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o que é uma carta floral? com que fundamentos o município continua cobrando o foro anual e Laudemio?


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Uma carta de foral, ou simplesmente foral, era um documento real utilizado em Portugal e no Brasil, que visava estabelecer um "concelho" e regular a sua administração, deveres e privilégios. Quando da implantação do regime de capitanias hereditárias no Brasil, a carta de foral regulava os direitos e deveres que o Capitão-donatário passava a ter em virtude da Carta de Doação recebida.

O Foral de Olinda não é um tributo, e sim um foro. A Prefeitura de Olinda tem cobrado 0,2% do valor do imóvel a título de foro tendo em vista que o Município de Olinda é proprietário dos bens da antiga Vila de Olinda. Isto se dá em respeito a dois princípios: ato jurídico perfeito e direito adquirido.

  • Ato Jurídico Perfeito: para Caio Mário da Silva Pereira “é o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. É o ato plenamente constituído, cujos efeitos se esgotaram na pendência da lei sob cujo império se realizou, e que fica a cavaleiro da lei nova”;
  • Direito Adquirido: para Vinícius Ongaratto “é o direito que seu titular pode exercer, ou alguém por ele. Vantagem jurídica, líquida, lícita e concreta que alguém adquire de acordo com a lei vigente na ocasião e incorpora definitivamente, sem contestação, ao seu patrimônio”.

O foral de Olinda é (pois está vigente) proveniente de uma carta de doação de terras para a Câmara da cidade, criando sua Vila/Concelho, realizada pelo seu donatário, Duarte Coelho, em 1537, com o objetivo de povoar e arrecadar receita para a terra. Sua extensão vai além do espaço físico da cidade/vila de Olinda, ele se estende pelo Recife, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, Cabo de santo Agostinho, entre outras localidades.

Uma carta de foral, ou simplesmente foral, era um documento real utilizado em Portugal e no Brasil, que visava estabelecer um "concelho" e regular a sua administração, deveres e privilégios. Quando da implantação do regime de capitanias hereditárias no Brasil, a carta de foral regulava os direitos e deveres que o Capitão-donatário passava a ter em virtude da Carta de Doação recebida.

O Foral de Olinda não é um tributo, e sim um foro. A Prefeitura de Olinda tem cobrado 0,2% do valor do imóvel a título de foro tendo em vista que o Município de Olinda é proprietário dos bens da antiga Vila de Olinda. Isto se dá em respeito a dois princípios: ato jurídico perfeito e direito adquirido.

  • Ato Jurídico Perfeito: para Caio Mário da Silva Pereira “é o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. É o ato plenamente constituído, cujos efeitos se esgotaram na pendência da lei sob cujo império se realizou, e que fica a cavaleiro da lei nova”;
  • Direito Adquirido: para Vinícius Ongaratto “é o direito que seu titular pode exercer, ou alguém por ele. Vantagem jurídica, líquida, lícita e concreta que alguém adquire de acordo com a lei vigente na ocasião e incorpora definitivamente, sem contestação, ao seu patrimônio”.

O foral de Olinda é (pois está vigente) proveniente de uma carta de doação de terras para a Câmara da cidade, criando sua Vila/Concelho, realizada pelo seu donatário, Duarte Coelho, em 1537, com o objetivo de povoar e arrecadar receita para a terra. Sua extensão vai além do espaço físico da cidade/vila de Olinda, ele se estende pelo Recife, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, Cabo de santo Agostinho, entre outras localidades.

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Mateus

Há mais de um mês

Uma carta foral é um documento que dita os direitos e deveres dos capitães mor... Exemplo: Repassar 20% de suas receitas para coroa. (imposto chamado de Quinto).

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Márcia

Há mais de um mês

muito obrigada,Mateus Moura

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas