A maior rede de estudos do Brasil

como resolver esse caso? algumém poderia me ajuda, por favor?! segui a pergunta:

Mévio restou declarado em curso nas penas do art. 155 paragráfo 4°, I E IV, todos do cp, uma vez que após arrombar a porta de uma casa determinou que Tício seu filho com 18 anos, ingressa-se no imóvel para furtar os pertences (alguns restaruram destruidos) descritos nos altos de apreensão n° 1234, equanto vigiava. Considerando que apsesar de primário, Mévio possue péssimo antecedentes e que efetivamente a vítima Caio teve um prejuízo correspondente a 3 (três) salários mínimos, aplica a pena de Mévio, levandos-se em conta que na data dos fatos, Mévio percebia 1 (um) salário mínimo mensal consentido por "bolsas governamentais".


2 resposta(s)

User badge image

Gabriel

Há mais de um mês

o crime do art. 155 do CP consiste em subtrair coisa alheia móvel. A subtração é o ato de tomar para si aquilo que não está sob a sua legítima posse ou de que não seja de sua propriedade. A conduta está prevista em outros tipos penais, a exemplo do roubo (CP, art. 157). Não se confunde com a apropriação, que se dá quando o agente detém a posse ou a detenção da coisa de forma legítima, e, sem que lhe seja permitido, inverte a propriedade da coisa, passando a agir como se dono fosse. A distinção é fundamental para que não se confunda o furto (CP, art. 155) com a apropriação indébita (CP, art. 168), ou o “peculato-apropriação” (CP, art. 312, “caput”) com o “peculato-furto” (CP, art. 312§ 1º).

o crime do art. 155 do CP consiste em subtrair coisa alheia móvel. A subtração é o ato de tomar para si aquilo que não está sob a sua legítima posse ou de que não seja de sua propriedade. A conduta está prevista em outros tipos penais, a exemplo do roubo (CP, art. 157). Não se confunde com a apropriação, que se dá quando o agente detém a posse ou a detenção da coisa de forma legítima, e, sem que lhe seja permitido, inverte a propriedade da coisa, passando a agir como se dono fosse. A distinção é fundamental para que não se confunda o furto (CP, art. 155) com a apropriação indébita (CP, art. 168), ou o “peculato-apropriação” (CP, art. 312, “caput”) com o “peculato-furto” (CP, art. 312§ 1º).

User badge image

Estudante

Há mais de um mês

 

Primeiramente observa-se que a questão pede uma resolução para o caso que seria uma sentença penal condenatória, desse modo, atenta-se para a dosimetria da pena abaixo:

Com base da denúncia do Ministério Público do Estado de ... ,julgo procedente a presente ação penal para condenar Mévio incurso no artigo 155 §4º inciso I e IV passando a dosar a pena de acordo com o artigo 68 do Código Penal.

A culpabilidade foi normal a espécie deixo assim de valor essa circunstância; Mévio possui maus antecedentes com fulcro na certidão anexa aos autos, desse modo, essa circunstância será valorada negativamente; Não vieram aos autos elementos suficientes para a valoração da conduta social do agente como também de sua personalidade, deixo assim de valorá-los; o motivo do crime foi o lucro fácil já punido pelo próprio tipo penal não havendo valoração para não ocorrer bis in idem; no que se refere às circunstâncias, como utilizo o concurso de pessoas para qualificar o crime em questão valoro negativamente a pena do  réu em virtude do rompimento do obstáculo; as consequências foram normais a espécie não havendo o que valorar; a vítima não contribuiu para o crime em questão.

Posto isso, aplico a pena base de 2 anos e 8 meses de reclusão e 10 dias multa na base de 1/30 do salário mínimo. 

Não concorre no caso descrito nem circunstâncias atenuantes ou agravantes desse modo mantenho a pena base  e aplico a pena intermediária de 2 anos e 8 meses de reclusão e 10 dias multa na base de 1/30 do salário mínimo. 

Não concorre causas de diminuição nem causa de aumento no crime em questão, sendo que não é possível no caso em questão o privilégio descrito no artigo 155 §2º, pois, o valor subtraído não foi pequeno, isto é, uma diminuição patrimonial de 3 salários mínimos, sendo assim mantenho a pena intermediária e aplico a pena definitiva de 2 anos e 8 meses de reclusão em regime aberto com fulcro no artigo 33 §2º alínea "c" do Código Penal e 10 dias multa na base de 1/30 do salário mínimo observando que o réu recebe mensalmente apenas o valor de 1 salário mínimo para a sua sobrevivência. 

Deixo também de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, visto que, o réu tem maus antecedentes não preenchendo os requisitos do artigo 44 inciso III do Código Penal.

Concedo ao réu o direito de recorrer em liberdade, sendo que, após o trânsito em julgado da presente ação penal deve ser expedido a guia de recolhimento definitivo para a execução penal.

Intime-se;

Publique-se;

Registre-se:

 

                                                                 ___________________________________

                                                                                   JUIZ DE DIREITO

 

                                                             

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes