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Qual a diferença entre Direito Objetivo e Direito Subjetivo?

Não consigo entender na pratica e nem diferenciar os dois tipos de direito, alguém pode me dar um exemplo?


19 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

O Direito Objetivo pode ser entendido como a norma propriamente dita. Exemplo: O Direito Civil busca a defesa das partes nas relações jurídicas interpessoais.


Já o Direito Subjetivo é a possibilidade que a norma dá de um indivíduo exercer determinado conduta descrita na lei. É a lei, que aplicada ao caso concreto autoriza a conduta de uma parte. Exemplo: se uma pessoa te deve um valor em dinheiro, a lei te concede o direito de cobrar a dívida por meio de um processo judicial de execução. 

Se a dicotomia direito público x privado é capaz de dividir o direito em dois universos de normas reciprocamente excludentes, a dicotomia direito objetivo x subjetivo traz consigo a ideia de que o fenômeno jurídico pode ser abordado sob dois pontos de vista distintos.

Um exemplo é o conflito entre o direito à vida de uma pessoa e a liberdade religiosa, em casos de tranfusão de sangue.

Algumas religiões consideram o sangue sagrado e não admitem que uma pessoa receba sangue de outra. Todavia, em nome da preservação da vida, por vezes se torna indispensável a transfusão de sangue para um doente. Como resolver esse impasse?

Imaginemos que uma criança precise receber transfusão de sangue para evitar riscos de morte: há seu direito subjetivo à vida, protegido pelo Estado. Por outro lado, enquanto membro de um grupo religioso, a criança possui sua liberdade de culto, exercido pelos seus pais: o direito à liberdade religiosa. Sabendo que a violação ao preceito pode ser encarada, pela família da criança, como algo pior do que a morte, como resolver o caso?

Uma possibilidade seria argumentando que o direito subjetivo à vida, reconhecido pelo Estado, tem seu fundamento na natureza, antecedendo à existência cultural do ser humano. Já o direito à liberdade religiosa, também reconhecido pelo Estado, tem fundamento na cultura, sendo construído pelos seres humanos. Conforme se afirme que a natureza é mais perfeita do que a cultura ou que a cultura aperfeiçoa a natureza, a resposta ao problema penderia para um ou outro dos lados.

Em geral, considera-se que a derivação natural de um direito subjetivo seja mais relevante do que sua mera derivação cultural. No caso, a tendência seria de proteção estatal ao direito à vida, em detrimento do direito à liberdade religiosa.

 

Referências

FERRAZ JÚNIOR, T. S. Introdução ao Estudo do Direito – Técnica, Decisão e Dominação. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 2003. (4.2.5)

 

O Direito Objetivo pode ser entendido como a norma propriamente dita. Exemplo: O Direito Civil busca a defesa das partes nas relações jurídicas interpessoais.


Já o Direito Subjetivo é a possibilidade que a norma dá de um indivíduo exercer determinado conduta descrita na lei. É a lei, que aplicada ao caso concreto autoriza a conduta de uma parte. Exemplo: se uma pessoa te deve um valor em dinheiro, a lei te concede o direito de cobrar a dívida por meio de um processo judicial de execução. 

Se a dicotomia direito público x privado é capaz de dividir o direito em dois universos de normas reciprocamente excludentes, a dicotomia direito objetivo x subjetivo traz consigo a ideia de que o fenômeno jurídico pode ser abordado sob dois pontos de vista distintos.

Um exemplo é o conflito entre o direito à vida de uma pessoa e a liberdade religiosa, em casos de tranfusão de sangue.

Algumas religiões consideram o sangue sagrado e não admitem que uma pessoa receba sangue de outra. Todavia, em nome da preservação da vida, por vezes se torna indispensável a transfusão de sangue para um doente. Como resolver esse impasse?

Imaginemos que uma criança precise receber transfusão de sangue para evitar riscos de morte: há seu direito subjetivo à vida, protegido pelo Estado. Por outro lado, enquanto membro de um grupo religioso, a criança possui sua liberdade de culto, exercido pelos seus pais: o direito à liberdade religiosa. Sabendo que a violação ao preceito pode ser encarada, pela família da criança, como algo pior do que a morte, como resolver o caso?

Uma possibilidade seria argumentando que o direito subjetivo à vida, reconhecido pelo Estado, tem seu fundamento na natureza, antecedendo à existência cultural do ser humano. Já o direito à liberdade religiosa, também reconhecido pelo Estado, tem fundamento na cultura, sendo construído pelos seres humanos. Conforme se afirme que a natureza é mais perfeita do que a cultura ou que a cultura aperfeiçoa a natureza, a resposta ao problema penderia para um ou outro dos lados.

Em geral, considera-se que a derivação natural de um direito subjetivo seja mais relevante do que sua mera derivação cultural. No caso, a tendência seria de proteção estatal ao direito à vida, em detrimento do direito à liberdade religiosa.

 

Referências

FERRAZ JÚNIOR, T. S. Introdução ao Estudo do Direito – Técnica, Decisão e Dominação. 4ª edição. São Paulo: Atlas, 2003. (4.2.5)

 

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Vanessa

Há mais de um mês

Caro André estamos aqui para ajudar uns aos outros a tirarem suas dúvidas, não para criticar. Sim, copiei a resposta e coloquei aqui, em nenhum momento disse que eu escrevi tudo, mas ajudei na dúvida de nossa colega Regina.

 

 

 

 

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Vanessa

Há mais de um mês

Direito subjetivo é a faculdade de agir, segundo a vontade do agente - considerando a possibilidade jurídica conferida pelo ordenamento jurídico.
Numa visão simplista, só é possível que o direito subjetivo produza efeitos se este for previsto ou não proibido pelo direito objetivo.
Logo, todas as possibilidades de manifestação do direito subjetivo (e sua conseqüente produção de efeitos) são possíveis somente com a conjugação da comentada dicotomia (faculdade de agir + permissão legislativa)
Ficou bem definido como o direito subjetivo é uma ação que, no final das contas, depende do próprio sujeito querer ou não exercer uma faculdade permitida ou não proibida pela lei, enquanto o direito objetivo se faz ver mais nas regras que garantem um dado processo, procedimento, possibilidade, etc.
Suponha que eu sofra um dano moral...tenho o direito subjetivo de entrar com uma ação indenizatória, ou seja, tenho a faculdade prevista em lei de exercer esse direito ou não visto que posso simplesmente deixar para lá e esquecer o ocorrido... o meu direito objetivo neste caso, provem da lei que me assegurar um processo legal para verificar o dano causado e se for o caso fixar um quantum indenizatório.
Vou tentar dar outro exemplo.
Imaginemos que uma pessoa tenha sido vitima de alguma forma de preconceito ( racial/opção sexual/ ou qualquer outro ), a lei garante a ela o direito a uma indenização ( direito objetivo ), porem ela simplesmente desiste de processar quem a ofendeu ( direito subjetivo ), ou seja, embora ela tenha o respaldo legal a pessoa pode ou não usa-lo.
Direito Subjetivo é o direito que todo cidadão tem por exemplo: o casamento: todos podem casar se quiserem.
Direito Objetivo é a lei e todos têm que cumprir. Ex: Codigo Penal
Espero ter ajudado.

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André

Há mais de um mês

A colega Vanessa deu um Ctrl+C dessa página: https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100119093045AAOKXE9

Não escreveste nem uma palavra... no mínimo, decepcionante.

 

Agora adiante à explicação:

É mais fácil explicar o objetivo, antes do subjetivo. 

O direito objetivo é o conjunto de normas vigentes em uma sociedade em um dado tempo. 

Ex: Código Penal, Civil, CTB, CTN, Lei de Tóxicos e assim vai.

 

Já o direito subjetivo, é a possibilidade que têm as pessoas físicas e jurídicas de ser, de pretender ou de agir com referência ao sistema de regras jurídicas. - Miguel Reale

Ex: A pessoa que for agredida em sua casa, por seu marido, constitui violência doméstica. Ela sabe que existe uma norma que regula essa conduta (direito objetivo) e que tem a possibilidade de alcançar seus efeitos jurídicos (direito subjetivo) através do juízo.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas