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O que é repristinação?

exemplificar e dizer como é possível

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada, pela revogação da norma que a revogou.

Portanto, a repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra, e, posteriormente, a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência reestabelecida.

Exemplo: A lei 2 revogou a 1. A lei 3 revogou a 2. A repristinação ocorreria se a lei 1 retornasse a vigência.

No ordenamento jurídico patrio, a lei revogada não se restaura automaticamente por ter a lei revogadora perdido a vigência, isto é, não é permitida a repristinação tácita. A repristinação só é admitida se for expressa. Deve a nova lei trazer expressamente a norma revogada a vigor.

"Art. 2º LINDB. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência."

Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. De maneira simples, a decisão que reconhece a inconstitucionalidade de um ato normativo declara que este é nulo desde seu nascimento. Desta forma, quando é declarada a inconstitucionalidade de um ato revogador, é como se o ato jamais tivesse existido, não tendo ocorrido, portanto, a revogação da norma anterior, que retorna a vigência.

Assim, o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada, ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional.

Em um caso de controle de constitucionalidade em que a lei B, que revogou a lei A, seja declarada inconstitucional pelo STF, esta voltará a vigorar. 

A repristinação é um fenômeno legislativo no qual há a entrada novamente em vigor de uma norma efetivamente revogada, pela revogação da norma que a revogou.

Portanto, a repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra, e, posteriormente, a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei, que irá fazer com que a primeira tenha sua vigência reestabelecida.

Exemplo: A lei 2 revogou a 1. A lei 3 revogou a 2. A repristinação ocorreria se a lei 1 retornasse a vigência.

No ordenamento jurídico patrio, a lei revogada não se restaura automaticamente por ter a lei revogadora perdido a vigência, isto é, não é permitida a repristinação tácita. A repristinação só é admitida se for expressa. Deve a nova lei trazer expressamente a norma revogada a vigor.

"Art. 2º LINDB. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência."

Já o efeito repristinatório advém do controle de constitucionalidade. De maneira simples, a decisão que reconhece a inconstitucionalidade de um ato normativo declara que este é nulo desde seu nascimento. Desta forma, quando é declarada a inconstitucionalidade de um ato revogador, é como se o ato jamais tivesse existido, não tendo ocorrido, portanto, a revogação da norma anterior, que retorna a vigência.

Assim, o efeito repristinatório é a reentrada em vigor de norma aparentemente revogada, ocorrendo quando uma norma que revogou outra é declarada inconstitucional.

Em um caso de controle de constitucionalidade em que a lei B, que revogou a lei A, seja declarada inconstitucional pelo STF, esta voltará a vigorar. 

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Diego da Mota Borges

Há mais de um mês

Represtinação é volta da vigência de uma lei (a) anteriormente revolgada por outra lei (b), quando a lei revogadora (b) também é revogada.

Em outras palavras, para que ocorre esse fenômeno jurídico deve-se haver 3 leis. Uma que é revogada (lei a), uma revogadora (lei b) e uma posteior que revoga a revogadora (Lei c).

No direito brasileiro não existe a Represtinação, que ocorreria de forma automática, ou seja, bastaria que a lei c  revogasse a lei b para que a lei a voltasse a viger. 

Só haverá isso que a lei c, ao revogar a b, disser expressamente que a lei a voltaria a viger.

 

Espero ter ajudado.

 

Sobre processo civil veja meu blog: oprocessocivil.blogspot.com.br

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Silvio Kléber Jr

Há mais de um mês

Tenha em mente três leis. A, B e C.

A lei A foi publicada e passou a vigir, posteriormente a lei B revogou A, por fim lei C revogou a lei B.

Ocorreria represtinação se lei A voltasse a vigir em decorrência da revogação da lei B.

Vias de regra a represtinação não acontece no direito brasileiro, mas é possivel que ocorra expressamente, exemplo:

"Lei nº 3/2014

Art. 1º - Revoga-se a Lei nº 2/2004  e volta a vigir a lei 1/2001."

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Roberto Carvalho

Há mais de um mês

O fenômeno pelo qual uma norma jurídica revogada volta, automaticamente, a ser válida pela perda de validade ou de vigência da norma revogadora chama-se repristinação.

Em termos meramente didáticos, podemos diferenciar a repristinação em tácita ou expressa. A repristinação tácita, ou propriamente dita, é um fenômeno automático, ou seja, o restauro da validade da norma jurídica revogada ocorre no exato instante em que a norma revogadora perde a validade, sem qualquer previsão expressa.

 

Por exemplo: a Lei n. 20 revoga a Lei n. 10; seja por revogação, seja por caducidade, a Lei n. 20 deixa de ser válida; a Lei n. 10 voltará a ser válida.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas