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Qual é a melhor interpretação do art 105 do CC?

Fatos Jurídicos

4 resposta(s)

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Clesyo

Há mais de um mês

Bom primeiramente precisamos entender quem possui a capacidade relativa:

O relativamente incapaz é assistido, ou seja, ajudado. O ato que praticar sozinho será anulável, portanto anulidade ou nulidade relativa. São relativamente incapazes:

a) Os menores entre 16 e 18 anos.
b) O ébrio habitual.
c) O viciado em tóxicos.
d) Os deficientes mentais que tiverem o discernimento reduzido.
e) O excepcional sem desenvolvimento mental completo.
f) O pródigo (aquele que gasta imoderadamente seu patrimônio)

OBS: a incapacidade do pródigo limita-se a atos de disposição patrimonial, o pródigo, por exemplo, pode casar legalmente.

Voltando ao que nos interessa, o responsável pelo relativamente incapaz não pode se beneficiar da incapacidade relativa para benefício próprio ou aproveitada a aoutros interessados capazes, salvo se o objeto de Direito ou a obrigação for indivisível.

Bom primeiramente precisamos entender quem possui a capacidade relativa:

O relativamente incapaz é assistido, ou seja, ajudado. O ato que praticar sozinho será anulável, portanto anulidade ou nulidade relativa. São relativamente incapazes:

a) Os menores entre 16 e 18 anos.
b) O ébrio habitual.
c) O viciado em tóxicos.
d) Os deficientes mentais que tiverem o discernimento reduzido.
e) O excepcional sem desenvolvimento mental completo.
f) O pródigo (aquele que gasta imoderadamente seu patrimônio)

OBS: a incapacidade do pródigo limita-se a atos de disposição patrimonial, o pródigo, por exemplo, pode casar legalmente.

Voltando ao que nos interessa, o responsável pelo relativamente incapaz não pode se beneficiar da incapacidade relativa para benefício próprio ou aproveitada a aoutros interessados capazes, salvo se o objeto de Direito ou a obrigação for indivisível.

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Amanda

Há mais de um mês

Fica mais fácil com um exemplo. Imagine que seja feito um negócio jurídico seja firmado de um lado por três pessoas, duas delas capazes e outra relativamente incapaz, sendo estas devedoras da obrigação; e de outro lado um credor, capaz.

Os co-interessados capazes seriam os dois devedores maiores de 18 anos. Se a obrigação for divisível, a incapacidade relativa do terceiro devedor não poderá servir para esses co-interessados pedirem a anulação do negócio, já que será possível mensurar quanto era de obrigação de cada um (caso, por exemplo, de dívida pecuniária, em que o dinheiro é divisível entre os três).

Mas se o objeto do direito ou da obrigação desses três devedores for comum (por exemplo, dar um bem indivisível, como um animal ou um automóvel), a relativa incapacidade do terceiro devedor poderá aproveitar aos demais interessados capazes, conforme essa exceção que você não entendeu a princípio. É que neste caso não será possível dimensionar o quanto cada um deve, já que a obrigação é indivisível.

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Amanda

Há mais de um mês

Art. 105.  A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em beneficio próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.
 
Comentário
Incapacidade relativa como exceção pessoal: Por ser a incapacidade relativa uma exceção pessoal, ela somente poderá ser formulada pelo próprio incapaz ou pelo seu  representante. Como a anulabilidade do ato negocial praticado por relativamente incapaz é um beneficio legal para a defesa de seu patrimônio contra abusos de outrem, apenas o próprio incapaz ou seu representante legal o deverá invocar. Assim, se num negócio um dos contratantes for capaz e o outro incapaz, aquele não poderá alegar a incapacidade deste em seu próprio proveito, porque devia ter procurado saber com quem contratava e porque se trata de proteção legal oferecida ao relativamente incapaz. Se o contratante for absolutamente incapaz, o ato por ele praticado será nulo (CC, art. 166, 1), pouco importando que a incapacidade tenha sido invocada pelo capaz ou pelo incapaz, tendo em vista que o Código Civil, pelo art. 168, parágrafo único, não possibilita ao magistrado suprir essa nulidade, nem mesmo se os contratantes o solicitarem, impondo-se-lhe até mesmo o dever de declará-la de ofício.
Invocação da incapacidade de uma das partes ante a indivisibilidade da objeto do direito ou da obrigação comum:  Se o objeto do direito ou da obrigação comum for indivisível, ante a impossibilidade de separar o interesse dos contratantes, a incapacidade de um deles poderá tornar anulável o ato negocial praticado, mesmo que invocada pelo capaz, aproveitando aos cointeressados capazes, que porventura houver. Logo, nesta hipótese, o capaz que veio a contratar com relativamente incapaz estará autorizado legalmente a invocar em seu favor a incapacidade relativa deste, desde que indivisível a prestação, objeto do direito ou da obrigação comum.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes