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Como se dá a eficácia da lei penal penal no tempo?

Parte Geral


2 resposta(s)

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Felipe

Há mais de um mês

O direito penal brasileiro adotou a chamada Teoria da Atividade, considerando praticado o crime no momento da conduta criminosa – art. 4º do CP:

Art. 4o Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

A importância prática deste assunto diz respeito à imputabilidade do agente no momento da realização da conduta criminosa e à sucessão da

s leis penais no tempo.

Assim, se um adolescente com 17 anos de idade vier a praticar um homicídio, mesmo que no outro dia complete 18 anos, deverá ser considerado inimputável, pois no momento da ação criminosa – Teoria da Atividade – este ainda era inimputável para fins penais.

Da mesma maneira se um maior e capaz comete crime de estupro e um dia posterior nova lei entra vigor punindo mais severamente os delitos dessa categoria, deverá esse agente responder pela lei mais branda que estava em vigor ao tempo de sua conduta criminosa.

Mas sempre será aplicada à lei vigente ao tempo da conduta criminosa?

Como decorrência do princípio da legalidade a regra é aplicar a lei penal vigente ao tempo da realização do fato criminoso. Contudo, essa regra, cede diante de alguns casos, como na hipótese de supressão da figura criminosa - abolitio criminis - ou de lei posterior que favoreça o acusado – lex mitior – previsto no art. 2º do CP:

Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (ABOLTIO CRIMINIS)

Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (LEX MITIOR)

Esse favorecimento decorre de garantia constitucional, conhecido pelo nome de princípio da retroatividade da lei penal benéfica – art. 5 da CF/88:
Art. 5º, XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
Assim, a Teoria da Atividade determina que seja levada em consideração a lei penal vigente ao tempo da ação criminosa, salvo nos casos em que a lei venha beneficiar o réu.

 

fontes; http://www.nacaojuridica.com.br/2013/06/eficacia-da-lei-penal-no-tempo.html

O direito penal brasileiro adotou a chamada Teoria da Atividade, considerando praticado o crime no momento da conduta criminosa – art. 4º do CP:

Art. 4o Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

A importância prática deste assunto diz respeito à imputabilidade do agente no momento da realização da conduta criminosa e à sucessão da

s leis penais no tempo.

Assim, se um adolescente com 17 anos de idade vier a praticar um homicídio, mesmo que no outro dia complete 18 anos, deverá ser considerado inimputável, pois no momento da ação criminosa – Teoria da Atividade – este ainda era inimputável para fins penais.

Da mesma maneira se um maior e capaz comete crime de estupro e um dia posterior nova lei entra vigor punindo mais severamente os delitos dessa categoria, deverá esse agente responder pela lei mais branda que estava em vigor ao tempo de sua conduta criminosa.

Mas sempre será aplicada à lei vigente ao tempo da conduta criminosa?

Como decorrência do princípio da legalidade a regra é aplicar a lei penal vigente ao tempo da realização do fato criminoso. Contudo, essa regra, cede diante de alguns casos, como na hipótese de supressão da figura criminosa - abolitio criminis - ou de lei posterior que favoreça o acusado – lex mitior – previsto no art. 2º do CP:

Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (ABOLTIO CRIMINIS)

Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (LEX MITIOR)

Esse favorecimento decorre de garantia constitucional, conhecido pelo nome de princípio da retroatividade da lei penal benéfica – art. 5 da CF/88:
Art. 5º, XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
Assim, a Teoria da Atividade determina que seja levada em consideração a lei penal vigente ao tempo da ação criminosa, salvo nos casos em que a lei venha beneficiar o réu.

 

fontes; http://www.nacaojuridica.com.br/2013/06/eficacia-da-lei-penal-no-tempo.html

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marcilio

Há mais de um mês

Pode-se concluir que a lei penal, em regra, somente se aplica a fatos praticados sob sua vigencia, no entanto, em caso da edição de nova lei penal benéfica (lex mitior), esta retroagirá atingindo fatos anteriores a sua entrada em vigor, é o caso do abolitos criminis por exemplo, quando a nova norma penal descriminaliza condutas (é causa extitiva de punibilidade). Já quando se trata de nova lei penal mais gravosa (notio legis in pejos) que mantem a incriminação, mas dá ao fato tratamento mais rigoroso,somente será aplicada a fatos ocorridos a partir de sua vigencia, e aos fatos anteriores será aplicada a lei penal revogada, ainda produzindo seus efeitos naqueles fatos ocorridos sob sua égide.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes