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O que é a exceção de pré-executividade? Este instituto ainda existe no nosso sistema processual?

Este instituto era muito utilizado antigamente. Ele ainda tem aplicabilidade nos dias atuais, como?


3 resposta(s)

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Diego da Mota Borges

Há mais de um mês

Sim, existe, e tem aplicação atual, inclusive com reconhecimento do STJ. Necessário registrar que a Exceção não tem prazo, não depende de custas, é mero incidente processual (com conteúdo de defesa), e tem por objetivo a arguição de questão que pode (e deve) ser reconhecida de ofício. Assim, pode ser objeto de Exceção a prescrição, a decadência, a ilegitimidade de parte, a nulidade do título, a inconstitucionalidade da lei que criou o tributo (no caso de execução fiscal). Espero ter ajudado.
Sim, existe, e tem aplicação atual, inclusive com reconhecimento do STJ. Necessário registrar que a Exceção não tem prazo, não depende de custas, é mero incidente processual (com conteúdo de defesa), e tem por objetivo a arguição de questão que pode (e deve) ser reconhecida de ofício. Assim, pode ser objeto de Exceção a prescrição, a decadência, a ilegitimidade de parte, a nulidade do título, a inconstitucionalidade da lei que criou o tributo (no caso de execução fiscal). Espero ter ajudado.
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Alan Giorgenes

Há mais de um mês

Sim sabrina, é um instituto relativamente novo em nosso ordenamento jurídico, a exceção de pré-executividade é uma importante ferramenta na defesa dos direitos do devedor, uma vez que no processo de execução, pela regra geral do Código de Processo Civil, não há participação direta do devedor. Nas execuções de ordem tributária, ela proteje o devedor do fisco, quando este não possui patrimonio para saldar a dívida.

Resumidamente acontece da seguinte forma: Argui-se por meio de petição simples dando-se os motivos de fato e de direito pelos quais o devedor entende ser incabível ou ilegal a execução. A petição deve conter pedido de extinção da execução e deve vir acompanhada de eventuais documentos comprobatórios das alegações do devedor excipiente. Não se admite dilação probatória(produção de novas provas). Deve ser processada nos autos principais. Em função do principio do contraditório o juiz deve dar oportunidade para o exeqüente se manifestar, fixando prazo razoável.. Após o juiz deve decidir. Se rejeita-la é decisão interlocutória passível de agravo. Se acolhe-la e extinguir a execução é sentença objeto de recurso de apelação.

Espero ter esclarecido sua dúvida!

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Luís Fernando Silva

Há mais de um mês

Sabrina, a ação de pré-executividade é muito utilizada no nosso ordenamento jurídico, sendo uma ação que pode ser aforada pelo devedor, nos casos de matérias que podem e devem ser conhecidas de ofício pelo juiz, isto é, matérias de ordem pública (prescrição, decadência, etc.), sendo que nesta ação não há citação da parte contrária.

Espero ter ajudado.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes