Questões sobre Direito Processual II - Qual ação ajuizar

QUESTÃO 01 - Quincas Borba ajuizou ação de indenização por danos morais em face de Brás Cubas Em sua defesa, a parte ré arguiu preliminares de incompetência relativa e ilegitimidade passiva, além de prejudicial de mérito relativa à prescrição, e, no mérito propriamente dito, clamou pela improcedência do pleito. O Juiz rejeitou as preliminares, julgando improcedente o pedido. Recorreu o autor, ordinariamente, e a ré, de forma adesiva, reiterando as preliminares e renovando a arguição de prescrição. O Juízo de primeiro grau negou seguimento ao recurso adesivo por falta de interesse. Estaria correto tal ato do juízo? Justifique sua resposta.

 

QUESTÃO 02 – Antônio das Neves propôs ação de indenização contra João da Silva e Fernando Silveira. Após terem sido citados para contestar em 15 (quinze) dias, o primeiro réu outorgou procuração ao advogado César Sampaio, e o segundo, ao advogado Manoel dos Santos. A contestação de João da Silva foi protocolada em cartório no vigésimo dia da juntada do seu mandado de citação aos autos. Fernando Silveira não contestou, sendo, portanto, considerado revel. Ao final, a sentença julgou procedente os pedidos formulados pelo autor. Com base nesses fatos, responda, fundamentadamente: a) poderá o réu revel recorrer da futura sentença? b) sendo positiva sua resposta, de que prazo dispõe ele? d) qual será o termo inicial desse prazo?

 

QUESTÃO 03 – O Estado do Rio de Janeiro foi condenado a pagar R$ 100.000,00 (cem mil reais), pelo erro médico causado a João num hospital estadual. A Procuradoria Geral do Estado não recorreu da sentença condenatória, nem João interpôs recurso. Em duplo grau obrigatório, o Tribunal de Justiça decidiu majorar o valor da condenação para R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais). O Tribunal de Justiça poderia proferir tal decisão? Fundamente.

 

QUESTÃO 04 - O Juiz da Comarca de Mercúrio instaurou procedimento administrativo para averiguar a paternidade do menor Y e, a seguir, transcorridos trinta dias sem que o suposto pai atendesse à notificação, enviou os autos ao Ministério Público para as providências legais. Havendo elementos suficientes de informação, o Promotor de Justiça daquela Comarca, na condição de representante do Ministério Público e substituto processual do menor, instaurou a ação de investigação de paternidade, na qual o réu, devidamente citado por precatória, apresentou contestação. Conclusos os autos ao Magistrado, Sua Excelência concluiu ser incompetente para a causa e, por conseguinte, declinou da competência, determinando que o processo fosse remetido para o Juízo da comarca do domicílio do réu, nos termos do artigo 94 do Código de Processo Civil. Intimado dessa deliberação judicial, o Ministério Público se manifestou. Qual o recurso cabível para impugnar tal deliberação jurisdicional?

 

QUESTÃO 05 - O Juiz do 1º grau de jurisdição negou uma "liminar" requerida em ação que tramitava em processo de cognição. O Relator do correspondente recurso de Agravo de Instrumento, interposto no Tribunal ad quem, ao contrário do que decidira o juiz, concedeu a medida no chamado Juízo "ativo". Exarada a sentença de mérito, posteriormente, no Juízo a quo, acabando dispondo no sentido contrário da liminar concedida no 2º grau, pergunta-se: a decisão do tribunal fica ou não com seus efeitos mantidos? Com base em quais fundamentos jurídicos?

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