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Caso Concreto 3: Marcelo foi comunicado de sua dispensa imotivada, em 18/6/2012. Na ocasião, foi informado que deveria trabalhar durante o período de aviso prévio. O empregador também avisou Marcelo que, durante esse período, sua jornada de trabalho diária seria reduzida em duas horas. Devido ao acúmulo de serviço, não foi possível a redução da jornada de trabalho, tendo o empregador promovido o pagamento de duas horas extras por dia, com o intuito de não prejudicar Marcelo. Pergunta-se: a) Durante o período do aviso, pode o empregador, sem a anuência do empregado, determinar a redução da jornada diária? Justifique sua resposta. b) Foi correta a atitude do empregador, ao promover o pagamento de horas extras? Justifique sua resposta. c) Marcelo deve ser indenizado, em face da impossibilidade de redução de jornada no período de aviso prévio? Justifique sua resposta. d) No caso acima, seria possível que Marcelo, em vez de reduzir sua jornada em 2 horas, optasse pela ausência ao trabalho por um período de 7 dias? Justifique sua resposta.

2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

a) É possível a redução da jornada diária de trabalho pelo empregador, desde que não implique prejuízos ao empregado, sob pena de depender de anuência (art. 468, CLT). Se tratando de redução salarial, seria necessária a participação do sindicato respectivo (art. 6º, VI, da CRFB).

b) Não, pois o aviso prévio sem possibilidade de redução da jornada é nulo, pois deixa de atender à finalidade precípua da norma que garante a redução em caso de dispensa imotivada por empregador, que é possibilitar ao empregado buscar um novo emprego. Assim, não se admite o labor em jornada extraordinária durante o aviso prévio (Jurisprudência do TST);

c) Por se tratar de aviso prévio nulo, nos termos firmados pelo TST, o contrato de trabalho não será encerrado, salvo se forem pagos os salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, §1º, CLT).

d) Seria possível, conforme texto expresso do art. 488, parágrafo único, da CLT.

a) É possível a redução da jornada diária de trabalho pelo empregador, desde que não implique prejuízos ao empregado, sob pena de depender de anuência (art. 468, CLT). Se tratando de redução salarial, seria necessária a participação do sindicato respectivo (art. 6º, VI, da CRFB).

b) Não, pois o aviso prévio sem possibilidade de redução da jornada é nulo, pois deixa de atender à finalidade precípua da norma que garante a redução em caso de dispensa imotivada por empregador, que é possibilitar ao empregado buscar um novo emprego. Assim, não se admite o labor em jornada extraordinária durante o aviso prévio (Jurisprudência do TST);

c) Por se tratar de aviso prévio nulo, nos termos firmados pelo TST, o contrato de trabalho não será encerrado, salvo se forem pagos os salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (art. 487, §1º, CLT).

d) Seria possível, conforme texto expresso do art. 488, parágrafo único, da CLT.

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Luiza

Há mais de um mês

a) Durante o período do aviso, pode o empregador, sem a anuência do empregado, determinar a redução da jornada diária? Justifique sua resposta.

Sim. Quando a rescisão do contrato for promovida pelo empregador ele deverá reduzir a jornada diária do empregado em duas horas diárias, sem prejuízo do salário integral do trabalhador (art. 488, CLT) A finalidade de tal redução é garantir que o empregado tenha condições de buscar um novo emprego ainda durante a relação contratual. 

b) Foi correta a atitude do empregador, ao promover o pagamento de horas extras? Justifique sua resposta.

Não. Considerando que a finalidade da redução da jornada durante o aviso prévio é garantir que o empregado tenha a oportunidade de buscar um novo emprego, o pagamento de tal período como horas extras frustra, por completo, a finalidade do instituto. Neste sentido o TST reconhece que o aviso prévio concedido foi inválido, declarando-se sua nulidade, e condenado o empregador a realizado o pagamento de novo período a título de aviso prévio, de forma integral (Súmula 230, TST)

c) Marcelo deve ser indenizado, em face da impossibilidade de redução de jornada no período de aviso prévio? Justifique sua resposta.

Sim. Considerando que a forma de concessão do aviso foi nula diante da não redução da jornada do trabalhador, Marcelo tem direito de ser indenizado pela integralidade dos dias do aviso prévio.

d) No caso acima, seria possível que Marcelo, em vez de reduzir sua jornada em 2 horas, optasse pela ausência ao trabalho por um período de 7 dias? Justifique sua resposta.

Sim. O empregado detém a faculdade de faltar ao serviço sem prejuízo do seu salário integral por sete dias consecutivos durante o prazo do aviso prévio, quando optar por não ter a redução da jornada diária em 2h (art. 488, § único, CLT).

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas