto é, de observância obrigatória) em relação às pessoas, nos termos da Constituição:

 

Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.

§ 1º O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:

I - restrições aos direitos de:

a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;

b) sigilo de correspondência;

c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;

II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.

§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação.

§ 3º Na vigência do estado de defesa:

I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;

II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;

III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;

IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.

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Bruno Ferreira

Há mais de um mês

Sim porque os dois são totalmente distintos um do outro. Na vigência do estado de defesa cessam as garantias da prisão somente nos casos de flagrante delito e mandado judicial, podendo o executor da medida ordená-la por crime contra o Estado, desde que a comunique imediatamente ao juiz competente, não exceda a 10 dias e não matenha o preso incomunicável. Estado de sítio real significa o cerco, em que se encontra uma praça de guerra ou uma cidade, pelas forças atacantes, isto é, pelo inimigo. Desse modo, atacada por todos os lados, esgota os elementos de defesa e sem comunicação com as demais tropas ou forças, tem que lutar com os elementos que dispõe, para opor-se ao inimigo atacante ou para terminar redendo-se. O estado de sítio político é a medida extrema tomada pelo governo de uma país, a fim de combater o perigo interno ou externo que o ameaça, em virtude do qual assume o governo poderes excepcionais. É medida transitória e vigorante enquanto não se anula a ação perniciosa ou perturbadora, que o justificou. Por ele se suspendem as garantias constitucionais. E as medidas que por ele se justificam tanto podem ser repressivas como preventivas.

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Bruno

Há mais de um mês

trechinho da CF ditador, autoritário, resquício infeliz do AI-5

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas